{"id":16269,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16269"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"do-dia-que-da-sentido-aos-outros-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/do-dia-que-da-sentido-aos-outros-dias\/","title":{"rendered":"&#8221; Do dia que d\u00e1 sentido aos outros dias&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>A Eucaristia no meu cora\u00e7\u00e3o <!--more--> A minha forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, n\u00e3o apenas pela catequese, mas tamb\u00e9m pelo testemunho da minha fam\u00edlia e do movimento a que pertenci durante v\u00e1rios anos (a JOC \u2013 Juventude Oper\u00e1rio Cat\u00f3lica), ajudaram-me a sentir o verdadeiro valor e a import\u00e2ncia da Eucaristia na minha vida, como pessoa e crist\u00e3 comprometida.<\/p>\n<p>Para mim, ir \u00e0 missa nunca foi uma obriga\u00e7\u00e3o ou frete de ter de ir ouvir mais um serm\u00e3o, mas antes uma necessidade, um espa\u00e7o que constantemente precisa de ser preenchido e alimentado. J\u00e1 tive a oportunidade de participar e viver muitos tipos de eucaristias, n\u00e3o apenas na par\u00f3quia, mas em grupos mais restritos e espec\u00edficos, onde \u00e9 poss\u00edvel uma participa\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia diferentes, onde se valoriza a prepara\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de todos, celebra-se a vida de forma festiva e interpelativa.<\/p>\n<p>Num mundo t\u00e3o inconstante, agitado, pessimista, materialista e impessoal, a Eucaristia tem cada vez mais lugar e sentido.<\/p>\n<p>Sinto-me triste e interpelada pelo afastamento de muitos crist\u00e3os e sobretudo jovens; por isso todos temos a responsabilidade e alterar esta tend\u00eancia.<\/p>\n<p>Em termos individuais, \u00e9 um tempo de paragem, de contempla\u00e7\u00e3o. Ouvir a palavra do Pai e reflectir sobre ela, conduz \u00e0 interpela\u00e7\u00e3o pessoal. A ora\u00e7\u00e3o alimenta a f\u00e9 no Pai e isso leva ao sentido da responsabilidade e do compromisso para a minha pr\u00f3pria miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 uma forma de sentir e renovar a viv\u00eancia de um Cristo ressuscitado, que me ajuda a reconhecer a Sua presen\u00e7a em todas as situa\u00e7\u00f5es do dia-a-dia; \u00e9 l\u00e1 que buscamos for\u00e7as, orienta\u00e7\u00e3o, para sabermos como agir enquanto crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Em termos comunit\u00e1rios, permite uma experi\u00eancia de ora\u00e7\u00e3o em conjunto. \u00c0 semelhan\u00e7a de Cristo e os Ap\u00f3stolos, sentimos de facto que \u201cEle est\u00e1 no meio de n\u00f3s\u201d; pelo sentido da partilha do p\u00e3o e da vida, da solidariedade, \u201csomos um s\u00f3 corpo\u201d.<\/p>\n<p>Mas, infelizmente, nem sempre as Eucaristias em que participo me d\u00e3o o alimento que procuro e necessito. Sinto ser um enorme desafio a toda a Igreja procurar melhorar muitos aspectos, de forma a cativar e envolver mais todos os crist\u00e3os nestes espa\u00e7os, sem d\u00favida fundamentais. E porque amo a Igreja a que perten\u00e7o, sinto n\u00e3o s\u00f3 o direito mas obriga\u00e7\u00e3o de apresentar alguns pontos da minha reflex\u00e3o e sugest\u00f5es:<\/p>\n<p>&#8211; Os espa\u00e7os f\u00edsicos, nem sempre ajudam a criar um ambiente agrad\u00e1vel; cria-se uma grande dist\u00e2ncia entre assembleia e celebrante.<\/p>\n<p>&#8211; Melhorar o sentido de acolhimento. Criar o gosto de regressar. Existem experi\u00eancias positivas, como a do celebrante que cumprimenta \u00e0 chegada e no final, ou as conversas no \u00e1trio ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; A prepara\u00e7\u00e3o deve ser mais cuidada e feita em conjunto pelo celebrante e pela comunidade, sobretudo os jovens. Lembro-me de ter estado numa celebra\u00e7\u00e3o em que, uma hora antes, j\u00e1 estava a igreja quase cheia a preparar a celebra\u00e7\u00e3o, desde crian\u00e7as, a jovens e adultos.<\/p>\n<p>&#8211; Homilias preparadas em conjunto \u2013 celebrante e alguns membros da par\u00f3quia \u2013 para fazer a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 vida. Homilias mais participativas, que conduzam \u00e0 interpela\u00e7\u00e3o pessoal e n\u00e3o para \u201cralhar\u201d ou julgar, sem saber o que verdadeiramente se passa na vida das pessoas.<\/p>\n<p>&#8211; Participa\u00e7\u00e3o de todos, e n\u00e3o exclusivamente do celebrante com mais algumas pessoas.<\/p>\n<p>&#8211; Celebrar a vida (alegrias e tristezas). Fazer a liga\u00e7\u00e3o da F\u00e9\/vida.<\/p>\n<p>&#8211; Dar um sentido mais festivo, valorizar os espa\u00e7os de sil\u00eancio.<\/p>\n<p>&#8211; Procurar incentivar outro tipo de celebra\u00e7\u00f5es espec\u00edficas com grupos mais restritos.<\/p>\n<p>&#8211; Apostar na forma\u00e7\u00e3o de agentes pastorais &#8211; catequese lit\u00fargica, que permita explicar o sentido dos ritos e gestos nos diferentes momentos (trata-se de sabermos o que fazemos, e n\u00e3o fazer porque todos fazem).<\/p>\n<p>&#8211; A celebra\u00e7\u00e3o tem de chegar a todos \u2013 os que est\u00e3o afastados e n\u00e3o participam (por exemplo pelo ofert\u00f3rio, ou alguma ac\u00e7\u00e3o ou gesto); e \u00e9 necess\u00e1rio acolher os que s\u00e3o pouco ass\u00edduos e procurar motiv\u00e1-los em vez de os afastar com \u201crepreens\u00f5es moralistas\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Integrar e envolver, de forma activa, comunidades ou imigrantes; aproveitar a sua pr\u00f3pria cultura. Enriquecemos todos: as celebra\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais din\u00e2micas e ajudamos na integra\u00e7\u00e3o destas pessoas na comunidade.<\/p>\n<p>Acima de tudo, \u00e9 importante que cada um saia da celebra\u00e7\u00e3o com uma for\u00e7a interior renovada, que lhe permita testemunhar a sua f\u00e9 e desenvolver a sua miss\u00e3o pessoal no mundo, e que fique com vontade de voltar. Enfim, temos de tornar este dia \u201cO dia que d\u00e1 sentido aos outros dias\u201d (D. Ant\u00f3nio Marcelino).<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Ventura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Eucaristia no meu cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-16269","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16269\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}