{"id":16305,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16305"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-que-diz-o-nosso-bispo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-que-diz-o-nosso-bispo\/","title":{"rendered":"O que diz o nosso bispo"},"content":{"rendered":"<p>Dias Positivos <!--more--> D. Ant\u00f3nio Marcelino deu uma extensa entrevista ao Di\u00e1rio de Aveiro: quatro p\u00e1ginas, na edi\u00e7\u00e3o de 29 de Outubro, em que se fala da fam\u00edlia, da sucess\u00e3o do Papa, da escola e v\u00e1rios outros assuntos. Quem l\u00ea os seus artigos, neste ou em outros jornais, aos quais o Correio do Vouga envia todas as semanas os textos do Bispo de Aveiro, j\u00e1 conhece o tom frontal, esclarecido e incisivo com que D. Ant\u00f3nio aborda todas as quest\u00f5es sociais e eclesiais. No entanto, queremos deixar aqui, por temas, algumas das frases desta longa entrevista que certamente muitos leitores gostariam de ter lido.<\/p>\n<p>Sucess\u00e3o do Papa. &#8220;Nunca, nos tempos modernos, foi complicada a sucess\u00e3o do Papa. A Igreja mais consciente n\u00e3o est\u00e1 nada preocupada com isso. No momento pr\u00f3prio, vir\u00e1 a pessoa adequada e necess\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n<p>Cr\u00edticas \u00e0 Igreja. &#8220;\u00c9 curioso que as pessoas que criticam mais a Igreja s\u00e3o, normalmente, as que est\u00e3o de fora. As mazelas e as riquezas s\u00f3 as percebe bem quem est\u00e1 dentro. Quem est\u00e1 fora ou \u00e9 preconceituoso, ou gente que da hist\u00f3ria apenas apanhou e guardou aspectos negativos.&#8221;<\/p>\n<p>Concordata e Liberdade Religiosa. &#8220;Hoje a Lei da Liberdade Religiosa d\u00e1 a qualquer congrega\u00e7\u00e3o religiosa, reconhecida e registada, o que d\u00e1 \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica. Mas continuamos a ouvir cr\u00edticas \u00e0 Concordata de muitos que nunca a leram, nem leram a Lei de Liberdade Religiosa, j\u00e1 promulgada em 2001. N\u00e3o h\u00e1 honestidade intelectual da parte de muita gente. Reina a ignor\u00e2ncia e o preconceito e, por vezes, mesmo o \u00f3dio.&#8221;<\/p>\n<p>Fam\u00edlia. &#8220;O basti\u00e3o da fam\u00edlia foi atingido e ela ficou fragilizada e desguarnecida. (\u2026) N\u00e3o tem l\u00f3gica que num Estado em que se defenda a fam\u00edlia, as fam\u00edlias constitu\u00eddas de harmonia com a lei sejam as prejudicadas no regime fiscal. (\u2026) Diz-se por a\u00ed que \u00e9 prefer\u00edvel que os pais se divorciem, porque as crian\u00e7as podem ser traumatizadas. Mas h\u00e1 outros traumas a que se deve atender. Prefer\u00edvel \u00e9 que os pais se entendam, e os casamentos se preparem cada vez com mais seriedade e sentido de responsabilidade. A capacidade de perd\u00e3o e de desculpa \u00e9 cada vez mais rara. Amar \u00e9 conhecer, compreender, perdoar, ajudar, esperar, ouvir e fazer-se ouvir. (\u2026) A luta era pela estabilidade. Agora basta que queiram. Uma banaliza\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio, como est\u00e1 a contecer, nunca ser\u00e1 in\u00f3cua para as pessoas e para a sociedade.&#8221;<\/p>\n<p>Escola, educa\u00e7\u00e3o e Estado. &#8220;A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa do cora\u00e7\u00e3o e as institui\u00e7\u00f5es do Estado, em geral, n\u00e3o tem cora\u00e7\u00e3o. H\u00e1 gente maravilhosa nas escolas do Estado, h\u00e1 professores estupend\u00edssimos, mas a engrenagem \u00e9 muito pesada. Ao passo que para n\u00f3s h\u00e1 maior maleabilidade e temos a obriga\u00e7\u00e3o de fazer que assim seja. (\u2026) Os quatro col\u00e9gios que temos aqui na diocese, ligados \u00e0 Igreja, s\u00e3o todos gratuitos. S\u00e3o escolas inclusivas com gente de todas as origens sociais. (\u2026) O Estado paga numa escola estatal por aluno tr\u00eas vezes mais, pelo menos, do que paga numa escola privada com acordo de associa\u00e7\u00e3o e, portanto, com ensino gratuito. (\u2026) A educa\u00e7\u00e3o, hoje, faz-se em rede. \u00c9 a escola, a fam\u00edlia, o escutismo, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, a rua, a comunidade circundante, a autarquia. Tanto na escola estatal como na privada, ambas p\u00fablicas, ou se funciona assim ou n\u00e3o se consegue coisa alguma. (\u2026) As orienta\u00e7\u00f5es que dou sempre que falo aos pais \u00e9 que t\u00eam de colaborar com a escola, n\u00e3o estar em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 escola.&#8221;<\/p>\n<p>Idosos. &#8220;H\u00e1 cada vez mais gente a querer alijar os cuidados com os velhos. (\u2026) Quando precisam dos pais, os filhos sabem onde encontr\u00e1-los, mas quando se tornam um inc\u00f3modo, esquecem-se facilmente deles. (\u2026) Quando os filhos, crian\u00e7as ou jovens, v\u00eaem os pais desprezar os av\u00f3s, o que \u00e9 que esperam estes pais?&#8221;<\/p>\n<p>Droga. &#8220;Hoje verificamos que, por um lado, fazem-se leis contr\u00e1rias, mas, por outro, favorece-se a permissividade.&#8221;<\/p>\n<p>Terrorismo e fundamentalismo religioso. &#8220;O fanatismo religioso, quando nasce e se alimenta de uma ideologia, \u00e9 pior que qualquer outro, porque tem convic\u00e7\u00f5es profundas para agir. Sentindo esta for\u00e7a, \u00e9 mais f\u00e1cil a coes\u00e3o das pessoas que t\u00eam os mesmos princ\u00edpios inspiradores. N\u00e3o \u00e9 a religi\u00e3o que faz o terrorismo, mas os fundamentalismos religiosos fan\u00e1ticos que primam pela cegueira e pela falta de l\u00f3gica humana.&#8221;<\/p>\n<p>Ensinamento. &#8220;A vida ensinou-me que s\u00f3 s\u00e3o vencidos os que desistem.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dias Positivos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-16305","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16305\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}