{"id":16340,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16340"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"desenvolver-a-escrita-em-oficinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/desenvolver-a-escrita-em-oficinas\/","title":{"rendered":"Desenvolver a Escrita em Oficinas"},"content":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje <!--more--> O 1\u00ba Encontro Nacional sobre Oficinas de Escrita no Ensino de L\u00ednguas, na Universidade de Aveiro, a 28 e 29 de Outubro, deu a conhecer algumas das experi\u00eancias inovadoras que se fazem no \u00e2mbito da Escrita, em Portugal e no Estrangeiro. Esse foi, ali\u00e1s, o objectivo do Departamento de Did\u00e1ctica e Tecnologia Educativa ao programar tal evento. De facto, e porque, de h\u00e1 alguns anos a esta parte, se debate a import\u00e2ncia da implementa\u00e7\u00e3o de Oficinas de Escrita (OFES), decidiu aquele Departamento reunir especialistas do pa\u00eds e do estrangeiro, para apresentar experi\u00eancias e trocar impress\u00f5es, numa iniciativa muito concorrida. <\/p>\n<p>Oficina de Escrita*<\/p>\n<p>Na Escola, a Escrita passou, tamb\u00e9m, a figurar como um trabalho oficinal, lembrando um pouco as aulas de Qu\u00edmica, Biologia, Matem\u00e1tica e TIC. No entanto, como se trata de algo recente \u2013 assumido nos Novos Programas de L\u00edngua Portuguesa do Ensino Secund\u00e1rio e por algumas Escolas que prop\u00f5em OFES, no leque das disciplinas que oferecem aos alunos no Ensino B\u00e1sico \u2013 h\u00e1 ainda grande resist\u00eancia por parte dos intervenientes. Logo em primeiro lugar, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e as suas normas diferenciadas para desdobramento das turmas nas disciplinas de car\u00e1cter oficinal; depois, os professores e os pr\u00f3prios alunos, que v\u00e3o fazendo progressos lentos na aprendizagem deste novo tipo de ensino da Escrita. <\/p>\n<p>O Rascunho<\/p>\n<p>Um dos aspectos mais interessantes associado \u00e0 OFES \u00e9 a necessidade de trabalhar o Rascunho, como um documento indispens\u00e1vel \u00e0 progress\u00e3o e \u00e0 tomada de consci\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o do texto escrito. <\/p>\n<p>No entanto, quando se prop\u00f5e um trabalho de reescrita, a resist\u00eancia \u00e9 grande, porque o aluno: <\/p>\n<p>1\u00ba \u2013 N\u00e3o rel\u00ea o que escreve, nem reflecte sobre o que escreve;  <\/p>\n<p>2\u00ba \u2013 N\u00e3o distingue com facilidade que o estilo da oralidade \u00e9 diferente do da escrita, sobretudo em determinadas circunst\u00e2ncias; <\/p>\n<p>3\u00ba \u2013 N\u00e3o gosta de riscar e quer apagar constantemente. A este prop\u00f3sito, relembro as interpela\u00e7\u00f5es dos meus alunos, quando escrevo com eles e pe\u00e7o sugest\u00f5es para enriquecer o texto: \u201cN\u00e3o se engane!\u201d chegam mesmo a pedir-me, porque n\u00e3o gostam de riscar o caderno ou de apagar. Consideram, afinal, que reescrever n\u00e3o \u00e9 melhorar o texto, mas \u00e9 assumir que err\u00e1mos. Nestas alturas, refiro os grandes escritores, que nos deixam sempre admirados com tantas correc\u00e7\u00f5es e acertos, como \u00e9 o caso de Pessoa. <\/p>\n<p>Reflex\u00e3o, Autonomia e Solidariedade<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameras as pr\u00e1ticas que promovem a autonomia e reflex\u00e3o do aluno (ou do formando, uma vez que tamb\u00e9m h\u00e1 OFES promovidas pelas Autarquias, especialmente nas Bibliotecas Municipais), nomeadamente as de imita\u00e7\u00e3o de textos de autores consagrados e a correc\u00e7\u00e3o do erro. <\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o sempre positivos, quando o aluno \u00e9 orientado na descoberta e na correc\u00e7\u00e3o das suas lacunas. Temos, pois, a aprendizagem centrada no aluno, que desenvolve a sua responsabilidade, a autonomia e a solidariedade, trabalhando sozinho ou em pares. Se trabalhar os seus rascunhos, dar\u00e1 conta da sua pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o e descobrir\u00e1 que afinal n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil escrever como lhe parecia. \u00c9 o saber de experi\u00eancias feito, como diria Cam\u00f5es. <\/p>\n<p>*Designa\u00e7\u00e3o emprestada do franc\u00eas Atelier d\u2019\u00e9criture. Um dos princ\u00edpios subjacente \u00e0s OFES \u00e9 orientar o aluno para que desenvolva uma reflex\u00e3o sobre a sua pr\u00f3pria escrita.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-16340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16340\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}