{"id":16149,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16149"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-semana-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-semana-18\/","title":{"rendered":"A Semana"},"content":{"rendered":"<p>Quinze anos depois da queda do Muro de Berlim, a Europa est\u00e1 mais unida com a entrada de mais dez pa\u00edses para a UE. Afugentados que foram alguns fantasmas criados pela guerra fria e vencidos que est\u00e3o imensos obst\u00e1culos que d\u00e9cadas de isolacionismo e de opress\u00e3o ideol\u00f3gica criaram e que coarctavam elementares direitos de liberdade, eis chegado o momento de milh\u00f5es de europeus poderem viver o futuro de m\u00e3os dadas, \u00e0 margem de nacionalismos retr\u00f3grados.<\/p>\n<p>No s\u00e1bado, 1 de Maio, pelas 0 horas, o velho continente festejou a entrada da Pol\u00f3nia, Litu\u00e2nia, Let\u00f3nia, Est\u00f3nia, Rep\u00fablica Checa, Eslov\u00e1quia, Hungria, Eslov\u00e9nia, Malta e Chipre na UE, como mais um passo significativo para a aproxima\u00e7\u00e3o dos povos que t\u00eam como matriz  fundamental o cristianismo.<\/p>\n<p>Com a UE alargada e receptiva \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e fraterna, todos os europeus podem olhar, agora, para a frente, com mais optimismo, na esperan\u00e7a de que haver\u00e1 mais democracia, mais respeito pelos direitos humanos, mais economia de mercado, mais prosperidade, mais estabilidade, mais solidariedade, mais interc\u00e2mbios culturais e t\u00e9cnico-cient\u00edficos e, sobretudo, muito mais paz.  No entanto, h\u00e1 enormes desafios a vencer, nomeadamente o desemprego, a inseguran\u00e7a e a imigra\u00e7\u00e3o, bem como ser\u00e1 preciso resolver problemas do ambiente, da educa\u00e7\u00e3o e  da sa\u00fade, entre outros.<\/p>\n<p>S\u00e3o 455 milh\u00f5es de habitantes na UE, dos quais 263 milh\u00f5es s\u00e3o cat\u00f3licos,  que se exprimem em 20 l\u00ednguas diferentes e que, na sua grande maioria, rejubilam por poderem partilhar um destino comum, apesar das dificuldades que t\u00eam de ajudar a vencer, para que nenhuma carruagem do comboio da Europa fique para tr\u00e1s. <\/p>\n<p>E Portugal? Que consequ\u00eancias trar\u00e1 o alargamento para o nosso Pa\u00eds? De um lado, os c\u00e9pticos, os Velhos do Restelo; do outro, os optimistas, para quem tudo s\u00e3o facilidades.<\/p>\n<p>\u00c9 sabido que ficaremos mais longe do centro da Europa, onde tudo se decide e onde a economia tem horizontes mais largos. \u00c9 sabido que no confronto com os novos Estados-membros ficaremos a perder, tanto por terem m\u00e3o-de-obra mais barata como por possu\u00edrem graus de escolaridade mais elevados. Produzem a custos mais baixos e eventualmente melhor do que n\u00f3s, pelo que poder\u00e3o colocar nos mercados produtos mais competitivos. Ainda ficar\u00e3o com a maior fatia dos fundos estruturais, tal como aconteceu connosco quando aderimos \u00e0 UE. <\/p>\n<p>Contudo, tamb\u00e9m \u00e9 certo que tudo isso pode estimular os nossos empres\u00e1rios a desafiarem o futuro, modernizando-se e apostando na competitividade e na produtividade, mas tamb\u00e9m na criatividade. H\u00e1 j\u00e1 empresas portuguesas a operar nesses pa\u00edses, o que prova \u00e0 evid\u00eancia que nos podemos estender para al\u00e9m das nossas fronteiras, como tantos outros fazem. E do Estado portugu\u00eas se espera o incentivo a novas e mais competitivas empresas, o fim de burocracias anquilosantes e o apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos empres\u00e1rios e trabalhadores. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 o turismo que podemos desenvolver, porque condi\u00e7\u00f5es ideais n\u00e3o nos faltam,  e h\u00e1 as  liga\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas aos pa\u00edses lus\u00f3fonos, que n\u00e3o deixar\u00e3o de ser uma mais-valia para a economia portuguesa. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o nos falta o esp\u00edrito de aventura que \u00e9 uma marca da nossa identidade. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinze anos depois da queda do Muro de Berlim, a Europa est\u00e1 mais unida com a entrada de mais dez pa\u00edses para a UE. 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