{"id":16093,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16093"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"apoios-a-mulheres-gravidas-sao-urgentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/apoios-a-mulheres-gravidas-sao-urgentes\/","title":{"rendered":"Apoios a mulheres gr\u00e1vidas s\u00e3o urgentes"},"content":{"rendered":"<p>Projectos de lei  para a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto <\/p>\n<p>foram rejeitados pela maioria parlamentar<\/p>\n<p>Na quarta-feira da semana passada,  a maioria parlamentar rejeitou os projectos de lei do PS, do PCP, do BE e do PEV que propunham a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Da mesma forma, recusou a convoca\u00e7\u00e3o de um novo referendo, enquanto admitiu a discuss\u00e3o do tema na pr\u00f3xima legislatura. <\/p>\n<p>Como decis\u00e3o relevante da sess\u00e3o, saiu a proposta apresentada pelos partidos do Governo de se implementar o cumprimento da lei sobre o aborto, a educa\u00e7\u00e3o sexual e o apoio \u00e0 maternidade.<\/p>\n<p>Depois do primeiro referendo sobre o aborto, em que o n\u00e3o saiu vencedor, embora de forma n\u00e3o vinculativa por n\u00e3o terem votado 50 por cento dos eleitores, pouco tempo depois n\u00e3o faltaram vozes a reclamar uma decis\u00e3o da Assembleia da Rep\u00fablica. Ant\u00f3nio Guterres, ent\u00e3o l\u00edder do PS e cat\u00f3lico que sempre recusou o aborto, conseguiu o sil\u00eancio  dos que pugnavam por ele no seu partido. Logo que saiu do Governo e da lideran\u00e7a do partido socialista, vieram ao de cima as vozes dos mais radicais, em perfeita conson\u00e2ncia com os outros partidos da esquerda.<\/p>\n<p>Os julgamentos da Maia e de Aveiro de mulheres que abortaram \u00e0 margem da lei e seus  c\u00famplices vieram acordar a problem\u00e1tica  da interrup\u00e7\u00e3o  volunt\u00e1ria da gravidez, com total menosprezo pelas v\u00edtimas, que s\u00e3o vidas, indefesas, \u00e0 espera de nascer, como sempre defendeu a Igreja. E se \u00e9 de esperar que mulheres que abortam n\u00e3o sejam condenadas, por atenuantes fortes, ligadas a press\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas perpetradas por namorados, companheiros, maridos, patr\u00f5es, familiares e, ainda, por dificuldades de v\u00e1ria ordem,  j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 de compreender que estes, os que na sombra as for\u00e7aram, fiquem de fora ou sejam absolvidos. <\/p>\n<p>Aos grupos abortistas que tiveram o apoio, aberto ou camuflado, de alguma comunica\u00e7\u00e3o social, e que juntaram cerca de 125 mil assinaturas para reclamarem na Assembleia da Rep\u00fablica a liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto, respondeu a Associa\u00e7\u00e3o Mais Vida, Mais Fam\u00edlia, com quase 200 mil, pedindo \u201co refor\u00e7o da protec\u00e7\u00e3o da vida no decorrer da actual revis\u00e3o constitucional\u201d, um \u201cregime legal de protec\u00e7\u00e3o jur\u00eddica para a vida na sua fase embrion\u00e1ria\u201d, mais  \u201ciniciativas legislativas de promo\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia\u201d e, tamb\u00e9m,  \u201cmedidas concretas de defesa da vida da mulher, bem como do rec\u00e9m-nascido\u201d.<\/p>\n<p>Pelo que se viu, fic\u00e1mos com a impress\u00e3o de que o povo portugu\u00eas continua fiel \u00e0 n\u00e3o liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto, como se prova com a recolha das quase 200 mil assinaturas conseguidas em tempo recorde, mas tamb\u00e9m conclu\u00edmos, por muitas reac\u00e7\u00f5es que nos chegaram, que se torna imperioso dar corpo a mais iniciativas, no sentido de ajudar as mulheres gr\u00e1vidas que, por falta de informa\u00e7\u00e3o e de forma\u00e7\u00e3o, se v\u00eaem tentadas,  por tantos motivos, a recorrer ao aborto, ou se sentem pressionadas a faz\u00ea-lo, por gente sem escr\u00fapulos.<\/p>\n<p>Os que condenam o aborto, e devemos s\u00ea-lo n\u00f3s todos, sobretudo os crist\u00e3os, t\u00eam, at\u00e9 ao fim da  presente legislatura, de  mostrar o que valem, na cria\u00e7\u00e3o de estruturas sociais de apoio a mulheres gr\u00e1vidas em dificuldades, na assun\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia em prol da vida desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte, na defesa de uma justi\u00e7a social mais humanizadora, no apoio franco, aberto e concreto \u00e0s mulheres em dificuldade. S\u00f3 com li\u00e7\u00f5es de moral e explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas n\u00e3o se vai a lado nenhum, embora sejam necess\u00e1rias e importantes.<\/p>\n<p>F.M.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projectos de lei para a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto foram rejeitados pela maioria parlamentar Na quarta-feira da semana passada, a maioria parlamentar rejeitou os projectos de lei do PS, do PCP, do BE e do PEV que propunham a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto. 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