{"id":16071,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16071"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-semana-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-semana-16\/","title":{"rendered":"A Semana"},"content":{"rendered":"<p>Na discuss\u00e3o e an\u00e1lise dos mais variados temas, normalmente predomina uma enorme ignor\u00e2ncia sobre o que pensa e prega a Igreja Cat\u00f3lica em rela\u00e7\u00e3o aos assuntos em causa. E isto verifica-se mesmo quando os intervenientes s\u00e3o ou se declaram cat\u00f3licos. Quais ser\u00e3o as raz\u00f5es?<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que as grandes quest\u00f5es de \u00e2mbito religioso, espiritual e de implica\u00e7\u00f5es sociais t\u00eam merecido da parte da Igreja a publica\u00e7\u00e3o de documentos, uns de natureza mais cient\u00edfica, e por isso dirigidos aos especialistas, e outros mais gen\u00e9ricos e mais acess\u00edveis a todos. Alguns  s\u00e3o simplesmente ignorados, muitos caem no esquecimento e outros passam \u00e0 hist\u00f3ria. <\/p>\n<p>Por norma, acusam-se as estruturas eclesiais de os lerem e de os arrumarem, mas pensamos que j\u00e1 \u00e9 tempo de os crentes os assumirem como pe\u00e7as fundamentais da sua forma\u00e7\u00e3o religiosa, espiritual e humana. Se os documentos n\u00e3o nos s\u00e3o explicados ou n\u00e3o v\u00eam at\u00e9 n\u00f3s, temos n\u00f3s de ir at\u00e9 eles, na certeza de que, sem a sua leitura, n\u00e3o passaremos de crist\u00e3os de missa dominical, o que, no entanto, j\u00e1 n\u00e3o seria mau, se os celebrantes alertassem, sistem\u00e1tica e oportunamente, o que a Igreja nos vai oferecendo para nossa edifica\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Custa-nos aceitar que as comunidades n\u00e3o divulguem, por exemplo, as mensagens do Papa e do  Bispo diocesano, que n\u00e3o reflictam sobre Notas e Cartas Pastorais, sobre Enc\u00edclicas e Exorta\u00e7\u00f5es Apost\u00f3licas e, ainda,  sobre  tantos outros documentos, como se a vida crist\u00e3 de hoje n\u00e3o dependesse do que pensa e diz a Igreja para os tempos actuais.<\/p>\n<p>Por aqui, no Correio do Vouga, continuaremos a alertar para o que de importante se passa nesse campo. Mas \u00e9 preciso que outros passem a palavra.<\/p>\n<p>Os portugueses t\u00eam nos seus genes o defeito terr\u00edvel de dizer mal de tudo. Critica-se, e bem, o que n\u00e3o se faz, e ignora-se, quase sempre, o  que se lhes oferece de bom. E se, h\u00e1 anos, era compreens\u00edvel a ignor\u00e2ncia sobre o que se passa \u00e0 nossa volta, hoje, com tanta informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 de aceitar o desinteresse e o alheamento do que se faz de positivo em prol da comunidade e de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Vem isto a prop\u00f3sito do que se nos oferece a n\u00edvel cultural em Aveiro e arredores, para s\u00f3 falarmos do que conhecemos melhor. A Universidade de Aveiro, por exemplo, desenvolve, continuamente, ac\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel, sem que mexa com o apetite de valoriza\u00e7\u00e3o pessoal de muita gente, como seria admiss\u00edvel esperar. Mais atentos ao que se passa no \u00e2mbito de entretenimentos f\u00e1ceis, muitos ignoram, por sistema, projectos culturais de largo alcance, apesar de bastante difundidos pela comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Os aveirenses, e n\u00e3o s\u00f3, v\u00e3o ser brindados com mais um festival de m\u00fasica (ver p\u00e1gina 9), para bons gostos e para todas as idades. N\u00e3o \u00e9, obviamente, um festival de m\u00fasica pimba, que ter\u00e1  interesse para os que n\u00e3o procuram exig\u00eancias art\u00edsticas, mas abrange os mais diversos g\u00e9neros que nos elevam, certamente, o esp\u00edrito e enriquecem a nossa capacidade de compreens\u00e3o da arte e do belo. <\/p>\n<p>Trata-se, pois, de um festival a n\u00e3o perder, porque n\u00e3o \u00e9 muito frequente termos tantas oportunidades num curto espa\u00e7o de tempo, entre 12 de Mar\u00e7o e 4 de Abril. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na discuss\u00e3o e an\u00e1lise dos mais variados temas, normalmente predomina uma enorme ignor\u00e2ncia sobre o que pensa e prega a Igreja Cat\u00f3lica em rela\u00e7\u00e3o aos assuntos em causa. E isto verifica-se mesmo quando os intervenientes s\u00e3o ou se declaram cat\u00f3licos. 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