{"id":16411,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16411"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"igreja-particular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/igreja-particular\/","title":{"rendered":"Igreja particular?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma diocese n\u00e3o \u00e9 uma fragmenta\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>de poder. Nem o pretexto para qualquer concess\u00e3o <\/p>\n<p>de honraria. S\u00f3 pode ser a procura de servir <\/p>\n<p>o melhor poss\u00edvel a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A nossa Diocese vai celebrar, no pr\u00f3ximo dia onze, o anivers\u00e1rio da sua restaura\u00e7\u00e3o. J\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o sessenta e seis anos desta fase da Igreja que vive em terras de Aveiro. E n\u00e3o temos d\u00favidas de que com not\u00e1veis benef\u00edcios para as popula\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o. Vale a pena recordar, nesta efem\u00e9ride, a doutrina fundamental do Vaticano II, sobre a Diocese e o Bispo, sobre a realidade que somos.<\/p>\n<p>1 &#8211; A diocese \u00e9 a por\u00e7\u00e3o do povo de Deus, confiada a um Bispo, para a apascentar, com a coopera\u00e7\u00e3o do presbit\u00e9rio, de forma que, unida ao seu Pastor e por ele congregada no Esp\u00edrito Santo, pelo Evangelho e pela Eucaristia, constitua uma Igreja particular, em que esteja verdadeiramente presente e operante a Igreja una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica de Cristo. (Christus Dominus 11).<\/p>\n<p>O Bispo, o Evangelho, a Eucaristia, definem a Igreja, que vive em determinada regi\u00e3o. E s\u00f3 somos Igreja na comunh\u00e3o com ele. As par\u00f3quias n\u00e3o s\u00e3o mais que esfor\u00e7os da parte do Bispo para estar mais pr\u00f3ximo de todos. Ao presbit\u00e9rio cabe ser sinal dessa presen\u00e7a do Bispo. Da\u00ed que, sem a comunh\u00e3o do presbit\u00e9rio, a t\u00fanica sem costura torna-se uma manta de retalhos. A falta de comunh\u00e3o com o Bispo lesa gravemente a ess\u00eancia da Igreja! Os Presb\u00edteros s\u00e3o respons\u00e1veis por garantir e promover esta unidade.<\/p>\n<p>2 &#8211; Compete aos Bispos, como sucessores dos Ap\u00f3stolos nas dioceses que lhes foram confiadas, todo o poder ordin\u00e1rio, pr\u00f3prio e imediato, que se requer para o exerc\u00edcio do seu m\u00fanus pastoral&#8230; (CD 8). <\/p>\n<p>O Bispo \u00e9 sucessor dos Ap\u00f3stolos, n\u00e3o \u00e9 propriamente um delegado do Santo Padre. Cabe-lhe a plena responsabilidade de ensinar, santificar e governar o povo de Deus que lhe foi confiado. Da\u00ed que se possa dizer que, na diocese, subsiste a verdade da Igreja universal &#8211; porque garantida a fidelidade da sucess\u00e3o apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>3 &#8211; Todavia, os Ap\u00f3stolos foram constitu\u00eddos em Col\u00e9gio, presidido por Pedro. Por isso, os Bispos, atrav\u00e9s da consagra\u00e7\u00e3o sacramental e da comunh\u00e3o hier\u00e1rquica com a Cabe\u00e7a e os membros do Col\u00e9gio, s\u00e3o constitu\u00eddos membros do Corpo episcopal. (CD 4). Por isso, considerem-se sempre unidos entre si e mostrem-se sol\u00edcitos por todas as Igrejas, visto que, por institui\u00e7\u00e3o divina e pelas exig\u00eancias da miss\u00e3o apost\u00f3lica, cada um \u00e9, juntamente com os outros Bispos, respons\u00e1vel por toda a Igreja. (CD 6).<\/p>\n<p>\u00c9 daqui que nasce a comunh\u00e3o das Igrejas, \u00e0 qual o Papa tem a responsabilidade espec\u00edfica de presidir, n\u00e3o apenas confirmando na f\u00e9 os seus irm\u00e3os Bispos, mas fomentando, por todos os modos, a comunh\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o entre eles; e solicitando, quando o entender oportuno, o exerc\u00edcio colegial dos deveres da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9, portanto, de somenos import\u00e2ncia, a nossa consci\u00eancia e viv\u00eancia, por media\u00e7\u00e3o do Bispo, de uni\u00e3o com o Santo Padre, como \u00faltima media\u00e7\u00e3o vis\u00edvel, da nossa unidade com toda a Igreja.<\/p>\n<p>4 &#8211; A cria\u00e7\u00e3o de uma diocese n\u00e3o \u00e9 uma fragmenta\u00e7\u00e3o de poder. Nem o pretexto para qualquer concess\u00e3o de honraria. S\u00f3 pode ser a procura de servir o melhor poss\u00edvel a miss\u00e3o, garantindo a fidelidade \u00e0s origens, pela sucess\u00e3o apost\u00f3lica do Bispo, e a fidelidade ao homem de cada tempo (a actualiza\u00e7\u00e3o), pela considera\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias espec\u00edficas que aconselhem a Igreja Particular como forma necess\u00e1ria de estar no meio de um povo. E em fun\u00e7\u00e3o de uma mais vis\u00edvel comunh\u00e3o com a catolicidade.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a Deus, pelos esfor\u00e7os de quem entendeu encontrar na regi\u00e3o de Aveiro uma fisionomia pr\u00f3pria da Igreja de Jesus Cristo! Gra\u00e7as a Deus, que nos permite ter a Igreja no meio de n\u00f3s, para sermos mais da Igreja Universal!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma diocese n\u00e3o \u00e9 uma fragmenta\u00e7\u00e3o de poder. Nem o pretexto para qualquer concess\u00e3o de honraria. S\u00f3 pode ser a procura de servir o melhor poss\u00edvel a miss\u00e3o. A nossa Diocese vai celebrar, no pr\u00f3ximo dia onze, o anivers\u00e1rio da sua restaura\u00e7\u00e3o. J\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o sessenta e seis anos desta fase da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-16411","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16411","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16411"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16411\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16411"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16411"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16411"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}