{"id":16075,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16075"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"iii-domingo-da-quaresma-ano-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/iii-domingo-da-quaresma-ano-c\/","title":{"rendered":"III Domingo da Quaresma &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Hoje, pela palavra da liturgia, somos convocados \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o das nossas vidas, \u00e0 convers\u00e3o, \u00e0 mudan\u00e7a de mentalidade e de atitude, de modo que Deus e os seus valores passem a ocupar em n\u00f3s o primeiro lugar. O Deus libertador prop\u00f5e-nos que passemos da escravid\u00e3o do ego\u00edsmo e do pecado a pessoas libertas, que vivem uma vida plena, sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>No evangelho, Lucas apresenta-nos um discurso interpelativo de Jesus sobre o tema da convers\u00e3o, citando dois exemplos hist\u00f3ricos de acidentes e contando a par\u00e1bola da figueira plantada na vinha. Esta vinha simboliza o povo de Deus e a figueira \u00e9 cada um de n\u00f3s, que pertence a este povo. O dono da vinha \u00e9 o Pai e o vinhateiro \u00e9 Jesus, que constantemente intercede por n\u00f3s. Mas a transforma\u00e7\u00e3o da nossa vida n\u00e3o pode ser adiada constantemente. Esta quaresma \u00e9 o ano a mais que o Pai nos concede para que em n\u00f3s cres\u00e7a um novo ser em Cristo. Em que \u00e9 que a minha mentalidade deve mudar para que eu d\u00ea prioridade aos valores do Reino e aceite as propostas de Jesus na minha vida, de modo a intervir, como intermedi\u00e1rio de Deus, na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade? <\/p>\n<p>A realidade actual j\u00e1 est\u00e1 prefigurada no antigo povo de Deus. O livro do \u00caxodo, na primeira leitura, conta-nos o maravilhoso epis\u00f3dio da ternura de Deus para com o seu povo, mergulhado na escravid\u00e3o do Egipto: \u201cEu vi a situa\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel do meu povo; escutei o seu clamor. Conhe\u00e7o as suas ang\u00fastias. Desci para o libertar e levar deste pa\u00eds para uma terra boa e espa\u00e7osa, onde corre leite e mel\u201d. Mois\u00e9s, figura de Jesus libertador, \u00e9 o intermedi\u00e1rio. Entra na intimidade de Deus, atrav\u00e9s da sar\u00e7a ardente, acolhe a miss\u00e3o que Ele lhe confia e escuta o seu nome: \u201cEu sou o Deus de Abra\u00e3o, de Isaac e de Jacob\u201d, isto \u00e9, o Deus vivo e dos vivos. \u201cEu sou Aquele que sou\u201d, Aquele que sofre convosco e vos quer e pode libertar, para que sejais felizes. Hoje, a humanidade continua a gemer por uma liberta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, cultural e econ\u00f3mica. E, onde algu\u00e9m luta por uma sociedade mais justa e fraterna, l\u00e1 est\u00e1 Deus a viver com paix\u00e3o o sofrimento dos explorados. Tenho consci\u00eancia desta realidade? Estou disposto a arriscar a minha vida, como Mois\u00e9s, para colaborar com Deus na liberta\u00e7\u00e3o dos meus irm\u00e3os e irm\u00e3s? <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o murmureis\u201d, como os vossos antepassados, os quais morreram no deserto, sem chegarem a ver a terra da promessa, exorta Paulo aos crist\u00e3os de Corinto, na segunda leitura. \u00c9 que s\u00f3 murmura contra Deus quem nunca entrou na sua intimidade, quem nunca sentiu o pulsar do seu cora\u00e7\u00e3o de Pai\/M\u00e3e e compreendeu que Ele vela ternamente por n\u00f3s e, pacientemente, espera que d\u00eamos fruto de boas obras. Ele acompanha-nos, agora, no seu Filho Jesus, novo Mois\u00e9s, vinhateiro que cava, aduba e rega a figueira que \u00e9s tu e eu, para que os nossos gestos sejam de solidariedade com os mais fracos e oprimidos, de modo a sermos coerentes com a f\u00e9 que, comunitariamente, celebramos. <\/p>\n<p>III Domingo da Quaresma \u2013 Ano C<\/p>\n<p>Ex 3,1-8a.13-15; Sl 102 (103); 1 Cor 10,1-6.10-12; Lc 13,1-9<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-16075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16075\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}