{"id":16109,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16109"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-semana-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-semana-17\/","title":{"rendered":"A semana"},"content":{"rendered":"<p>A visita que os bispos da Guin\u00e9-Bissau fizeram a Aveiro (ver p\u00e1gina 8) para agradecer o apoio que lhes tem sido prestado e para contactos com os guineenses radicados entre n\u00f3s, levaram-nos a reflectir sobre as suas dificuldades, a tantos n\u00edveis, e sobre o muito que temos e nem sempre aproveitamos.<\/p>\n<p>De sorriso franco, serenos, gratos, conscientes dos seus problemas e confiantes no futuro do seu pa\u00eds e do povo de que s\u00e3o guias espirituais, foi-nos agrad\u00e1vel constatar a f\u00e9 que os anima de que Deus est\u00e1 com eles em situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil. Sem as mais elementares infra-estruturas, sem capacidade sequer para receber quem os possa ajudar, mesmo em tempos de f\u00e9rias, n\u00e3o desanimam, enquanto sonham com projectos que reflictam a ajuda de comunidades  e pa\u00edses amigos.<\/p>\n<p>Por c\u00e1, n\u00f3s, os portugueses, com tantas sobras, com uma Igreja com estruturas de s\u00e9culos, os eternos insatisfeitos, ainda temos coragem de protestar por isto e por aquilo, ainda gostamos de exigir mais e mais a quem tem responsabilidades eclesiais e outras, ainda nos fechamos nas nossas conchas, o que nos limita os horizontes apost\u00f3licos e mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que h\u00e1 sempre algu\u00e9m que foge deste c\u00edrculo e aposta em viver a f\u00e9 em terras onde falta tudo, nem que seja por uns meses; \u00e9 certo que h\u00e1 quem pense nos mission\u00e1rios, padres ou leigos, apoiando-os por variad\u00edssimas formas; \u00e9 certo que na retaguarda se pode fazer muito por todos os que se d\u00e3o aos que t\u00e3o pouco t\u00eam. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que \u00e9 poss\u00edvel sair de alguma modorra, assumindo ajudas mais concretas, mais reais, em prol de quem tanto precisa, a n\u00edvel eclesial, e n\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da GAMA \u2013 Grande \u00c1rea Metropolitana de Aveiro, constitu\u00edda, para j\u00e1, por 11 dos 19 concelhos do Distrito de Aveiro, \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 uma necessidade, mas tamb\u00e9m um sinal de maturidade pol\u00edtica, entre n\u00f3s. Isto, porque prova \u00e0 evid\u00eancia  que os homens e mulheres, quando reflectem sobre os reais interesses do povo e das comunidades, com empenhamento e objectividade, s\u00e3o capazes de vencer barreiras ideol\u00f3gicas e partid\u00e1rias. <\/p>\n<p>De facto, foi bonito verificar que, na hora de se avan\u00e7ar para um projecto que trar\u00e1, com certeza, benef\u00edcios palp\u00e1veis para muita gente, sobretudo para as mais esquecidas pelo poder pol\u00edtico central, os interesses pessoais e partid\u00e1rios dos nossos pol\u00edticos ficaram \u00e0 porta de sess\u00e3o em que se subscreveu o pedido para formalizar a constitui\u00e7\u00e3o da GAMA. De m\u00e3os dadas, com os olhos postos no desafio de enfrentar um futuro melhor, os nossos pol\u00edticos, tenham as bandeiras que tiverem, h\u00e3o-de continuar a mostrar que s\u00e3o dignos dos nossos votos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A visita que os bispos da Guin\u00e9-Bissau fizeram a Aveiro (ver p\u00e1gina 8) para agradecer o apoio que lhes tem sido prestado e para contactos com os guineenses radicados entre n\u00f3s, levaram-nos a reflectir sobre as suas dificuldades, a tantos n\u00edveis, e sobre o muito que temos e nem sempre aproveitamos. 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