{"id":163,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=163"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"xxvi-domingo-do-tempo-comum-ano-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/xxvi-domingo-do-tempo-comum-ano-b\/","title":{"rendered":"XXVI Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Hoje a Palavra situa-nos numa realidade profundamente divina e crist\u00e3, mas muito dif\u00edcil de aceitar por parte de muitos cat\u00f3licos, a saber, que o Esp\u00edrito de Deus, a exemplo do vento, sopra onde quer e n\u00e3o sabemos de onde vem nem para onde vai (cf. Jo 3,8). Isto \u00e9, o Esp\u00edrito Santo exerce a sua maravilhosa ac\u00e7\u00e3o em qualquer homem ou mulher, seja qual for a sua condi\u00e7\u00e3o social e religiosa e onde quer que se encontre. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, tirada do livro dos N\u00fameros, Mois\u00e9s critica Josu\u00e9, seu ajudante, porque este manifesta ci\u00fames pelo facto dos homens escolhidos por Mois\u00e9s terem come\u00e7ado a profetizar pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. E acrescenta: \u201cQuem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Esp\u00edrito sobre eles!\u201d.  Por sua vez, no Evangelho, Marcos apresenta-nos Jesus a repreender os disc\u00edpulos por terem impedido um homem de expulsar os dem\u00f3nios, porque ele n\u00e3o andava com Jesus. \u201cN\u00e3o o proibais, disse Jesus, porque ningu\u00e9m pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de mim. Quem n\u00e3o \u00e9 contra n\u00f3s \u00e9 por n\u00f3s.\u201d <\/p>\n<p>Actualizando estes textos, podemos afirmar que o Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 apenas privil\u00e9gio de alguns, nomeadamente dos di\u00e1conos, dos padres e dos bispos ou de alguns crist\u00e3os e crist\u00e3s, mas \u00e9 dado a toda a comunidade do Povo de Deus e est\u00e1 vivo em todos os homens e mulheres que abrem o seu cora\u00e7\u00e3o ao dom de Deus e que aderem ao projecto de Jesus Cristo, qualquer que seja o papel que lhes \u00e9 atribu\u00eddo. Ningu\u00e9m nem nenhuma Igreja tem o monop\u00f3lio do Esp\u00edrito. Em vez de nos sentirmos ciumentos por este facto, somos antes chamados a reconhecer os sinais de Deus e a alegrarmo-nos diante da contempla\u00e7\u00e3o dos gestos de amor, de paz, de justi\u00e7a, de solidariedade e das descobertas para o avan\u00e7o da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica ao servi\u00e7o do bem comum. Nesta perspectiva, os l\u00edderes das comunidades, a exemplo de Mois\u00e9s e de Jesus, s\u00f3 poder\u00e3o desempenhar com efic\u00e1cia a obra de Deus, que lhes \u00e9 confiada, na medida em que repartirem tarefas e responsabilidades e ouvirem os pareceres dos membros das suas comunidades. Assim, a constitui\u00e7\u00e3o e o bom funcionamento dos conselhos de pastoral e os econ\u00f3micos, as assembleias, as delega\u00e7\u00f5es para a coordena\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os paroquiais ou diocesanos, entre outros, devem ser procedimentos habituais nas nossas comunidades, n\u00e3o devendo por isso estar apenas dependentes do \u201cesp\u00edrito democr\u00e1tico\u201d deste padre ou daquele bispo. Cada crist\u00e3o ou crist\u00e3, cada homem ou mulher de boa vontade est\u00e1 possu\u00eddo pelo Esp\u00edrito que o habilita para colaborar na constru\u00e7\u00e3o da Igreja. E, n\u00e3o raras vezes, os desafios do Esp\u00edrito passam por aqui.  <\/p>\n<p>Por fim, Tiago, com a sua linguagem violenta, critica aqueles que vivem, em primeiro lugar, para amontoar bens materiais e que descuram os verdadeiros valores e critica tamb\u00e9m os ricos que acumulam bens \u00e0 custa de injusti\u00e7as. N\u00e3o \u00e9 crist\u00e3o nem crist\u00e3 quem n\u00e3o paga o sal\u00e1rio justo aos seus empregados, mesmo que ofere\u00e7a somas avultadas \u00e0 Igreja, que frequente assiduamente os sacramentos e perten\u00e7a a grupos de pastoral. N\u00e3o o \u00e9 t\u00e3o-pouco quem usa de subterf\u00fagios para se esqui-var aos impostos, apesar de repartir os bens acumulados pela fraude. <\/p>\n<p>A Palavra de hoje h\u00e1-de interrogar-nos. Que tipo de crist\u00e3o ou crist\u00e3 sou eu? Estou aberto \u00e0 erup\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, onde quer que Ele se manifeste, ou fecho-me, de forma arrogante e fan\u00e1tica, nos privil\u00e9gios que penso j\u00e1 ter adquirido na Igreja?<\/p>\n<p>Leituras do XXVI Domingo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n<p>Nm 11,25-29; Sl 18 (19); Tg 5,1-6; Mc 9,38-43.45.47-48<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-163","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}