{"id":16242,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16242"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"partido-dos-grandes-meios-de-comunicacao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/partido-dos-grandes-meios-de-comunicacao-social\/","title":{"rendered":"Partido dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. Os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social (GMCS) funcionam, h\u00e1 muito, como um verdadeiro partido pol\u00edtico, embora informal e di-fuso. Existem naturalmente excep\u00e7\u00f5es, vozes isoladas. No entanto, o partido resiste e at\u00e9 se refor\u00e7a.<\/p>\n<p>As figuras amb\u00edguas dos comentadores, dos entrevistados, das fontes n\u00e3o identificadas e &#8220;geralmente bem informadas&#8221; consolidam a coes\u00e3o partid\u00e1ria, mesmo quando introduzem alguma diversidade. A presen\u00e7a de professores universit\u00e1rios e de investigadores actua no mesmo sentido. S\u00f3 n\u00e3o transmite a imagem de partidariza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria e da actividade cient\u00edfica porque uma parte da opini\u00e3o p\u00fablica vive na \u00f3rbita dos GMCS, e a outra sabe que os comentadores universit\u00e1rios e cientistas &#8220;partidarizados&#8221; n\u00e3o representam as &#8220;comunidades&#8221; universit\u00e1ria e cient\u00edfica.<\/p>\n<p>2. Antes de Abril de 1974, o partido dos GMCS coincidia, em larga medida, com o pr\u00f3prio regime. Fazia o jogo da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica oficial \u2014 a Uni\u00e3o Nacional, substitu\u00edda depois pela Ac\u00e7\u00e3o Nacional Popular. Segundo a ideologia dos GMCS da altura: o regime n\u00e3o podia ser contestado; os discursos oficiais, sobretudo os do &#8220;Presidente do Conselho de Ministros&#8221;, eram reproduzidos com a maior fidelidade poss\u00edvel e, n\u00e3o raro, transcritos na \u00edntegra; tais discursos e as posi\u00e7\u00f5es oficiais eram objecto de claros elogios, expressos ou t\u00e1citos; os opositores eram mais ou menos ostracizados e condenados, como agentes subversivos, comunistas ou n\u00e3o, atrav\u00e9s de processos impregnados de manique\u00edsmo inquisitorial&#8230;<\/p>\n<p>3. Com o 25 de Abril de 1974, deu-se uma reviravolta de 180 graus. O manique\u00edsmo inquisitorail passou a condenar, como fascistas e reaccion\u00e1rias, as pessoas que, real ou supostamente, se &#8220;identificavam&#8221; com o regime anterior. A ideologia adoptada pelos GMCS foi a do processo revolucion\u00e1rio permanente, em ordem \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo. A alian\u00e7a dos GMCS com os partidos considerados vanguardistas foi not\u00f3ria e decisiva.<\/p>\n<p>Os anos subsequentes a 1975 corresponderam a um per\u00edodo conturbado de tentativa de constru\u00e7\u00e3o do pluralismo jornal\u00edstico. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil delimitar esse per\u00edodo no tempo; contudo, o esfor\u00e7o realizado foi real e not\u00e1vel (\u00e0 esquerda, ao centro e \u00e0 direita), embora os resultados n\u00e3o tenham sido animadores. <\/p>\n<p>(Continua)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-16242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16242\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}