{"id":15898,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15898"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-baptismo-de-jesus-e-o-nosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-baptismo-de-jesus-e-o-nosso\/","title":{"rendered":"O baptismo de Jesus e o nosso"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta <!--more--> Porque \u00e9 que Jesus foi baptizado? Precisava? <\/p>\n<p>Se foi baptizado, \u00e9 porque precisava. Ou, pelo menos, quis precisar. Compreende-se a pergunta do leitor. E vem mesmo a calhar porque na pr\u00f3xima segunda-feira celebra-se a festa do Baptismo do Senhor, que encerra o ciclo do Natal. Quando a Epifania, que em Portugal \u00e9 celebrada sempre ao Domingo, cai a 7 ou 8 de Janeiro, o Baptismo do Senhor celebra-se na segunda-feira seguinte.<\/p>\n<p>Se o baptismo perdoa os pecados, Jesus n\u00e3o precisava de ser baptizado \u2013 esta \u00e9 a dificuldade tradicional na compreens\u00e3o do baptismo de Jesus. Temos, no entanto, de fazer algumas distin\u00e7\u00f5es entre 1) o baptismo dado por Jo\u00e3o, que ficou com o apelido \u201cBaptista\u201d porque fazia \u201csubmergir\u201d (em grego, \u201cbaptizein\u201d) no Jord\u00e3o quem a ele se dirigia, 2) o baptismo recebido por Jesus e 3) o baptismo dos crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Baptista administrava o baptismo nas \u00e1guas do Jord\u00e3o a todos os que escutavam as suas palavras de penit\u00eancia e confessavam os seus pecados com arrependimento. O rito de Jo\u00e3o n\u00e3o \u00e9 completamente original. Mergulha nas pr\u00e1ticas judaicas do Antigo Testamento. Basta pensar nos banhos rituais dos fariseus (constantemente preocupados em lavar as m\u00e3os, por exemplo, n\u00e3o como pr\u00e1tica higi\u00e9nica, mas como rito de purifica\u00e7\u00e3o) ou no Salmo 51: \u201cLava-me e ficarei mais branco do que a neve\u201d. E sabe-se hoje que havia judeus que praticavam um baptismo n\u00e3o resultava de uma esp\u00e9cie de magia, mas do esfor\u00e7o pessoal. Outro aspecto fundamental \u00e9 que o baptismo de Jo\u00e3o anuncia o Reino, enquanto o baptismo crist\u00e3o implica a inaugura\u00e7\u00e3o do tempo do Esp\u00edrito, o Reino concretizado. Da\u00ed que os Evangelhos e os Actos dos Ap\u00f3stolos distingam entre baptismo com \u00e1gua (Jo\u00e3o) e baptismo com esp\u00edrito ou no fogo (baptismo crist\u00e3o).<\/p>\n<p>Como pode, contudo, Jesus receber o baptismo de Jo\u00e3o, que era para \u201cremiss\u00e3o dos pecados\u201d? Mc 1,9-11 e Mt 3,13-17 narram o baptismo de Jesus \u00e0s m\u00e3os de Jo\u00e3o Baptista. Lc 3,21-22 refere o acontecimento quando Jo\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 na pris\u00e3o. E Jo 1,29-34 recorda a vinda do Esp\u00edrito sobre Jesus sem mencionar o gesto da \u00e1gua. Veremos na pr\u00f3xima semana que o baptismo de Jesus tem pelo menos tr\u00eas leituras \u2013 para inaugura\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio prof\u00e9tico de Jesus, para \u201ccumprir toda a justi\u00e7a\u201d (isto \u00e9, fazer a vontade de Deus), e como identifica\u00e7\u00e3o com a humanidade. O baptismo de Jesus \u00e9 que ser\u00e1, depois, o prot\u00f3tipo do sacramento crist\u00e3o.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-15898","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15898"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15898\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}