{"id":16309,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16309"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"xxxii-domingo-comum-ano-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/xxxii-domingo-comum-ano-c\/","title":{"rendered":"XXXII Domingo Comum &#8211; Ano C"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> A liturgia deste Domingo coloca-nos diante do \u00faltimo horizonte do ser humano e convida-nos a uma reflex\u00e3o sobre ele, assegurando-nos que a vida n\u00e3o acaba com a morte, apenas se transforma. Na primeira leitura, \u201csete irm\u00e3os\u201d, fi\u00e9is ao Deus de Israel, preferem ser torturados e mortos sob a autoridade do rei da S\u00edria, que infringir as suas leis religiosas. Os irm\u00e3os confessaram a sua f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o, de v\u00e1rios modos. Todos, por\u00e9m, afirmaram que a vida presente \u00e9 ef\u00e9mera e que \u201cvale a pena morrer \u00e0s m\u00e3os dos homens, porque  t\u00eam esperan\u00e7a em Deus de que Ele os ressuscitar\u00e1 para a vida eterna\u201d,  para a vida sem fim. Estes sete irm\u00e3os foram \u201cpersistentes\u201d no testemunho dos valores em que acreditavam. E eu, sou capaz de lutar, ainda que contra a corrente, pelos valores que hauro na minha f\u00e9 em Jesus Cristo? <\/p>\n<p>Na terceira leitura, Lucas relata-nos o facto de alguns saduceus se terem aproxima-do de Jesus, a fim de o interrogarem sobre a vida futura. Se morrer um homem sem deixar descendentes, o seu irm\u00e3o deve casar com a vi\u00fava e, assim, sucessivamente, at\u00e9 que obtenham descendentes, sendo estes legalmente filhos do primeiro marido. Ora, perguntavam os saduceus a Jesus, \u201chavia sete irm\u00e3os\u201d a quem isto sucedeu. \u201cDe qual destes ser\u00e1 ela esposa na ressurrei\u00e7\u00e3o, uma vez que os sete a tiveram por mulher?\u201d. Sabemos que a obriga\u00e7\u00e3o de uma vi\u00fava casar sucessivamente com os irm\u00e3os do primeiro marido at\u00e9 obterem descend\u00eancia, decorria de uma lei de Mois\u00e9s, chamada Lei do Levirato. Sabemos, igualmente, que o grupo dos saduceus n\u00e3o acreditava na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, o que n\u00e3o acontecia com outros grupos, em Israel, no tempo de Jesus. De facto, \u00e9 uma cilada que lhe lan\u00e7am. Jesus, por\u00e9m, aproveita a ocasi\u00e3o para nos transmitir um ensinamento da m\u00e1xima import\u00e2ncia para a nossa vida humana e crist\u00e3: \u201cOs filhos deste mundo casam-se e d\u00e3o-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, nem se casam nem se d\u00e3o em casamento&#8230; Porque nasceram da ressurrei\u00e7\u00e3o, s\u00e3o filhos de Deus\u201d. N\u00e3o sabemos a forma como isto acontece, \u00e9 um mist\u00e9rio que n\u00e3o nos foi revelado, mas a ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma certeza absoluta no horizonte dos que cr\u00eaem. \u00c9 esta certeza que, pela esperan\u00e7a, d\u00e1 sentido \u00e0 nossa exist\u00eancia crist\u00e3, a qual h\u00e1-de ser uma caminhada tranquila, alegre, confiante, em direc\u00e7\u00e3o a esta nova realidade. Vivo eu a utopia da vida plena, na paz e na confian\u00e7a? Vivo, de facto, em estado de pessoa ressuscitada?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo convida-nos a permanecer no di\u00e1logo e na comunh\u00e3o \u00edntima com Deus, enquanto aguardamos a segunda vinda de Cristo e a vida nova que Deus nos reserva. A capacidade de vivermos na fidelidade ao Evangelho vem-nos, indubitavelmente, da for\u00e7a da ora\u00e7\u00e3o e da fidelidade de Deus para connosco. Tenho eu consci\u00eancia disto, ou creio que as mi-nhas vit\u00f3rias e conquistas se devem aos meus m\u00e9ritos e aptid\u00f5es? \u201cCreio na ressurrei\u00e7\u00e3o da carne e na vida eterna\u201d, confessamos semanalmente no Credo. Esta f\u00e9 conduz-nos \u00e0 pr\u00e1tica da caridade e das boas obras e, sobretudo, a uma imensa confian\u00e7a em Deus que nos criou para a vida sem fim, para a vida feliz, nele. <\/p>\n<p>XXXII Domingo <\/p>\n<p>Mac 7,1-2.9-14; Sl 17(16); 2 Ts 2,16-3,5; Lc 20,27-38<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-16309","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16309","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16309"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16309\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}