{"id":16253,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16253"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"partido-dos-grandes-meios-de-comunicacao-social-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/partido-dos-grandes-meios-de-comunicacao-social-2\/","title":{"rendered":"Partido dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social (2)"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. A sobranceria contestat\u00e1ria e niilista \u00e9, porventura, a caracter\u00edstica fundamentel dos Grandes Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social (GMCS), enquanto partido pol\u00edtico informal e difuso. Na vertente sobranceira, os GMCS consideram-se os grandes detentores da verdade, assumem-se como pilar indiscut\u00edvel da liberdade e julgam inquisitorialmente os titulares de \u00f3rg\u00e3os de soberania, os pol\u00edticos em geral e quaisquer outras entidades, sem qualquer respeito pelas pessoas em causa e suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Facilmente difundem meias verdades como se fossem &#8220;a verdade&#8221;, deturpam factos e declara\u00e7\u00f5es, e chegam at\u00e9 \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o da mentira grosseira. Estas n\u00e3o verdades servem de pretexto para coment\u00e1rios diversos, como se correspondessem \u00e0 realidade, numa exibi\u00e7\u00e3o confrangedora de narcisismos individuais e colectivos.<\/p>\n<p>Um dos sinais de sobranceria dos GMCS consiste nas classifica\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas de pol\u00edticos e de outras entidades, distiguindo os &#8220;altos&#8221; e os &#8220;baixos&#8221;, os &#8220;mais&#8221; e os &#8220;menos&#8221;, ou recorrendo a qualquer outro tipo de classifica\u00e7\u00e3o. Nesta forma de julgamento, os GMCS denotam um grave desconhecimento da vida de quem governa e das demais entidades classificadas, e denotam escalas de valores mais discut\u00edveis.<\/p>\n<p>2. A postura sobranceira do partido dos GMCS \u00e9 eminentemente contestat\u00e1ria e niilista. Contesta o Governo, os outros \u00f3rg\u00e3os de soberania e os pol\u00edticos em geral, com argumentos de esquerda, de direita, de centro ou, alegadamente, apartid\u00e1rios. Denuncia o atraso do pa\u00eds e dos portugueses, em quase todos os aspectos. Contesta o sistema econ\u00f3mico e social por ser neoliberal, capitalista, e tamb\u00e9m por n\u00e3o se abrir suficientemente \u00e0s exig\u00eancias do mercado e da modernidade. Contesta, no quadro do sistema dominante, o imp\u00e9rio capitalista americano e a administra\u00e7\u00e3o Bush, a tal ponto que coloca esta em p\u00e9 de igualdade com o terrorismo e a considera respons\u00e1vel por ele.<\/p>\n<p>A contesta\u00e7\u00e3o acha-se de tal modo enraizada que s\u00e3o considerados favor\u00e1veis ao governo portugu\u00eas e \u00e0 administra\u00e7\u00e3o Bush os meios de comunica\u00e7\u00e3o social e os comentadores que procuram ser mais isentos, mais fundamentados e menos sect\u00e1rios&#8230;<\/p>\n<p>A contesta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica nos GMCS desagua, naturalmente, no niilismo. Ela cria o vazio de bondade e de solu\u00e7\u00f5es tidas por aceit\u00e1veis. Sente-se no direito de n\u00e3o fazer propostas e de n\u00e3o assumir responsabilidades sociais. Alimenta a utopia irrespons\u00e1vel das alternativas perfeitas \u2014 de &#8220;l\u00e1 fora&#8221; ou, talvez de &#8220;outro mundo&#8221; \u2014 sem se comprometer com nenhuma, de maneira consistente.<\/p>\n<p>O partido dos GMCS, aliado \u00e0 intelectualidade dominante, procede como se a cr\u00edtica sistem\u00e1tica, mesmo contradit\u00f3ria, o julgamento sum\u00e1rio, a ironia e o humor banais e repetitivos, fossem o seu grande contributo para as mudan\u00e7as necess\u00e1rias e para um futuro melhor. Bem se lhes aplica a observa\u00e7\u00e3o feita na parte final do n\u00ba 46 da enc\u00edclica de Jo\u00e3o Paulo II &#8220;F\u00e9 e Raz\u00e3o&#8221; (1998), precisamente sobre o niilismo nos nossos dias&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-16253","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16253\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}