{"id":16025,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16025"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"colectivismo-ultraliberal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/colectivismo-ultraliberal\/","title":{"rendered":"Colectivismo ultraliberal"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. Em Portugal criou-se um sistema econ\u00f3mico e social que seria patusco, se n\u00e3o fosse tr\u00e1gico. Poderemos design\u00e1-lo por colectivismo ultraliberal.<\/p>\n<p>\u00c9 colectivista, na medida em que os cidad\u00e3os exigem do estado a solu\u00e7\u00e3o de todos os problemas do pa\u00eds. Exigem que o Estado seja um verdadeiro deus na terra. Mas, como ele \u00e9 um deus falhado, contestam-no sistematicamente.<\/p>\n<p>O sistema \u00e9 tamb\u00e9m ultraliberal, na medida em que alimenta a experi\u00eancia e a reivindica\u00e7\u00e3o de todas as liberdades e o seu abuso: tanto as liberdades previstas na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa com as suas pervers\u00f5es. Entre estas figuram, por exemplo: o n\u00e3o cumprimento da lei; a explora\u00e7\u00e3o do trabalho humano; a neglig\u00eancia no trabalho; a falta de respeito por outrem; o tr\u00e1fico humano (atrav\u00e9s da prostitui\u00e7\u00e3o e de situa\u00e7\u00f5es de verdadeira escravatura); a fuga aos deveres familiares e outros; o consumo de drogas&#8230;<\/p>\n<p>2. N\u00e3o se sabe quantas pessoas se deixaram dominar pelo colectivismo ultraliberal, ou por algumas das suas componentes. Sabe-se apenas que ele prevalece no &#8220;pensamento dominante&#8221; e se encontra muito difundido nos movimentos sociais e pol\u00edticos, bem como em elevado n\u00famero de empresas (ou pseudo-empresas) e suas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quase se pode afirmar que o colectivismo ultraliberal luta para que, no limite, os cidad\u00e3os tenham asseguradas todas as condi\u00e7\u00f5es de bem-estar, mesmo sem pagarem impostos nem cumprirem outros deveres.<\/p>\n<p>3. Acossado pelos cidad\u00e3os e pelos movimentos pol\u00edticos e sociais contestat\u00e1rios, o Estado encontra-se num beco sem sa\u00edda. Ultimamente, optou pela empresarializa\u00e7\u00e3o de alguns dos seus servi\u00e7os, e parecem estar no horizonte algumas privatiza\u00e7\u00f5es. Apesar disto, n\u00e3o se liberta da press\u00e3o que se exerce sobre ele, podendo caminhar eventualmente para a situa\u00e7\u00e3o de &#8220;Estado m\u00ednimo&#8221;.<\/p>\n<p>Os cidad\u00e3os vivem alheados, em geral, da crise do Estado, embora o discurso sobre ela se encontre na ordem do dia. \u00c9 que o discurso oscila entre dois p\u00f3los e n\u00e3o chega ao \u00e2mago do problema: um dos p\u00f3los \u00e9 a reivindica\u00e7\u00e3o, colectivista, de mais direitos que implicam mais recusos financeiros; o outro p\u00f3lo \u00e9 o incumprimento da lei, a fraude e evas\u00e3o fiscais e o crime, organizado ou n\u00e3o, que se saldam pela diminui\u00e7\u00e3o da receita p\u00fablica e pelo aumento da despesa em servi\u00e7os policiais, de justi\u00e7a, de preven\u00e7\u00e3o e de reinser\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4. Existe uma percentagem desconhecida, mas relativamente elevada, de cidad\u00e3os respons\u00e1veis que procuram cumprir os seus deveres e rejeitam o sistema colectivista ultraliberal. O n\u00famero desses cidad\u00e3os at\u00e9 poderia aumentar se os outros, menos conscientes, vissem que o sentido de responsabilidade e a honestidade valem a pena.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia, no entanto, parece demonstrar o contr\u00e1rio: a desorienta\u00e7\u00e3o do Estado levou-o a menosprezar os ci-dad\u00e3os cumpridores, e quase a persegui-los, at\u00e9 porque eles s\u00e3o mais control\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-16025","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16025"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16025\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}