{"id":16113,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16113"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"iv-domingo-da-quaresma-ano-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/iv-domingo-da-quaresma-ano-c\/","title":{"rendered":"IV Domingo da Quaresma &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Hoje, a Palavra assegura-nos que todos somos pecadores salvos em Cristo, porque Ele restabeleceu os la\u00e7os que hav\u00edamos quebrado com Deus, admitindo-nos \u00e0 sua intimidade e restituindo-nos a dignidade, que adquirimos pelo baptismo. \u201cNa verdade, \u00e9 Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, n\u00e3o levando em conta as faltas dos homens e confiando-nos a palavra da reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d, escreve Paulo na 2\u00aa leitura. Estamos diante de dois grandes momentos da reconcilia\u00e7\u00e3o: a original e fundante, que nos \u00e9 adquirida por Cristo, e a do minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o, que \u00e9, por Cristo, concedido \u00e0 sua Igreja, para que cada pessoa e comunidade crist\u00e3 possam continuar a desfrutar do minist\u00e9rio do perd\u00e3o ou reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O abismo da miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9-nos apresentado por Lucas, na mais bela p\u00e1gina do seu evangelho, atrav\u00e9s da par\u00e1bola do pai bom que tinha dois filhos. Esta hist\u00f3ria fict\u00edcia, contada por Jesus para interpelar os escribas e fariseus, que contestavam a sua proximidade com  pecadores e publicanos, revela-nos o excesso de amor deste pai, que trata os seus dois filhos como pai algum jamais poderia fazer. O filho mais novo aspira a uma liberdade sem responsabilidade, ao uso e abuso de bens que n\u00e3o tinha ganho. Exige a sua heran\u00e7a ao pai, como que antecipando a sua morte. O pai, por sua vez, respeitando a sua liberdade, entrega-lhe a parte que lhe caberia por sua morte e deixa-o partir. O filho mais velho continua em casa, fechado sobre si mesmo, tendo como ref\u00fagio e seguran\u00e7a do seu bom comportamento a casa paterna.<\/p>\n<p>O mais novo, jovem irrealista e irrespons\u00e1vel, passando, simbolicamente, por cima do cad\u00e1ver do pai, quer a todo o custo, satisfazer o desejo incontido do prazer que o abrasava: \u201cpartiu para um pa\u00eds distante e por l\u00e1 esbanjou quanto possu\u00eda, numa vida dissoluta\u201d. E, os \u201camigos\u201d tamb\u00e9m se esgotaram e ele ficou s\u00f3. Encontrou um trabalho impuro, para um judeu, que nem dava para se alimentar. Ficou na mis\u00e9ria f\u00edsica e espiritual. Ele que tinha um pai rico, com criados que viviam na abund\u00e2ncia! Ent\u00e3o, caiu em si. Este \u00e9 o momento crucial, o da tomada de consci\u00eancia do estado a que chegara. Arrependeu-se e decidiu ir ter com o pai. Ensaiou o di\u00e1logo. Mas, no distanciamento do filho, o pai havia-o guardado sempre no seu cora\u00e7\u00e3o, sem qualquer ressentimento, esperando, com l\u00e1grimas, o seu regresso. Mal o avistou \u201cencheu-se de compaix\u00e3o e correu a lan\u00e7ar-se-lhe ao pesco\u00e7o, cobrindo-o de beijos\u201d. Tudo invertido, pensamos n\u00f3s. E foi t\u00e3o grande a alegria, que houve festa. O pai restitui-lhe a dignidade e a confian\u00e7a de filho, e elevou-o ainda mais! Que pai magn\u00e2nimo e excessivo, dir\u00edamos! Se f\u00f4ssemos n\u00f3s&#8230; O filho mais velho n\u00e3o reconheceu o seu irm\u00e3o, e recusou-se a participar na festa. Mas o pai, misericordioso para ambos, veio instar com ele, ajudando-a a compreender e a perdoar. Ser\u00e1 que os ouvintes de Jesus perceberam a li\u00e7\u00e3o? Ou ficaram de fora, como o filho mais velho?  E tu, de que lado est\u00e1s? Jesus, por\u00e9m, falava de um pai que tem um nome: Deus, Pai\/M\u00e3e de ternura e miseric\u00f3rdia!<\/p>\n<p>IV Domingo da Quaresma \u2013 Ano C<\/p>\n<p> Js 5,9a.10-12; Sl 33 (34) ; 2 Cor 5,17-21; Lc 15,1-3.11-32<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-16113","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16113"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16113\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}