{"id":16028,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16028"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"respeito-e-tolerancia-porque-e-em-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/respeito-e-tolerancia-porque-e-em-que\/","title":{"rendered":"Respeito e toler\u00e2ncia, porqu\u00ea e em qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se se deve falar de incultura ou de ignor\u00e2ncia, de m\u00e1-f\u00e9 ou de cegueira ideol\u00f3gica, tantas s\u00e3o as afirma\u00e7\u00f5es vazias de valores e de sentido e \u00e0 revelia do bom senso e da objectividade. A perplexidade \u00e9 cada vez maior para quem n\u00e3o se instalou, nem se enfeudou a pessoas ou a interesses passageiros, n\u00e3o abdicou da sua responsabilidade pessoal e social. <\/p>\n<p>N\u00e3o se trata, como \u00e9 \u00f3bvio, de contestar o respeito \u00e0 opini\u00e3o diferente ou de n\u00e3o ser tolerante perante posi\u00e7\u00f5es diversas. Por\u00e9m, o direito ao respeito e a toler\u00e2ncia t\u00eam regras para que se possam considerar parte importante do equil\u00edbrio relacional e social. Porqu\u00ea e em qu\u00ea respeito e toler\u00e2ncia m\u00fatuos?<\/p>\n<p>Agora vemos por a\u00ed, dito e escrito de mil maneiras, que o aborto n\u00e3o deve ser crime, porque os interesses da m\u00e3e prevalecem e o feto ainda n\u00e3o estabelece rela\u00e7\u00f5es com ningu\u00e9m; na adop\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem que se privilegiar  um casal normal, porque dois homens ou duas mulheres, em uni\u00e3o de facto, podem educar; o casamento de homossexuais, homens ou mulheres, \u00e9 t\u00e3o aceit\u00e1vel como o de heterossexuais e a sociedade deve aceitar e sancionar, de igual modo, a tend\u00eancia e prefer\u00eancia de cada cidad\u00e3o que quer ser fam\u00edlia desse jeito; a humanidade inteira ter\u00e1 sida se os que querem ter rela\u00e7\u00f5es sexuais dispensarem o preservativo; a educa\u00e7\u00e3o sexual se pode resumir a ensinar a evitar a gravidez precoce, porque tudo o resto j\u00e1 as crian\u00e7as e os adolescentes est\u00e3o fartos de saber\u2026 <\/p>\n<p>Se passarmos a outros campos da vida social, o clima n\u00e3o \u00e9 diverso. Na aprecia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica s\u00f3 parece prevalecer o aspecto econ\u00f3mico; no mundo da educa\u00e7\u00e3o, quase s\u00f3 os direitos dos profissionais movem vontades; em alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o, mais interessam as audi\u00eancias e o vender o produto, que o respeitar as pessoas e a verdade objectiva\u2026<\/p>\n<p>Para tudo se vai fazendo teoria, preparando novos corifeus, dominando a opini\u00e3o p\u00fablica, organizando cruzadas para calar as vozes dissonantes.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 hoje tudo opin\u00e1vel e j\u00e1 nada tem valor nem consist\u00eancia?<\/p>\n<p>Quem educa gente nova n\u00e3o sabe para onde se voltar ou por onde come\u00e7ar. O que vai ao sabor da facilidade tem sempre mais acolhimento. Os pais v\u00e3o perdendo batalhas; os educadores, se t\u00eam e respeitam valores fundamentais, perdem audi\u00eancia; as inst\u00e2ncias de forma\u00e7\u00e3o moral s\u00e3o consideradas anacr\u00f3nicas. Tudo em nome do progresso, das esquerdas, da modernidade.<\/p>\n<p>Os que n\u00e3o desistem continuam a afirmar, serenamente, o valor da pessoa humana, a necessidade e a verdade da fam\u00edlia, o direito permanente \u00e0 vida, a responsabilidade perante o bem comum, o respeito pela natureza e suas leis, a indispensabilidade da moral e da \u00e9tica na conviv\u00eancia di\u00e1ria, o sentido das ra\u00edzes crist\u00e3s da nossa cultura, a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de que se destruam ou menosprezem valores nacionais e universais b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>Temos de nos entender sobre o que somos e o que queremos. J\u00e1 \u00e9 tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se se deve falar de incultura ou de ignor\u00e2ncia, de m\u00e1-f\u00e9 ou de cegueira ideol\u00f3gica, tantas s\u00e3o as afirma\u00e7\u00f5es vazias de valores e de sentido e \u00e0 revelia do bom senso e da objectividade. A perplexidade \u00e9 cada vez maior para quem n\u00e3o se instalou, nem se enfeudou a pessoas ou a interesses [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-16028","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16028"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16028\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}