{"id":15951,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15951"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-semana-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-semana-13\/","title":{"rendered":"A Semana"},"content":{"rendered":"<p>Desabituados que est\u00e1vamos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de pa\u00eds de imigrantes, temos enfrentado algumas dificuldades com a entrada em Portugal de estrangeiros que aqui procuram uma vida melhor. Talvez por isso, a regulamenta\u00e7\u00e3o das leis de imigra\u00e7\u00e3o custou tanto a sair e mesmo assim n\u00e3o agradou a muitos (ver p\u00e1gina 7). Agora, h\u00e1 que p\u00f4-la em pr\u00e1tica e humaniz\u00e1-la, no respeito pela nossa voca\u00e7\u00e3o de alguma forma universalista e multicultural.<\/p>\n<p>Portugal e os portugueses precisam dos imigrantes. Eles aceitam trabalhos que os nossos concidad\u00e3os h\u00e1 muito rejeitam; eles podem estar na base do equil\u00edbrio da Seguran\u00e7a Social, quase sem dinheiro para pagar reformas; eles contribuem para o rejuvenescimento da nossa sociedade, cada vez mais envelhecida; eles garantem, com os seus h\u00e1bitos e tradi\u00e7\u00f5es, o enriquecimento cultural do nosso povo.<\/p>\n<p>Sendo assim, h\u00e1 que apostar, a todos os n\u00edveis, na sua integra\u00e7\u00e3o plena, sem menosprezo pela sua cultura, contribuindo para o reagrupamento familiar de todos eles. Mas tamb\u00e9m se torna urgente combater, com dureza, os traficantes mafiosos que os perseguem, os empres\u00e1rios que os exploram ignobilmente, os xen\u00f3fobos que os provocam e os racistas capazes dos maiores crimes. <\/p>\n<p>No fundo, e como tantas vezes j\u00e1 aqui temos escrito, temos de tratar os imigrantes como cidad\u00e3os da aldeia global comum que todos habitamos, tal como gostamos que tratem os nossos emigrantes em qualquer canto do mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem sido muito frequente viver-se o optimismo na sociedade portuguesa. Em todos os quadrantes, mas mesmo em todos os quadrantes, enfatiza-se sobremaneira o que est\u00e1 mal, mostra-se o negativo da vida, prega-se o caos por todos os lados. E de tudo isso se d\u00e1 conta na comunica\u00e7\u00e3o social, com artigos e imagens derrotistas, nas conversas de amigo, enfim, a toda a hora se ouve, v\u00ea e diz que o bem, o bom e o belo emigraram do nosso Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sendo certo que o errado deve ser denunciado, numa perspectiva de construirmos uma sociedade mais justa, a verdade \u00e9 que j\u00e1 \u00e9 tempo de optarmos pelo lado positivo da vida, cultivando a auto-estima, estimulando os mais fr\u00e1geis, incitando os mais t\u00edmidos a avan\u00e7arem na linha do progresso. E para isso, nada melhor do que mostrar at\u00e9 \u00e0 saciedade o que de bom e belo h\u00e1 entre n\u00f3s, e muito \u00e9, valha a verdade, como tanto sublinhou o Presidente da Rep\u00fablica de visita \u00e0 nossa regi\u00e3o (ver p\u00e1gina 8).<\/p>\n<p>Assim, apetece-nos, aqui e agora, decretar guerra ao pessimismo, ao conformismo e \u00e0s op\u00e7\u00f5es negativas, que em nada contribuem para a felicidade das pessoas. Urge apostar na alegria, na valoriza\u00e7\u00e3o do bom, no cultivo da solidariedade, na descoberta de novos caminhos que conduzam ao bem-estar. <\/p>\n<p>Afinal, o futuro s\u00f3 est\u00e1 ao alcance dos que acreditam nele e no esfor\u00e7o pessoal e colectivo de todos, vivido com optimismo, com um sorriso nos l\u00e1bios e com determina\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desabituados que est\u00e1vamos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de pa\u00eds de imigrantes, temos enfrentado algumas dificuldades com a entrada em Portugal de estrangeiros que aqui procuram uma vida melhor. Talvez por isso, a regulamenta\u00e7\u00e3o das leis de imigra\u00e7\u00e3o custou tanto a sair e mesmo assim n\u00e3o agradou a muitos (ver p\u00e1gina 7). Agora, h\u00e1 que p\u00f4-la em pr\u00e1tica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-15951","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15951\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}