{"id":15983,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15983"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"calendario-para-melhor-conhecer-as-religioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/calendario-para-melhor-conhecer-as-religioes\/","title":{"rendered":"Calend\u00e1rio para melhor conhecer as religi\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Dias positivos <!--more--> 1. A forma como as religi\u00f5es se relacionam mudou muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas. N\u00e3o me refiro apenas ao ecumenismo, o movimento de aproxima\u00e7\u00e3o das confiss\u00f5es crist\u00e3s, que de inimigos de morte passaram a \u201cirm\u00e3os separados\u201d e cuja semana de ora\u00e7\u00e3o acab\u00e1mos de viver. Refiro-me ao di\u00e1logo inter-religioso, isto \u00e9, o di\u00e1logo entre as grandes tradi\u00e7\u00f5es religiosas: o hindu\u00edsmo, o juda\u00edsmo, o budismo, o cristianismo e o islamismo. Bem longe v\u00e3o os tempos em que, para os cat\u00f3licos, as outras religi\u00f5es eram vistas como cria\u00e7\u00e3o do diabo. Hoje, a valoriza\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as religiosas s\u00f3 pode ser outra, bem mais tolerante e democr\u00e1tica: Deus, o para\u00edso, o que nos espera para l\u00e1 da morte, o sentido da vida&#8230; tudo isto s\u00e3o realidades t\u00e3o ricas que n\u00e3o se podem resumir numa \u00fanica tradi\u00e7\u00e3o religiosa. Seria um empobrecimento terr\u00edvel se apenas houvesse uma religi\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Claro que o reverso da medalha da exist\u00eancia de v\u00e1rias religi\u00f5es s\u00e3o os conflitos. E esses conflitos tanto podem ser pa\u00edses em guerra devido \u00e0s diferen\u00e7as culturais (e onde a religi\u00e3o \u00e9 o factor predominante da diferen\u00e7a), como discuss\u00f5es sobre a vida em sociedade \u2013 como est\u00e1 a acontecer em Fran\u00e7a com a proibi\u00e7\u00e3o do uso de s\u00edmbolos religiosos ostensivos nos locais p\u00fablicos. Na escola, por exemplo, as meninas mu\u00e7ulmanas n\u00e3o podem usar o tchador (o v\u00e9u isl\u00e2mico). Este tipo de problemas vai surgir com mais frequ\u00eancia, porque cada vez h\u00e1 mais pessoas deslocadas. E a globaliza\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio da homogeneidade que alguns anunciam, faz valorizar as diferen\u00e7as culturais.<\/p>\n<p>3. \u00c9 neste contexto de necessidade de conviv\u00eancia das religi\u00f5es e de partilha da sabedoria milenar, que h\u00e1 em cada uma, que surge o calend\u00e1rio das edi\u00e7\u00f5es Paulinas \u201cCelebra\u00e7\u00e3o do Tempo\u201d. O que tem este calend\u00e1rio de especial? Ao longo dos dias do ano ficamos a par das principais festas das cinco grandes tradi\u00e7\u00f5es religiosas j\u00e1 referidas, dos princ\u00edpios dogm\u00e1ticos, do modo como contam o tempo e mesmo de alguns crentes mais destacados.<\/p>\n<p>Na primeira semana de Fevereiro, por exemplo, quanto \u00e0s festas, no dia 1, os Ortodoxos iniciam o Triodion (c\u00edclo pr\u00e9-pascal); no dia 2, os mu\u00e7ulmanos celebram o Id-al\u2019adha (obedi\u00eancia de Abra\u00e3o a Deus), enquanto ortodoxos, cat\u00f3licos e anglicanos comemoram a apresenta\u00e7\u00e3o de Jesus no templo; no dia 6 os budistas lembram o Buda Amithaba; no dia 7 os judeus celebram a Tu B\u2019shevat (entrega do d\u00edzimo); e no dia 8 os budistas t\u00eam o seu dia do Nirvana (liberta\u00e7\u00e3o da alma). A explica\u00e7\u00e3o destas datas, aqui naturalmente resumida, vem no verso e permite-nos entrar um bocadinho no mundo fascinante de cada religi\u00e3o.<\/p>\n<p>4. Elaborado com a colabora\u00e7\u00e3o dos l\u00edderes em Portugal de cada uma da religi\u00f5es, este calend\u00e1rio j\u00e1 teve uma edi\u00e7\u00e3o em 2003 e custa 3,5 euros. Em casa, na sala de aulas ou na sala de catequese, ser\u00e1 certamente um sinal de toler\u00e2ncia e respeito pelas outras religi\u00f5es. \u00c9 um modo de as conhecer (e s\u00f3 se ama o que se conhece). Por outro lado, conhecendo as outras religi\u00f5es, em vez de pensarmos \u201c\u00e9 tudo igual\u201d, podemos certamente viver melhor a nossa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dias positivos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-15983","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15983\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}