{"id":16128,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16128"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"bispos-da-guine-bissau-agradecem-apoio-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bispos-da-guine-bissau-agradecem-apoio-de-portugal\/","title":{"rendered":"Bispos da Guin\u00e9-Bissau agradecem apoio de Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Projectos ao n\u00edvel da Educa\u00e7\u00e3o e da Sa\u00fade, entre outros <\/p>\n<p>de \u00e2mbito social, s\u00e3o urgentes na Guin\u00e9-Bissau<\/p>\n<p>Os Bispos de Bissau e da Bafat\u00e1, D. Jos\u00e9 Camnate e D. Pedro Zili, respectivamente, estiveram em Portugal para agradecer o apoio que tem sido prestado \u00e0 Guin\u00e9-Bissau, mas tamb\u00e9m vieram ao encontro dos  guineenses radicados entre n\u00f3s, em visita pastoral.<\/p>\n<p>Em Aveiro, para al\u00e9m dos contactos que mantiveram com D. Ant\u00f3nio Marcelino e com servi\u00e7os de alguma forma ligados \u00e0 Igreja da Guin\u00e9-Bissau, encontraram-se com as comunidades  guineenses que estudam, trabalham e vivem na nossa Diocese.<\/p>\n<p>No encontro com estudantes e outras pessoas naturais da Guin\u00e9-Bissau, que se realizou no CUFC, com o apoio do Secretariado das Migra\u00e7\u00f5es e Turismo, de que \u00e9 respons\u00e1vel o di\u00e1cono Jos\u00e9 Alves, D. Jos\u00e9 Camnate e D. Pedro Zili falaram das suas inquieta\u00e7\u00f5es e sonhos e dos projectos mais importantes que gostariam de ver desenvolvidos no seu pa\u00eds, nomeadamente ao n\u00edvel da Educa\u00e7\u00e3o e da Sa\u00fade, entre v\u00e1rios de \u00e2mbito social e eclesial.<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Camnate, que foi o primeiro bispo natural da Guin\u00e9-Bissau, falou ao Correio do Vouga das rela\u00e7\u00f5es que a Igreja Cat\u00f3lica mant\u00e9m com as religi\u00f5es tradicionais africanas, que predominam no seu pa\u00eds, e com a religi\u00e3o isl\u00e2mica, tendo frisado que o entendimento \u00e9 muito bom. No entanto, n\u00e3o deixou de referir que tem havido muitas convers\u00f5es a Jesus Cristo. <\/p>\n<p>Como n\u00e3o t\u00eam conseguido formar catequistas em n\u00famero suficiente para responder aos pedidos da popula\u00e7\u00e3o, o Bispo de Bissau disse que a prioridade \u00e9 \u201cinvestir na forma\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias para que se tornem elas pr\u00f3prias catequistas\u201d. Referiu que tudo quanto \u00e9 fundamental  para a sociedade guineense \u201cdeve ser conservado e protegido pela fam\u00edlia, porque, \u201cquando ela transmite valores, eles s\u00e3o mais assimilados pelos indiv\u00edduos\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a ajuda da Igreja portuguesa, recordou as ren\u00fancias quaresmais que as dioceses ofereceram \u00e0 Igreja da Guin\u00e9-Bissau, nomeadamente a de Aveiro. \u201cA nossa visita \u00e9 tamb\u00e9m para agradecer o apoio que nos tem sido dado, ao mesmo tempo que falamos da nossa situa\u00e7\u00e3o actual e das \u00e1reas em que gostar\u00edamos de continuar a receber colabora\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Por sua vez, o Bispo de Bafat\u00e1, brasileiro, adiantou ao Correio do Vouga que, nas seus contactos com governantes de Portugal, falaram das quest\u00f5es que inquietam os imigrantes guineenses, em especial da legaliza\u00e7\u00e3o e da integra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que alguns se consideram \u201c\u00e0 parte\u201d. Depois, abordaram a situa\u00e7\u00e3o das pessoas que v\u00eam ao nosso Pa\u00eds por motivos de sa\u00fade e que \u00e0 chegada se encontram desamparadas. \u201cPedimos que houvesse \u2018corredores\u2019 no aero-porto, porque normalmente n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que as encaminhe para os servi\u00e7os de Sa\u00fade a que v\u00eam dirigidas, mas tamb\u00e9m pedimos que facilitassem o atendimento\u201d, frisou D. Pedro.<\/p>\n<p>Como a Guin\u00e9-Bissau est\u00e1 grandemente carecida de estruturas b\u00e1sicas  em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade, como noutras \u00e1reas, os Bispos guineenses n\u00e3o deixaram de sublinhar que o ideal seria criar condi\u00e7\u00f5es no seu pa\u00eds para se evitarem as desloca\u00e7\u00f5es para tratamento e consultas. <\/p>\n<p>No contacto com os guineenses, D. Jos\u00e9 e D. Pedro procuraram inteirar-se da situa\u00e7\u00e3o em que vivem, re-conhecendo que \u201cn\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o bem acompanhados, quanto gostariam\u201d, tendo verificado, ainda, as dificuldades de muitos e a confian\u00e7a que depositam nos seus bispos. Aos estudantes, disseram que a sua colabora\u00e7\u00e3o, depois de formados, \u00e9 imprescind\u00edvel. \u201cSe todos continuarem fora do pa\u00eds, o processo de mudan\u00e7a e o progresso  ser\u00e3o muito mais lentos; mas temos de ter coragem, porque o pa\u00eds \u00e9 nosso\u201d, adiantou D. Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Contudo, aquele prelado afirmou que \u201cas pessoas est\u00e3o a crescer no conhecimento de que o futuro da Guin\u00e9 passa pela interven\u00e7\u00e3o de todos os guineenses\u201d, acrescentando que o voluntariado mission\u00e1rio \u00e9 importante, mas faltam recursos \u00e0 Igreja para os receber.<\/p>\n<p>D. Pedro n\u00e3o quis deixar de falar da ren\u00fancia quaresmal que a Diocese de Aveiro destinou em 2003 para a sua diocese. \u201cVim agradecer a D. Ant\u00f3nio e \u00e0 Igreja aveirense esse gesto de solidariedade para com uma diocese que est\u00e1 a nascer\u201d. Com esse contributo e com o do patriarcado de Lisboa v\u00e3o ser constru\u00eddas a resid\u00eancia do Bispo de Bafat\u00e1 e outras estruturas para os servi\u00e7os da diocese.<\/p>\n<p>Neste encontro no CUFC ainda foi evocada a mem\u00f3ria de monsenhor Am\u00e2ndio Neto, administrador apost\u00f3lico da Guin\u00e9, antes da independ\u00eancia, natural de Calv\u00e3o e falecido h\u00e1 dois meses, na Casa dos Franciscanos, no Lumiar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projectos ao n\u00edvel da Educa\u00e7\u00e3o e da Sa\u00fade, entre outros de \u00e2mbito social, s\u00e3o urgentes na Guin\u00e9-Bissau Os Bispos de Bissau e da Bafat\u00e1, D. Jos\u00e9 Camnate e D. 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