{"id":16061,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16061"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-paixao-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-paixao-de-cristo\/","title":{"rendered":"&#8220;A Paix\u00e3o de Cristo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Mel Gibson, actor e realizador, apresenta um filme <\/p>\n<p>a que ningu\u00e9m pode ficar indiferente<\/p>\n<p>As 12 \u00faltimas horas da vida de Jesus Cristo deram corpo a um filme que  est\u00e1 a ser pol\u00e9mico. Alguns judeus mais extremistas acusam Mel Gibson, o realizador assumidamente cat\u00f3lico, de ter fomentado, com esta pel\u00edcula, o anti-semitismo. No entanto, o rabino Daniel Lapin, um dos mais populares representantes da comunidade judaica norte-americana, declarou que os injustos ataque que o filme \u201cA Paix\u00e3o de Cristo\u201d tem sofrido apenas desprestigiam os grupos contestat\u00e1rios. Por sua vez, D. John Patrick Foley, presidente do Pontif\u00edcio Conselho para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, afirmou que o filme n\u00e3o tem nada de anti-semita.<\/p>\n<p>Esta obra de Gibson procura seguir os textos b\u00edblicos com fidelidade, mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que o realizador se serviu de algumas liberdades art\u00edsticas, como \u00e9 habitual nestes dom\u00ednios. Para isso, aproveitou as vis\u00f5es de duas freiras, a espanhola Maria Agreda, falecida em 1665, e a alem\u00e3 Catherine Emmerich, que morreu em 1824. Tudo isto, por\u00e9m, n\u00e3o desvaloriza o filme, porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encontrar qualquer vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica totalmente fiel aos textos sagrados.<\/p>\n<p>A sua primeira exibi\u00e7\u00e3o ocorreu no dia 25, Quarta-Feira de Cinzas, in\u00edcio da Quaresma, nos Estados Unidos. Depois, foi apresentado no dia 1 de Mar\u00e7o em Vars\u00f3via. A 10 de Mar\u00e7o est\u00e1 prevista a sua projec\u00e7\u00e3o no Santu\u00e1rio Mariano de Czestochowa, esperando-se que o realizador Mel Gibson esteja presente, nessa altura, na terra do Papa. Em Portugal, a sua estreia ter\u00e1 lugar a 11 do mesmo m\u00eas.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, um m\u00eas antes da apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cA Paix\u00e3o de Cristo\u201d, todos os lugares das salas de cinema que o agendaram se esgotaram, o que indicia que o povo, crist\u00e3o e n\u00e3o crist\u00e3o, n\u00e3o ficou indiferente a mais um filme sobre a vida de quem marcou indelevelmente a hist\u00f3ria de h\u00e1 dois mil anos para c\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cA Paix\u00e3o de  Cristo\u201d, no dizer de abalizados cr\u00edticos cinematogr\u00e1ficos, emparceira com grandes filmes sobre a vida de Jesus Cristo, nomeadamente de Pier Paolo Paso-line e Franco Zeffirelli. E como sublinha Gibson, esta obra n\u00e3o pretende ofender seja quem for, porque, afinal, fomos todos n\u00f3s quem matou Jesus Cristo.<\/p>\n<p>A obra, com tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o, procura seguir pari passu os textos evang\u00e9licos e \u00e9 falado em latim e aramaico, a l\u00edngua de Jesus. A intensidade das imagens e dos sons, no dizer dos cr\u00edticos, prende desde o primeiro momento os espectadores, transcendendo \u201cas barreiras da linguagem  com cenas que contam a hist\u00f3ria por si mesma\u201d, como frisa o realizador. <\/p>\n<p>Jim Caviezel (Cristo) e Maia Morgenstern (Maria), entre outros actores, identificam-se com grande realismo com os pap\u00e9is, participando em cenas que n\u00e3o podem deixar de impressionar fortemente os espectadores. Gibson justifica esse realismo, quando enfatiza a certeza de que Cristo  foi de verdade violentamente flagelado. E acrescentou que este filme oferece imagens como ele pr\u00f3prio nunca viu no cinema.<\/p>\n<p>O filme teve como cen\u00e1rios localidades italianas de Sassi de Matera e Craco, que foram completamente transformadas com muros, torres, as cruzes do G\u00f3lgota, casas, mercados e vestes de h\u00e1 dois mil anos. Tudo isto para filmar a \u00daltima Ceia, a pris\u00e3o e o julgamento, o encontro com Pilatos, a crucifix\u00e3o e a morte de Jesus Cristo, na tentativa de oferecer \u00e0s cenas uma expressiva marca de realismo.<\/p>\n<p>Trata-se, pelo que lemos e ouvimos, de um filme que pode ser visto por toda a gente, at\u00e9 porque foi feito para inspirar e n\u00e3o para ofender, como garante Mel Gibson, que ainda acrescenta: \u201cA minha inten\u00e7\u00e3o, ao lev\u00e1-lo \u00e0s telas, foi criar uma obra de arte que fique e motive a reflex\u00e3o nas audi\u00eancias de diversos credos ou de nenhum, para quem a hist\u00f3ria seja familiar. Este \u00e9 um filme sobre f\u00e9, esperan\u00e7a, amor e perd\u00e3o, t\u00e3o necess\u00e1rios nestes tempos turbulentos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mel Gibson, actor e realizador, apresenta um filme a que ningu\u00e9m pode ficar indiferente As 12 \u00faltimas horas da vida de Jesus Cristo deram corpo a um filme que est\u00e1 a ser pol\u00e9mico. Alguns judeus mais extremistas acusam Mel Gibson, o realizador assumidamente cat\u00f3lico, de ter fomentado, com esta pel\u00edcula, o anti-semitismo. 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