{"id":16437,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16437"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"oh-emanuel-oh-deus-connosco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/oh-emanuel-oh-deus-connosco\/","title":{"rendered":"&#8220;Oh Emanuel! Oh Deus connosco!&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>4\u00ba Domingo do Advento &#8211; Ano A <!--more--> A Palavra deste domingo centra-nos na certeza de que Jesus \u00e9 o \u201cDeus connosco\u201d, o Emanuel. Pela sua encarna\u00e7\u00e3o veio estabelecer a sua tenda entre n\u00f3s, ficando a ser um dos nossos. Em Jesus, Deus encontrou-se connosco, para nos oferecer uma proposta de liberta\u00e7\u00e3o e de salva\u00e7\u00e3o, a come\u00e7ar desde aqui e agora.  <\/p>\n<p>Na primeira leitura, o profeta Isa\u00edas anuncia ao rei Acaz que Jahw\u00e9h n\u00e3o abandona o seu povo, mas que, ao contr\u00e1rio, quer fazer caminho com ele, actuando na sua hist\u00f3ria e propondo-lhe sinais reveladores da sua salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 neste \u201cDeus connosco\u201d que somos convidados a colocar a nossa esperan\u00e7a e a nossa seguran\u00e7a e n\u00e3o em apoios humanos que sempre falham. Aproximamo-nos da celebra\u00e7\u00e3o do nascimento de Jesus, que \u00e9 tamb\u00e9m para n\u00f3s um sinal do amor profundo que Deus nos tem. Deus ama-nos de tal modo que nos d\u00e1 o seu Filho \u00fanico, Jesus Cristo! Ele \u00e9 o \u201cEmanuel\u201d, Aquele que permanentemente est\u00e1 em n\u00f3s e no meio de n\u00f3s. Calcorreia connosco os caminhos da vida e enfrenta, a nosso lado, todas e cada uma das nossas dificuldades. Apoia-nos diante dos desafios e ajuda-nos a sair deles vencedores. O rei Acaz, duvidava da protec\u00e7\u00e3o de Deus ao povo de Israel, que ele governava e, porque a sua mulher ainda n\u00e3o lhe tinha dado descend\u00eancia, queria fazer alian\u00e7as com povos estrangeiros, indo, assim, contra a Lei de Deus. Por\u00e9m, Isa\u00edas anuncia-lhe um sinal de Deus: a sua mulher ir\u00e1 ter um filho, Ezequias, e este filho ser\u00e1 uma prova de que Deus continua a proteger o seu povo, de que Deus est\u00e1 com ele, \u00e9 o \u201cEmanuel\u201d. Acaz confiava mais nas solu\u00e7\u00f5es humanas do que em Deus. E eu, em quem ponho a minha confian\u00e7a fundamental? Nas seguradoras, na banca, na tecnologia, nos avan\u00e7os da medicina, na pol\u00edtica? Coloco a minha confian\u00e7a em Deus ou nas estruturas humanas? <\/p>\n<p>Na terceira leitura, Mateus aplica a profecia de Isa\u00edas \u00e0 virgem Maria e a seu filho Jesus. Este \u00e9 o grande sinal de que Deus est\u00e1 connosco, de que \u00e9 o \u201cEmanuel\u201d. Mas nesta per\u00edcopa de Mateus, surge uma figura escondida, n\u00e3o menos importante: \u00e9 Jos\u00e9. Se, por um lado, ele manifesta estranheza que a sua noiva esteja gr\u00e1vida sem que ele concorresse para isso, e, por este facto, resolve abandon\u00e1-la em sil\u00eancio, tal nos indica clara-mente a concep\u00e7\u00e3o virginal de Jesus; por outro lado, este homem crente, fiel e honesto, \u00e9 tamb\u00e9m chamado por Deus a colaborar de outro modo no processo de salva\u00e7\u00e3o da humanidade, que tinha a sua plenitude com o aparecimento de Jesus. Jos\u00e9 \u00e9 esclarecido intimamente pelo pr\u00f3prio Deus, e \u00e9 a ele que Deus confia o encargo de dar o nome ao filho de Maria: \u201cTu p\u00f4r-lhe-\u00e1s o nome de Jesus, porque ele salvar\u00e1 o povo de seus pecados\u201d. Dar o nome, em linguagem b\u00edblica, significa ter poder sobre a pessoa a quem se atribui o nome. Assim, Deus confere a Jos\u00e9 o t\u00edtulo de pai legal de Jesus, com os direitos e deveres inerentes a esta miss\u00e3o, sendo Maria a sua m\u00e3e. Maria e Jos\u00e9 apresentam-se-nos como duas personalidades dispon\u00edveis a acolher o projecto salvador do Deus connosco e a permitir que ele se realize atrav\u00e9s das suas pr\u00f3prias vidas. No meio da escurid\u00e3o da f\u00e9 e por entre planos misteriosos e inacess\u00edveis a simples humanos, Maria e Jos\u00e9 escolhem colocar a sua seguran\u00e7a em Deus que \u00e9 fiel. E eu, estou dispon\u00edvel para que Jesus possa nascer nas pessoas e no mundo atrav\u00e9s de mim? <\/p>\n<p>A segunda leitura diz-nos que todos aqueles e aquelas que um dia se encontraram com Jesus  e receberam a sua boa nova, h\u00e3o-de tornar-se, por sua vez, arautos desta mesma boa nova, levando-a a todos os homens e mulheres, de todos os tempos e lugares, como uma boa nova de liberta\u00e7\u00e3o e de salva\u00e7\u00e3o encarnada. Na primeira e na terceira leitura deste domingo, descobrimos que Deus confia uma miss\u00e3o a cada um dos actores das cenas b\u00edblicas: Isa\u00edas, Maria e Jos\u00e9. Paulo afirma que tamb\u00e9m a cada um de n\u00f3s \u00e9 confiada a miss\u00e3o de anunciar Jesus. E podemos perguntar-nos: como estou eu a cumprir, aqui e agora, a miss\u00e3o que Deus me confia, relativamente ao an\u00fancio de Jesus e da sua boa nova? H\u00e1 muita gente, individual e socialmente, que duvida de Deus e da protec\u00e7\u00e3o garantida que Ele d\u00e1 ao seu povo, e faz pactos, coliga\u00e7\u00f5es e conluios fora do plano salv\u00edfico de Deus. A Palavra deste domingo afirma-nos que, por mais enigm\u00e1ticos que sejam os caminhos, Deus \u00e9 o \u201cEmanuel\u201d! <\/p>\n<p>Leituras do 4\u00ba domingo do Advento \u2013 Ano A<\/p>\n<p>Is: 1, 10-14; Sl 24 (23); Rm 1,1-7; Mt 1,18-24<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>4\u00ba Domingo do Advento &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-16437","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16437"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16437\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}