{"id":16099,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16099"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-surdez-problematicas-e-perspectivas-de-intervencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-surdez-problematicas-e-perspectivas-de-intervencao\/","title":{"rendered":"A surdez: problem\u00e1ticas e perspectivas de interven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO Homem n\u00e3o pode n\u00e3o comunicar\u201d<\/p>\n<p>Watzlawick<\/p>\n<p>Teve lugar no Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo, nos passados dias 3 e 4 de Mar\u00e7o, o II F\u00d3RUM \u2013 A Surdez: Problem\u00e1ticas e Perspectivas de Interven\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>O evento, organizado pela Unidade de Apoio \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o de Alunos Surdos de \u00cdlhavo (UAEAS) e pelo Centro de Forma\u00e7\u00e3o das Escolas do Concelho de \u00cdlhavo, contou com o apoio da C\u00e2mara Municipal ilhavense.<\/p>\n<p>Durante os dois dias, os cerca de 100 participantes presentes (educadores, professores, terapeutas da fala, pais e pessoas surdas) debateram aquela problem\u00e1tica, de forma bastante participativa. As comunica\u00e7\u00f5es, muito variadas, acentuaram uma perspectiva educacional, centrada na import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO processo de desenvolvimento da crian\u00e7a surda n\u00e3o acontecer\u00e1 se o envolvimento n\u00e3o der a essa crian\u00e7a uma l\u00edngua para ela analisar e imitar\u201d, como refere Furth. E foi com esta convic\u00e7\u00e3o que a reflex\u00e3o se processou, passando por temas t\u00e3o importantes como \u201cHip\u00f3teses Comunicativas na Educa\u00e7\u00e3o da Pessoa Surda\u201d, \u201cA L\u00edngua Gestual Portuguesa na Educa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cImplantes Cocleares \u2013 que apoio \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, fala e linguagem\u201d, \u201cAvalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednico-educativa\u201d e, ainda, \u201cA import\u00e2ncia da fam\u00edlia e de todos n\u00f3s\u201d. <\/p>\n<p>Para al\u00e9m das comunica\u00e7\u00f5es apresentadas por profissionais h\u00e1 muito a trabalhar com crian\u00e7as e jovens surdos, foi importante o testemunho da m\u00e3e de uma crian\u00e7a surda. Ainda de relevante neste F\u00f3rum houve a apresenta\u00e7\u00e3o, por uma aluna surda da UAEAS, do 12\u00ba ano, do projecto \u201cRegionalismos da L\u00edngua Gestual Portuguesa\u201d. <\/p>\n<p>Uma das comunica\u00e7\u00f5es foi apresentada por uma professora de Apoio Educativo com forma\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Visual, ela pr\u00f3pria surda cong\u00e9nita. A sua reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da L\u00edngua Gestual Portuguesa na Educa\u00e7\u00e3o trouxe, a todos os participantes, a for\u00e7a do vivido.<\/p>\n<p>Os participantes tiveram, ainda, ocasi\u00e3o de desfrutar de momentos de descontrac\u00e7\u00e3o, poesia e arte, proporcionados com a utiliza\u00e7\u00e3o da L\u00edngua Gestual Portuguesa, atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o de uma can\u00e7\u00e3o e de um poema. Como dizia um dos oradores, em L\u00edngua Gestual, a poesia \u00e9 mais poesia. Estes momentos revelaram, pela sua beleza, a for\u00e7a e o dinamismo de uma L\u00edngua que, sendo visual e espacial, modalidades a que as pessoas surdas acedem facilmente, lhes permite serem cidad\u00e3os de pleno direito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO Homem n\u00e3o pode n\u00e3o comunicar\u201d Watzlawick Teve lugar no Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo, nos passados dias 3 e 4 de Mar\u00e7o, o II F\u00d3RUM \u2013 A Surdez: Problem\u00e1ticas e Perspectivas de Interven\u00e7\u00e3o. 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