{"id":16390,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16390"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"moderacao-nas-taxas-moderadoras-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/moderacao-nas-taxas-moderadoras-2\/","title":{"rendered":"Modera\u00e7\u00e3o nas taxas moderadoras (2)"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa (CRP) e, com base nela, o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade trouxeram uma altera\u00e7\u00e3o radical aos cuidados de sa\u00fade. Outrora, eram limitadiss\u00edmos os direitos. Predominava a rela\u00e7\u00e3o assistencial, embora tenham sido dados passos significativos a favor da consagra\u00e7\u00e3o e efectiva\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<p>Muitas vidas e fam\u00edlias se arruinaram, por causa das despesas com a sa\u00fade. Muitas mortes n\u00e3o foram evitadas, muitas doen\u00e7as e dores se suportaram devido \u00e0 falta de recursos para acesso aos tratamentos necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Este panorama n\u00e3o se alterou totalmente. Ainda \u00e9 elevado o n\u00famero de pessoas e fam\u00edlias em situa\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s do passado. No entanto, a mudan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o global foi, verdadeiramente, radical.<\/p>\n<p>2. A CRP estabelece que &#8220;todos t\u00eam direito \u00e0 protec\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e o dever de a defender e promover&#8221; (art\u00ba 64\u00ba &#8211; n\u00ba 1). Estabeleceu tamb\u00e9m que o &#8220;servi\u00e7o nacional de sa\u00fade universal e geral&#8221; \u00e9 &#8220;tendencialmente gratuito&#8221;, &#8220;tendo em conta as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e sociais dos cidad\u00e3os&#8221; (art\u00ba 62\u00ba &#8211; n\u00ba 2-a)).<\/p>\n<p>Nesta mesma linha, a Constitui\u00e7\u00e3o previu &#8220;o acesso de todos os cidad\u00e3os, independentemente da sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilita\u00e7\u00e3o&#8221; (art\u00ba 64\u00ba &#8211; n\u00ba 3-a)). E consequentemente adoptou, como linha orientadora, &#8220;a socializa\u00e7\u00e3o dos custos dos cuidados m\u00e9dicos e medicamentosos&#8221; (art\u00ba 64\u00ba-n\u00ba3-c)). Adoptou, igualmente, a cria\u00e7\u00e3o de &#8220;uma racional e eficiente cobertura de todo o pa\u00eds em recursos humanos e unidades de sa\u00fade&#8221; (art\u00ba 64\u00ba-n\u00ba3-b)).<\/p>\n<p>As dificuldades financeiras do Estado t\u00eam impedido o desenvolvimento desej\u00e1vel dos cuidados de sa\u00fade: houve que correr \u00e0s taxas moderadoras; a comparticipa\u00e7\u00e3o p\u00fablica na aquisi\u00e7\u00e3o de medicamentos deixa muito a desejar; e verificam-se insufici\u00eancias v\u00e1rias em todo o sistema.<\/p>\n<p>3. Faltam consensos razo\u00e1veis no dom\u00ednio da sa\u00fade, processam-se experi\u00eancias positivas e negativas e, bem vistas as coisas, n\u00e3o se conhece uma \u00fanica proposta global minimamente satisfat\u00f3ria. Perante esta situa\u00e7\u00e3o, pode afirmar-se, com relativa seguran\u00e7a, que s\u00f3 evitaremos regredir gravemente se forem assumidos, com toda a firmeza, dois princ\u00edpios fundamentais de ordem pr\u00e1tica:<\/p>\n<p>a) &#8211; rejei\u00e7\u00e3o completa, em sa\u00fade, do princ\u00edpio do utilizador pagador;<\/p>\n<p>b) &#8211; limita\u00e7\u00e3o do esfor\u00e7o com despesas de sa\u00fade a percentagens do rendimento familiar claramente suport\u00e1-veis.<\/p>\n<p>Este segundo princ\u00edpio nunca foi assumido. Por esse motivo, in\u00fameras fam\u00edlias despendem, com a sa\u00fade, altas percentagens completamente anaceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>O primeiro princ\u00edpio ainda n\u00e3o foi posto em causa. Exige, no entanto, uma defesa l\u00facida, generalizada e sistem\u00e1tica, sob pena de vir a ser menosprezado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-16390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16390"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16390\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}