{"id":16210,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16210"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"os-jovensm-na-ribalta-desafiam-tudo-e-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-jovensm-na-ribalta-desafiam-tudo-e-todos\/","title":{"rendered":"Os jovensm na ribalta, desafiam tudo e todos"},"content":{"rendered":"<p>A sociedade vai acordando para a aten\u00e7\u00e3o aos jovens. Por bons motivos, como o reconhecimento do seu significado social, e por outros mais utilit\u00e1rios, como as variadas propostas da publicidade orientada para eles.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, o DN titulava uma p\u00e1gina inteira do modo seguinte: \u201cJovens inundam planeta terra\u201d. A\u00ed se dizia que a ONU procurava investir no grupo social com menos de 25 anos. Metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, ou seja, 3,1 mil milh\u00f5es. Tamb\u00e9m em Portugal, 30% da popula\u00e7\u00e3o tem menos de 25 anos. 3,1 milh\u00f5es, em concreto.<\/p>\n<p> Aqui h\u00e1 una tempos os partidos pol\u00edticos corriam a cativar os jovens. Distribu\u00edam-lhes favores e at\u00e9 dinheiro de todos, como se fosse milho aos pombos. Chegou a hora das exig\u00eancias. Dar, sem mais, deixou de ser rent\u00e1vel em resultados de ades\u00e3o. partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os sindicatos v\u00eam sentindo, desde h\u00e1 muito, que os jovens n\u00e3o manifestam interesse por se associar. Multiplicam-se na procura de raz\u00f5es que expliquem este fen\u00f3meno, para eles preocupante, mas o panorama n\u00e3o muda.<\/p>\n<p>No campo do desporto v\u00eaem-se muitos jovens. Mais nas claques de apoio, que na pr\u00e1tica desportiva. Tamb\u00e9m h\u00e1 gente nova a interessar-se pelas artes, sobretudo pela m\u00fasica, e surgem agora, em maior n\u00famero, os que procuram tornar-se \u00fateis aos outros pela pr\u00e1tica do voluntariado social, dando as suas f\u00e9rias, e \u00e0s vezes mais, para  apoiar ac\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o e de evangeliza\u00e7\u00e3o, em pa\u00edses mais carenciados.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que resta sempre uma multid\u00e3o que continua no vento ou dando lugar na sua vida apenas a emo\u00e7\u00f5es passageiras. Sondagem recente conclu\u00eda que, nas grandes cidades, \u201cnove em cada dez jovens gozam os tempos livres em centros comerciais\u201d. Na exclus\u00e3o social abundam jovens que foram perdendo o sentido e o gosto pela vida.<\/p>\n<p>A Igreja sempre teve aten\u00e7\u00e3o e cuidado pelos jovens. Milhares deles correm para Taiz\u00e9 ou por via de Taiz\u00e9, \u00e0 procura de um sil\u00eancio orante e de testemunhos que os estimulem a prosseguir. Multid\u00f5es motivadas peregrinam a Compostela e pelos quatro cantos do mundo, \u00e0 procura de experi\u00eancias libertadoras ou a encontrar-se com um Papa idoso, mas para eles fascinante. Grupos paroquiais, milhares dirigentes do CNE. H\u00e1 minorias que v\u00e3o afinando crit\u00e9rios e, contra a mar\u00e9, optam pela \u201cmelhor parte\u201d, a consagra\u00e7\u00e3o a Deus para servir os outros. Por vezes, nem na Igreja se encontrou ainda o modo mais adequado para acolher e tratar com os jovens, nem a capacidade para digerir situa\u00e7\u00f5es, que para eles s\u00e3o normais, mas que incomodam os adultos. A uma militante leiga, j\u00e1 de cabelos brancos, que me dizia que os jovens que participavam no encontro estragavam tudo, temperei os exageros da sua afirma\u00e7\u00e3o e l\u00e1 lhe fui dizendo ao ouvido, que aqueles jovens, de terras e movimentos diferentes, eram os seus netos\u2026 Caiu em si e mudou de tom. O afecto temperou, de imediato, os exageros da sensibilidade e corrigiu os esquemas de uma vida muito certinha.<\/p>\n<p>N\u00e3o se far\u00e1 nada pelos jovens e com os jovens se n\u00e3o se souber am\u00e1-los, entrar no seu mundo, ouvi-los de cora\u00e7\u00e3o aberto, sentir-se desarmado perante eles, colher o seu mel sem preconceitos, dispor-se a  fazer caminho com eles, dar-lhes espa\u00e7o e tempo, mesmo que o seu tenha uma contagem diferente da dos adultos. Com os jovens pode-se ir mais longe. Umas vezes estugando o passo, outras metendo trav\u00f5es disfar\u00e7adamente, mas sempre tentando acertar o ritmo, com alegria e l\u00facida sabedoria.<\/p>\n<p>Os jovens d\u00e3o rosto \u00e0 sociedade e \u00e0 Igreja. Rosto de esperan\u00e7a, sonho, criatividade,  utopia. Neles tudo tem o sabor do absoluto ou do nada. Aos adultos sobra experi\u00eancia e capacidade de relativiza\u00e7\u00e3o, que a eles falta.  Podem temperar-se mutuamente. Ser\u00e1 bem para todos. O segredo n\u00e3o \u00e9 ceder, mas propor e acreditar. Com paci\u00eancia, com amor, com determina\u00e7\u00e3o. Eles percebem, quando assim \u00e9. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sociedade vai acordando para a aten\u00e7\u00e3o aos jovens. Por bons motivos, como o reconhecimento do seu significado social, e por outros mais utilit\u00e1rios, como as variadas propostas da publicidade orientada para eles. H\u00e1 um ano, o DN titulava uma p\u00e1gina inteira do modo seguinte: \u201cJovens inundam planeta terra\u201d. 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