{"id":16244,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16244"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"eu-ouvi-o-grito-do-meu-povo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/eu-ouvi-o-grito-do-meu-povo-2\/","title":{"rendered":"Eu ouvi o grito do meu povo"},"content":{"rendered":"<p>Direitos Humanos <!--more--> Mais uma vez chegamos ao m\u00eas de Outubro. Na Igreja, a n\u00edvel mundial, este m\u00eas \u00e9 dedicado \u00e0 reflex\u00e3o (e ora\u00e7\u00e3o\/ac\u00e7\u00e3o) mission\u00e1ria. No pre-sente ano, em Portugal, os IMAG \u2013 Institutos Missio-n\u00e1rios Ad Gentes, convidam-nos a fazer a nossa reflex\u00e3o numa perspectiva eminentemente libertadora, por isso o slogan deste m\u00eas Mission\u00e1rio 2004 \u00e9: \u201cEu ouvi o grito do meu povo\u201d (Ex. 3,7). Foi o grito do povo pobre de Israel, escravo no rico Egipto dos privilegiados. Um grito que continua a fazer-se escutar mas que n\u00f3s, no nosso comodismo continental, v\u00e1rias vezes fingimos que n\u00e3o ouvimos.<\/p>\n<p>Deus libertou o Seu povo da opress\u00e3o do Egipto; por\u00e9m hoje a opress\u00e3o continua e tem outros nomes, outras formas. Chama-se materialismo, intoler\u00e2ncia, discrimina\u00e7\u00e3o, fome, explora\u00e7\u00e3o, guerra, mas tamb\u00e9m, corrup\u00e7\u00e3o, SIDA, d\u00edvida externa dos pa\u00edses pobres, globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal\u2026 E essas opress\u00f5es, outrora distantes, est\u00e3o mesmo a\u00ed ao nosso lado: no seio da velha Europa.<\/p>\n<p>\u00c9 sobre tudo isto que os mission\u00e1rios nos convidam a meditar. E, se esta coluna tem por finalidade alertar para a urg\u00eancia do conhecimento e respeito pelos direitos humanos, ent\u00e3o \u00e9 justo que fa\u00e7a, neste m\u00eas, uma refer\u00eancia ao trabalho de todos os que, al\u00e9m (e aqu\u00e9m) fronteiras, trabalham na vanguarda construindo a esperan\u00e7a.  <\/p>\n<p>S\u00e3o homens e mulheres que, al\u00e9m de merecerem o nosso respeito e admira\u00e7\u00e3o, devem ser, igualmente, refer\u00eancias e modelos para todos quantos pretendem encarnar a proposta de Jesus no dia-a-dia. Independentemente do lugar ou do contexto em que estejamos inseridos.<\/p>\n<p>O preconceito considera que os evangelizadores Ad Gentes s\u00f3 podem ajudar-nos a entender o grito do chamado (erradamente) 3\u00ba mundo. Contudo, ainda em Setembro passado, foram esses mesmos mission\u00e1rios que nos levaram a pensar sobre \u201cA Miss\u00e3o e a Europa do Futuro\u201d.<\/p>\n<p>Nas Jornadas Mission\u00e1rias 2004, realizadas em F\u00e1tima, o conhecimento e a experi\u00eancia dos evangelizadores al\u00e9m-fronteiras foram um precioso contributo para que n\u00f3s, europeus, tom\u00e1ssemos consci\u00eancia dos desafios que o novo mil\u00e9nio nos coloca. Das novas realidades urbanas \u00e0s migra\u00e7\u00f5es, dos recentes desafios religiosos \u00e0 indiferen\u00e7a da nova \u201cincredulidade\u201d, de tudo um pouco se falou nas Jornadas. Sinal de que o di\u00e1logo ecum\u00e9nico e inter-religioso, a experi\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o inculturada, bem como da assist\u00eancia aos deslocados \u2013 realidades t\u00e3o bem conhecidas dos mission\u00e1rios Ad Gentes! \u2013 s\u00e3o uma ajuda essencial \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova Europa, onde os habitantes (cada vez mais!) tamb\u00e9m clamam por paz e justi\u00e7a, respeito e dignidade.<\/p>\n<p>Conhecedores na primeira linha de situa\u00e7\u00f5es que, ainda h\u00e1 bem pouco tempo, ach\u00e1vamos long\u00ednquas, os mission\u00e1rios sabem que os novos desafios \u00e0 Evangeliza\u00e7\u00e3o passam pela den\u00fancia do velho mundo e pelo an\u00fancio de um Outro Mundo \u2013 um Novo Mundo. Para eles a nossa partilha e a nossa ora\u00e7\u00e3o! Com eles a nossa admira\u00e7\u00e3o fraterna e o nosso compromisso solid\u00e1rio!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Direitos Humanos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-16244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16244\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}