{"id":16438,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16438"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"mesa-redonda-sobre-os-imigrante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mesa-redonda-sobre-os-imigrante\/","title":{"rendered":"Mesa redonda sobre os imigrante"},"content":{"rendered":"<p>Sem eles, o pais colapsa <!--more--> \u201cSe, por absurdo, os imigrantes sa\u00edssem todos do pa\u00eds ao mesmo tempo, o pa\u00eds colapsava\u201d, afirmou Pe. Ant\u00f3nio Vaz Pinto, Alto Comiss\u00e1rio para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas, durante a mesa redonda \u201cImigra\u00e7\u00e3o: Atitudes e Valores\u201d, promovida pela Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz (CDJP), no s\u00e1bado, no Centro Universit\u00e1rio f\u00e9 e Cultura. Os imigrantes s\u00e3o 5% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa e 10% da popula\u00e7\u00e3o activa. Defendendo uma \u201cvis\u00e3o estruturalmente positiva\u201d da imigra\u00e7\u00e3o, \u201cmas n\u00e3o ing\u00e9nua\u201d, o Alto Comiss\u00e1rio apontou as virtudes e os problemas. O impacto financeiro, econ\u00f3mico, demogr\u00e1fico e cultural s\u00e3o os aspectos positivos. O que as finan\u00e7as portuguesas recebem dos imigrantes (IRS e Seguran\u00e7a Social), menos o que gasta com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, Servi\u00e7o de Estrangeiros e Fronteiras, etc., d\u00e1 um saldo positivo de 85 milh\u00f5es de contos (cerca de 425 milh\u00f5es de euros). Por outro lado, a imigra\u00e7\u00e3o contribui para atenuar a invers\u00e3o da pir\u00e2mide demogr\u00e1fica. Visto que os portugueses t\u00eam cada vez menos filhos, pondo em risco as pens\u00f5es dos que agora s\u00e3o activos, a imigra\u00e7\u00e3o vai contribuir para que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja t\u00e3o catastr\u00f3fica. Como vantagem cultural, Pe. Vaz Pinto notou que \u201ca sociedade est\u00e1 mais rica; est\u00e1 mais dif\u00edcil de gerir, mas manifesta melhor a riqueza e a complementaridade da ra\u00e7a humana\u201d. Como ponto mais negativo, o Alto Comiss\u00e1rio denunciou o \u201ctr\u00e1fico de pessoas, redes clandestinas que cobram exorbit\u00e2ncias aos imigrantes, e a burocracia que eles t\u00eam de enfrentar\u201d. \u201cInfelizmente somos peritos nisso\u201d \u2013 rematou.<\/p>\n<p>Final de mandato<\/p>\n<p>O Pe. Vaz Pinto aproveitou a sua interven\u00e7\u00e3o para fazer um balan\u00e7o do seu comissariado (realce para o programa \u201cN\u00f3s\u201d, o \u201cmais visto da RTP2\u201d, a linha telef\u00f3nica SOS Imigrante e a rede de 30 Centros Locais de Apoio ao Imigrante) e disse que se encontrava em final de mandato, n\u00e3o tencionando prosseguir este cargo \u201cexigente, mas aliciante\u201d e de \u201cconfian\u00e7a pol\u00edtica, mas n\u00e3o partid\u00e1ria\u201d, ressalvando, que na altura de aceitar o cargo, falou com o l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o (ent\u00e3o, Ferro Rodrigues).<\/p>\n<p>Devido \u00e0 extens\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o do Alto Comiss\u00e1rio e aos momentos culturais e musicais proporcionados por imigrantes (de Leste e dos pa\u00edses africanos), os restantes intervenientes na sess\u00e3o, de l\u00edderes sindicais e empresariais a representantes de servi\u00e7os de seguran\u00e7a e de imigrantes, viram o seu espa\u00e7o reduzido. Real\u00e7am-se, contudo, as palavras de Lyudmila Billa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio ao Imigrante: \u201cTentamos trazer coisas boas para o pa\u00eds\u201d. Lyudmila Billa, que ensina russo na Universidade de Aveiro, mostrou alguns trabalhos dos seus alunos portugueses \u2013 o que revela o interesse portugu\u00eas pela cultura russa. \u201cNum m\u00eas aprenderam a dizer e escrever \u2018Bom Natal, Bom Ano Novo\u201d. A l\u00edder da associa\u00e7\u00e3o de imigrantes falou ainda da \u201cEscola de Domingo\u201d, que funciona desde 13 de Outubro de 2003, para que as crian\u00e7as russas aprendam a l\u00edngua e hist\u00f3ria do seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>No final da sess\u00e3o, Carlos Borrego, presidente da CDJP e moderador, considerou que o primeiro objectivo do encontro foi alcan\u00e7ado, pois \u201calgumas destas pessoas que trabalham com imigrantes n\u00e3o se conheciam e tiveram aqui a possibilidade de se falarem\u201d, mas lamentou n\u00e3o ter havido espa\u00e7o para as quest\u00f5es dos imigrantes. Para esse efeito, afirmou o presidente das CDJP, \u201co Pe. Vaz Pinto j\u00e1 se prontificou a vir a Aveiro, sem discursos, falar com os imigrantes\u201d. O encontro est\u00e1 apontado para Janeiro de 2005.<\/p>\n<p>\u201cQue rosto \u00e9 aquele?\u201d<\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o da freguesia de S. Bernardo para a quest\u00e3o dos imigrantes come\u00e7ou por causa de umas coincid\u00eancias ao longo de \u201cdois dias vertiginosos\u201d, afirmou \u00c9lio Maia, presidente da Junta. \u201cPrimeiro, foram uns homens a escreverem caracteres esquisitos nos computadores\u201d. Escreviam em cir\u00edlico, caracteres russos. Enviavam e-mails aos seus familiares. \u201cQue rosto \u00e9 aquele?\u201d \u2013 foi a interroga\u00e7\u00e3o de \u00c9lio Maia. Por esses dias, \u201cbate \u00e0 porta\u201d da Junta um imigrante. Vinha de Bragan\u00e7a, com a indica\u00e7\u00e3o de uma empresa de Aveiro em que arranjaria trabalho. Mas nem rua nem empresa existiam. Fora enganado por um empres\u00e1rio de Bragan\u00e7a. \u201cIsto \u00e9 connosco\u201d \u2013 reagiu \u00c9lio Maia. E a seguir, a maior coincid\u00eancia. Depois de muitos pedidos, a Universidade de Aveiro cede 32 cadeiras \u00e0 Junta de Freguesia. Nesse mesmo dia, surge um pedido de seis cadeiras para formar uma escola para imigrantes em S. Jo\u00e3o da Madeira. As cadeiras foram cedidas com uma condi\u00e7\u00e3o: in\u00edcio do trabalho de acolhimento de imigrantes em S. Bernardo. Estes dois dias estiveram na origem de um trabalho que muitos consideram exemplar e que, entre outros aspectos, deu origem \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o de Apoio ao Imigrante, aut\u00f3noma h\u00e1 14 meses e liderada por Lyudmila Bila, uma das intervenientes na sess\u00e3o no CUFC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem eles, o pais colapsa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-16438","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16438\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}