{"id":15992,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=15992"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"6o-domingo-do-tempo-comum-ano-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/6o-domingo-do-tempo-comum-ano-c\/","title":{"rendered":"6\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> A Palavra deste domingo diz-nos, com clareza e eloqu\u00eancia, que Deus existe e tem um projecto para n\u00f3s. Existe mesmo para aqueles que O negam ou abstraem dele nas suas vidas, como se Deus tivesse morrido, em Jesus Cristo, segundo a cren\u00e7a da \u00abteologia da morte de Deus\u00bb. Encontramos um perfeito paralelismo entre a primeira leitura e o evangelho, o qual se completa com a carta de Paulo aos Cor\u00edntios. <\/p>\n<p>Jeremias, na primeira leitura, apresenta-nos duas categorias de pessoas: as que s\u00e3o malditas, porque se afastam de Deus e p\u00f5em toda a sua confian\u00e7a nas outras pessoas, naquilo que elas sabem, fazem, inventem, como se a sua felicidade s\u00f3 delas dependesse e as que s\u00e3o benditas, porque colocam a sua esperan\u00e7a no Senhor. Dele lhes vem a seguran\u00e7a, a solidez, a paz, a fecundidade e a abund\u00e2ncia de vida. <\/p>\n<p>No evangelho, Lucas p\u00f5e na boca de Jesus a proclama\u00e7\u00e3o de quatro bem-aventuran\u00e7as para os pobres, seguidas de quatro maldi\u00e7\u00f5es para os ricos. Aos primeiros, os que t\u00eam fome, os que choram e os que s\u00e3o perseguidos, isto \u00e9, a classe de pessoas privadas de bens e que vivem ao arb\u00edtrio dos ricos e poderosos, Jesus faz a proposta libertadora de Deus, porque sendo eles desprezados pelos seus semelhantes, afirma-lhes a sua total solidariedade e promete-lhes que est\u00e1 do seu lado, porque a salva\u00e7\u00e3o \u00e9, primariamente, para os simples e humildes, para aqueles que s\u00f3 em Deus p\u00f5em a sua total esperan\u00e7a. Aos segundos, os instalados na vida, os auto-suficientes, aqueles que rebaixam e exploram os outros e que julgam n\u00e3o precisar das benesses divinas, Jesus adverte-os no sentido de que se eles prosseguirem nesta l\u00f3gica n\u00e3o t\u00eam lugar no \u00abReino\u00bb que Jesus vem inaugurar. <\/p>\n<p>N\u00e3o se conclui daqui que Deus faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas. N\u00e3o faz, mas exige condi\u00e7\u00f5es humanas e, portanto, livres para poder actuar em n\u00f3s e connosco. Jesus aponta-nos o cami-nho, faz-nos uma proposta. Todos dependemos radicalmente de Deus e do seu amor benevolente. Porqu\u00ea, ent\u00e3o, nos julgamos superiores aos outros e fazemos distin\u00e7\u00e3o entre pessoas, favorecendo umas e aniquilando outras? Porqu\u00ea pensamos que a felicidade consiste no ter e no poder? Porqu\u00ea, mesmo que tenhamos riqueza e poder, n\u00e3o nos colocamos do lado dos desfavorecidos e oprimidos? A proposta libertadora de Jesus \u00e9 uma boa nova, que enche de alegria os cora\u00e7\u00f5es amargurados, os que sofrem e os que n\u00e3o t\u00eam nada, nem podem nada neste mundo. Ser\u00e1 que n\u00f3s j\u00e1 entendemos isto? Ser\u00e1 que, atrav\u00e9s dos nossos gestos, j\u00e1 conseguimos passar esta proposta aos pobres, principais destinat\u00e1rios deste projecto, de modo que ele tenha impacto na nossa hist\u00f3ria humana? Onde est\u00e1 o nosso compromisso social crist\u00e3o? Ou continuamos a ser crist\u00e3os e crist\u00e3s s\u00f3 de missas e de ter\u00e7os? <\/p>\n<p>A certeza da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e, da nossa, que nos \u00e9 inculcada na terceira leitura, garante-nos que a nossa vida tem sentido e que a nossa busca de felicidade \u00e9 um direito e um dever, mas que havemos de acreditar que ela s\u00f3 \u00e9 plena e perfeita em Deus, e se vai efectivando na medida em que repetimos, criativamente, aqui e agora os gestos libertadores de Jesus Cristo. <\/p>\n<p>Leituras do 6\u00ba Domingo do Tempo Comum \u2013 Ano C<\/p>\n<p>Jr 17,5-8; Sl 1; 1 Cor 15,12.16-20; Lc 6,17.20-26<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-15992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15992"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15992\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}