{"id":1591,"date":"2010-05-19T16:30:00","date_gmt":"2010-05-19T16:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1591"},"modified":"2010-05-19T16:30:00","modified_gmt":"2010-05-19T16:30:00","slug":"bento-xvi-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bento-xvi-em-portugal\/","title":{"rendered":"Bento XVI em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Principais momentos do Papa em Portugal, de 11 a 14 de Maio de 2010. Selec\u00e7\u00e3o dos textos: J.P.F.<\/p>\n<p>\u201cSituada na hist\u00f3ria, a Igreja est\u00e1 aberta a colaborar com quem n\u00e3o marginaliza nem privatiza a essencial considera\u00e7\u00e3o do sentido humano da vida. N\u00e3o se trata de um confronto \u00e9tico entre um sistema laico e um sistema religioso, mas de uma quest\u00e3o de sentido \u00e0 qual se entrega a pr\u00f3pria liberdade. O que divide \u00e9 o valor dado \u00e0 problem\u00e1tica do sentido e a sua implica\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica. A viragem republicana, operada h\u00e1 cem anos em Portugal, abriu, na distin\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado, um espa\u00e7o novo de liberdade para a Igreja\u201d.<\/p>\n<p>Aeroporto de Lisboa, 11 de Maio<\/p>\n<p>Sabemos que n\u00e3o faltam \u00e0 Igreja filhos insubmissos e at\u00e9 rebeldes, mas \u00e9 nos Santos que a Igreja reconhece os seus tra\u00e7os caracter\u00edsticos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. (\u2026) Esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje \u00e9 fazer de cada mulher e homem crist\u00e3o uma presen\u00e7a irradiante da perspectiva evang\u00e9lica no meio do mundo, na fam\u00edlia, na cultura, na economia, na pol\u00edtica. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequ\u00eancias sociais, culturais e pol\u00edticas da f\u00e9, dando por suposto que a f\u00e9 existe, o que \u00e9 cada vez menos realista. Colocou-se uma confian\u00e7a talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribui\u00e7\u00e3o de poderes e fun\u00e7\u00f5es; mas que acontece se o sal se tornar ins\u00edpido? (\u2026)<\/p>\n<p>Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperan\u00e7as que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicer\u00e7ar as tuas esperan\u00e7as humanas na Esperan\u00e7a divina.<\/p>\n<p>Dirijo o olhar para a outra margem do Tejo onde se ergue o Monumento a Cristo-Rei. (\u2026) Quero daqui apontar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es os exemplos de esperan\u00e7a em Deus e lealdade ao voto feito, que nos deixaram esculpidos no mesmo os Bispos e fi\u00e9is crist\u00e3os de ent\u00e3o, em sinal de amor e gratid\u00e3o pela preserva\u00e7\u00e3o da paz em Portugal. Dali a imagem de Cristo estende os bra\u00e7os a Portugal inteiro como que a lembrar-lhe a Cruz onde Jesus obteve a paz do universo e Se manifestou Rei e servo, porque o verdadeiro Salvador da humanidade.<\/p>\n<p>Na Missa do Terreiro do Pa\u00e7o, 11 de Maio<\/p>\n<p>Vim a F\u00e1tima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por mis\u00e9rias e sofrimentos. Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus L\u00facia, vim a F\u00e1tima para confiar a Nossa Senhora a confiss\u00e3o \u00edntima de que \u00abamo\u00bb (&#8230;) a Igreja, de que os sacerdotes \u00abamam\u00bb Jesus e n\u2019Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar \u00e0 protec\u00e7\u00e3o materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os mission\u00e1rios e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus. (\u2026) Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centen\u00e1rio da primeira visita feita pela Senhora \u00abvinda do C\u00e9u\u00bb, como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento \u00edntimo do Amor Trinit\u00e1rio e os leva a saborear o pr\u00f3prio Deus como o mais belo da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Na Missa do 13 de Maio, em F\u00e1tima<\/p>\n<p>A cultura reflecte hoje uma \u00abtens\u00e3o\u00bb, que por vezes toma formas de \u00abconflito\u00bb, entre o presente e a tradi\u00e7\u00e3o. A din\u00e2mica da sociedade absolutiza o presente, isolando-o do patrim\u00f3nio cultural do passado e sem a inten\u00e7\u00e3o de delinear um futuro. (\u2026) A Igreja aparece como a grande defensora de uma s\u00e3 e alta tradi\u00e7\u00e3o, cujo rico contributo coloca ao servi\u00e7o da sociedade. (\u2026) Este \u00abconflito\u00bb entre a tradi\u00e7\u00e3o e o presente exprime-se na crise da verdade. (\u2026) Um povo que deixa de saber qual \u00e9 a sua verdade fica perdido nos labirintos do tempo e da hist\u00f3ria, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente enunciados. (\u2026) Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza.<\/p>\n<p>No encontro com o mundo da cultura, 12 de Maio<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio actual da hist\u00f3ria \u00e9 de crise s\u00f3cio-econ\u00f3mica, cultural e espiritual, pondo em evid\u00eancia a oportunidade de um discernimento orientado pela proposta criativa da mensagem social da Igreja. (\u2026) Muitas vezes, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conseguir uma s\u00edntese satisfat\u00f3ria da vida espiritual com a ac\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica. (\u2026) Neste mundo dividido, imp\u00f5e-se a todos uma profunda e aut\u00eantica unidade de cora\u00e7\u00e3o, de esp\u00edrito e de ac\u00e7\u00e3o. (\u2026) Exprimo profundo apre\u00e7o a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos s\u00f3cio-econ\u00f3micos e culturais que levam ao aborto e que t\u00eam em vista a defesa da vida e a reconcilia\u00e7\u00e3o e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto.<\/p>\n<p>No encontro com as organiza\u00e7\u00f5es da pastoral social, em F\u00e1tima, 13 de Maio<\/p>\n<p>Nada impomos, mas sempre propomos (\u2026).Temos de vencer a tenta\u00e7\u00e3o de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presen\u00e7a de Igreja no mundo, que ali\u00e1s s\u00f3 pode ser mission\u00e1ria, no movimento expansivo do Esp\u00edrito. (\u2026) Hoje a Igreja \u00e9 chamada a enfrentar desafios novos e est\u00e1 pronta a dialogar com culturas e religi\u00f5es diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pac\u00edfica conviv\u00eancia dos povos. (\u2026) O campo da miss\u00e3o ad gentes apresenta-se hoje notavelmente alargado e n\u00e3o defin\u00edvel apenas segundo considera\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas; realmente aguardam por n\u00f3s n\u00e3o apenas os povos n\u00e3o-crist\u00e3os e as terras distantes, mas tamb\u00e9m os \u00e2mbitos s\u00f3cio-culturais e sobretudo os cora\u00e7\u00f5es que s\u00e3o os verdadeiros destinat\u00e1rios da actividade mission\u00e1ria do povo de Deus.<\/p>\n<p>Na Missa do Porto, 14 de Maio<\/p>\n<p>Levo guardada na alma a cordialidade do vosso acolhimento afectuoso, a forma t\u00e3o calorosa e espont\u00e2nea como se cimentaram os la\u00e7os de comunh\u00e3o com os grupos humanos com quem pude contactar, o empenhamento que significou a prepara\u00e7\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o do programa pastoral planeado. (\u2026) Para todos os portugueses, fi\u00e9is cat\u00f3licos ou n\u00e3o, aos homens e mulheres que aqui vivem, mesmo sem aqui terem nascido, vai a minha sauda\u00e7\u00e3o na hora da despedida. (\u2026) Foi uma alegria para mim ser testemunha da f\u00e9 e devo\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial portuguesa. (\u2026) O meu desejo \u00e9 que a minha visita se torne incentivo para um renovado impulso espiritual e apost\u00f3lico.<\/p>\n<p>No Aeroporto do Porto, 14 de Maio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principais momentos do Papa em Portugal, de 11 a 14 de Maio de 2010. Selec\u00e7\u00e3o dos textos: J.P.F. \u201cSituada na hist\u00f3ria, a Igreja est\u00e1 aberta a colaborar com quem n\u00e3o marginaliza nem privatiza a essencial considera\u00e7\u00e3o do sentido humano da vida. 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