{"id":16145,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16145"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"financas-publicas-posicao-da-cep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/financas-publicas-posicao-da-cep\/","title":{"rendered":"Finan\u00e7as p\u00fablicas &#8211; posi\u00e7\u00e3o da CEP"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. A CEP (Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa) foi referida no \u00faltimo artigo, que abordou tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s finan\u00e7as p\u00fablicas. Vale a pena desenvolver agora um pouco mais a posi\u00e7\u00e3o da CEP, exposta de maneira sint\u00e9tica e precisa no n\u00ba 22 da Carta Pastoral, de 15 de Setembro \u00faltimo, sobre a &#8220;RESPONSABILIDADE SOLID\u00c1RIA PELO BEM COMUM&#8221;. A posi\u00e7\u00e3o da CEP situa-se no plano dos princ\u00edpios, n\u00e3o deixando por\u00e9m de ter em conta as realidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nesta Carta, a CEP aborda: a natureza dos &#8220;dinheiros p\u00fablicos&#8221;; a &#8220;responsabilidade do Estado&#8221;; &#8220;a participa\u00e7\u00e3o de todos os cidad\u00e3os&#8221;; o &#8220;equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas&#8221;; a &#8220;cultura solid\u00e1ria e do sentido do bem comum&#8221;.<\/p>\n<p>2. Os &#8220;dinheiros p\u00fablicos&#8221; s\u00e3o considerados &#8220;dinheiros dos cidad\u00e3os&#8221;. Sendo p\u00fablicos, o cidad\u00e3o n\u00e3o \u00e9 propriet\u00e1rio da sua quota-parte, \u00e0 semelhan\u00e7a das sociedades comerciais, mas tem direito a uma aplica\u00e7\u00e3o correcta.<\/p>\n<p>A responsabilidade do Estado traduz-se no direito e no dever de cobrar os impostos e &#8220;de os gastar bem, com parcim\u00f3nia e prud\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A participa\u00e7\u00e3o de todos os cidad\u00e3os&#8221; traduz-se, basicamente, no pagamento de impostos, evitando &#8220;dissimula\u00e7\u00f5es e fraudes fiscais&#8221;. Traduz-se tamb\u00e9m no esfor\u00e7o para que &#8220;as leis sejam justas e equilibradas&#8221; e para que \u2014 podemos acrescentar \u2014 as mesmas sejam aplicadas correctamente no respeito pelos cidad\u00e3os. Tamb\u00e9m \u00e9 exig\u00edvel que, a estes, sejam prestadas contas da gest\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o das receitas do Estado.<\/p>\n<p>3. O &#8220;equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas&#8221; deve resultar da ac\u00e7\u00e3o concertada do Estado, dos cidad\u00e3os e \u2014 natural-mente \u2014 das diferentes institui\u00e7\u00f5es dos sectores p\u00fablico, privado e social. A Carta, logicamente, n\u00e3o toma posi\u00e7\u00e3o acerca do problema actual\u00edssimo do d\u00e9fice or\u00e7amental. Deixa, no entanto, bastante claro que ele deve ser controlado, de acordo com as regras financeiras e econ\u00f3mico-sociais a ter em conta.<\/p>\n<p>A este prop\u00f3sito, a CEP defende que &#8220;o esfor\u00e7o de redu\u00e7\u00e3o das despesas \u00e9 ben\u00e9fico quando se trata de despesas sup\u00e9rfluas, mas \u00e9 perturbador quando p\u00f5e em causa o funcionamento harm\u00f3nico e equilibrado das institui\u00e7\u00f5es e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais com qualidade a toda a popula\u00e7\u00e3o e em especial aos mais carenciados&#8221;.<\/p>\n<p>4. Infelizmente, esta perturba\u00e7\u00e3o existe hoje, tal como h\u00e1 muitos anos. Com boa ou m\u00e3 gest\u00e3o, os dinheiros raramente permitiram o &#8220;funcionamento harm\u00f3nico e equilibrado das institui\u00e7\u00f5es&#8221; e quase nunca proporcionaram, sobretudo &#8220;aos mais carenciados&#8221;, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais com qualidade.<\/p>\n<p>Por tal motivo, bom seria que os cidad\u00e3os, as institui\u00e7\u00f5es, as for\u00e7as pol\u00edticas e sociais se interrogassem sobre a maneira de aplicar aqui a &#8220;cultura solid\u00e1ria e do sentido do bem comum&#8221;. <\/p>\n<p>N\u00e3o vale a pena transferir responsabilidades para outrem: o problema \u00e9 antigo, nunca foi resolvido e n\u00e3o se conhece uma \u00fanica proposta consistente para a respectiva solu\u00e7\u00e3o. Esta exige uma verdadeira ascese quaresmal e compromissos concertados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-16145","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16145"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16145\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}