{"id":16180,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16180"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-semana-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-semana-19\/","title":{"rendered":"A Semana"},"content":{"rendered":"<p>Gostar\u00edamos, sinceramente, que o entusiasmo manifestado pelos portugueses, quase na generalidade, em torno da selec\u00e7\u00e3o nacional de futebol, se transferisse para outras sectores da vida. Mas temos receio de que, depois da onda de euforia contagiante que nos envolveu, esse entusiasmo se esvaia e voltemos de novo a cair numa indiferen\u00e7a atroz perante os problemas que nos inquietam, neste nosso pa\u00eds em busca de novos rumos.<\/p>\n<p>A crise pol\u00edtica que estamos a viver, com a sa\u00edda de Dur\u00e3o Barroso para a presid\u00eancia da Comiss\u00e3o Europeia, n\u00e3o estar\u00e1 a ser sentida pela maioria dos portugueses, que nem tempo t\u00eam tido para ver bem que estamos perante um problema complexo. E se \u00e9 verdade que muitos, como n\u00f3s, consideraram uma honra para Portugal a escolha do nosso primeiro-ministro para um alto cargo da UE, tamb\u00e9m \u00e9 sabido que outros n\u00e3o viram com bons olhos essa sua decis\u00e3o, pelas implica\u00e7\u00f5es que da\u00ed adviriam para o Governo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>A perspectiva do ainda presidente da C\u00e2mara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, ascender ao lugar de primeiro-ministro, por iner\u00eancia do cargo de presidente do PSD que passou a ocupar, gerou um clima de protestos em todos os partidos, inclusive do seu pr\u00f3prio, onde alguns sociais-democratas e companheiros partid\u00e1rios se mostraram  contr\u00e1rios \u00e0 sua escolha para chefe do Governo.<\/p>\n<p>Perante isto, o Presidente da Rep\u00fablica, Jorge Sampaio, n\u00e3o tem facilitada a tarefa de nomear um novo primeiro-ministro sem elei\u00e7\u00f5es antecipadas, que todos os respons\u00e1veis das oposi\u00e7\u00f5es reclamam, de m\u00e3os dadas com personalidades da nossa cena pol\u00edtica. E a crise est\u00e1 instalada, o que ser\u00e1 mais um grande obst\u00e1culo \u00e0 estabilidade por que todos aspiramos. <\/p>\n<p>Deixando para outros a an\u00e1lise aos resultados desportivos (n\u00e3o) alcan\u00e7ados pela selec\u00e7\u00e3o portuguesa no EURO 2004, pensamos que \u00e9 oportuno sublinhar os aspectos culturais e tur\u00edsticos que envolveram os jogos. Com festas um pouco por todo o lado, que deram vida a uma certa e normal monotonia que nos tem caracterizado, os portugueses puderam usufruir, ainda, do contacto com outros povos e culturas, que h\u00e3o-de deixar marcas que perdurar\u00e3o por muitos anos. <\/p>\n<p>Portugal foi divulgado em todo o mundo gra\u00e7as ao espect\u00e1culo do futebol, atrav\u00e9s de reportagem difundidas por mais de oito mil jornalistas, que projectaram as nossas paisagens, os nossos monumentos, as nossas cidades e praias, a nossa gastronomia e os nossos usos e costumes  em todos os cantos da Terra.  Mais do que isso, certamente, mostraram a hospitalidade dos portugueses, a alegria e a gentileza com que  recebemos os adeptos das equipas envolvidas no torneio e quantos, por causa do futebol, tamb\u00e9m vieram conhecer o nosso pa\u00eds durante quase um m\u00eas.<\/p>\n<p>Muitos dos que por c\u00e1 andaram, porque os recebemos bem, h\u00e3o-de voltar para outras visitas ou f\u00e9rias, ajudando no desenvolvimento do turismo e de tudo quanto lhe est\u00e1 ligado, ou n\u00e3o tenha esta ind\u00fastria um peso significativo no crescimento econ\u00f3mico de Portugal, por for\u00e7a das suas potencialidades naturais favor\u00e1veis ao lazer, num clima de tranquilidade sobejamente conhecido. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gostar\u00edamos, sinceramente, que o entusiasmo manifestado pelos portugueses, quase na generalidade, em torno da selec\u00e7\u00e3o nacional de futebol, se transferisse para outras sectores da vida. 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