{"id":16175,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16175"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"accao-social-em-tempo-de-recessao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/accao-social-em-tempo-de-recessao-2\/","title":{"rendered":"Ac\u00e7\u00e3o social em tempo de recess\u00e3o (2)"},"content":{"rendered":"<p>1. Para a ac\u00e7\u00e3o social em tempo de crise recomendam-se especialmente tr\u00eas conjuntos de actividades referidas no artigo anterior: um deles situa-se na esfera da proximidade b\u00e1sica; outro, no \u00e2mbito local; e o terceiro, no \u00e2mbito nacional.<\/p>\n<p>2. Da proximidade b\u00e1sica fazem parte: as pessoas carentes; os familiares, vizinhos e amigos e os volunt\u00e1rios locais. As actividades recomend\u00e1veis neste espa\u00e7o humano s\u00e3o, especialmente: (a) o acompanhamento regular; (b) a presta\u00e7\u00e3o dos apoios poss\u00edveis; (c) a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os; (d)  a media\u00e7\u00e3o junto de outras entidades, tais como institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social, organismos p\u00fablicos ou empresas.<\/p>\n<p>A inexist\u00eancia de grupos locais de voluntariado constitui uma grave atrofia da ac\u00e7\u00e3o social, logo na sua base, e est\u00e1 na origem da marginaliza\u00e7\u00e3o de in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es pessoais e familiares.<\/p>\n<p>3. No \u00e2mbito local (freguesia e munic\u00edpio), a ac\u00e7\u00e3o social integra os chamados equipamentos sociais (creches, lares, centros de dia, apoio domicili\u00e1rio, unidades de cuidados continuados&#8230;). Tais equipamentos podem pertencer a institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade (IPSS) ou \u00e0 Seguran\u00e7a Social. E imp\u00f5e-se que os lares privados \u2014 &#8220;com fins lucrativos&#8221; \u2014 e outras unidades com a mesma natureza jur\u00eddica tamb\u00e9m sejam considerados na perspectiva da ac\u00e7\u00e3o social. Imp\u00f5e-se ainda que sejam considerados, nessa mesma perspectiva, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, aos cuidados de sa\u00fade e a outros servi\u00e7os, bem como a respectiva qualidade e humaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como actividades t\u00edpicas da esfera local, real\u00e7am-se: (a) o conhecimento dos problemas n\u00e3o resolvidos na proximidade b\u00e1sica; (b) a procura das respectivas solu\u00e7\u00f5es ; (c) a consci\u00eancia colectiva e a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas n\u00e3o solucion\u00e1veis atrav\u00e9s dos meios e recursos dispon\u00edveis ; (d) e a media\u00e7\u00e3o junto de outras entidades, tais como os centros distritais de solidariedade e seguran\u00e7a social.<\/p>\n<p>4. No \u00e2mbito nacional, cabe um papel especial ao Estado (designadamente ao Governo) e \u00e0s confedera\u00e7\u00f5es, ou estruturas afins, de institui\u00e7\u00f5es sociais particulares. Neste \u00e2mbito, recomenda-se: (a) aprecia\u00e7\u00e3o dos problemas que n\u00e3o obt\u00eam solu\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito local nem no interm\u00e9dio; (b) a procura de solu\u00e7\u00f5es de car\u00e1cter geral, com os meios e com os recursos humanos dispon\u00edveis; (c) a adop\u00e7\u00e3o de medidas consideradas necess\u00e1rias; (d) a declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica relativa aos problemas sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Para a ac\u00e7\u00e3o social em tempo de crise recomendam-se especialmente tr\u00eas conjuntos de actividades referidas no artigo anterior: um deles situa-se na esfera da proximidade b\u00e1sica; outro, no \u00e2mbito local; e o terceiro, no \u00e2mbito nacional. 2. Da proximidade b\u00e1sica fazem parte: as pessoas carentes; os familiares, vizinhos e amigos e os volunt\u00e1rios locais. 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