{"id":16451,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16451"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"prestigiar-a-politica-uma-urgencia-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/prestigiar-a-politica-uma-urgencia-de-hoje\/","title":{"rendered":"Prestigiar a pol\u00edtica, uma urg\u00eancia de hoje"},"content":{"rendered":"<p>Ouve-se, a torto e a direito, que a pol\u00edtica entre n\u00f3s est\u00e1 pelas ruas da amargura. De mistura com tal modo de dizer e de pensar, v\u00eam os coment\u00e1rios, poucas vezes abonat\u00f3rios, aos que se dedicam \u00e0 ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sem o cuidado de n\u00e3o generalizar uma cr\u00edtica negativa, pois ainda h\u00e1 gente s\u00e9ria e capaz que aceita estar em primeiro plano, por dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 causa p\u00fablica. N\u00e3o raras vezes o faz, com preju\u00edzo da vida pessoal, familiar e profissional e sujeitando-se, sem necessidade, a ser v\u00edtima de arma de arremesso, gesto f\u00e1cil de muitos que apenas olham aos seus interesses.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o traz desafios a quem preza a sua condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o consciente e n\u00e3o quer ficar em lamenta\u00e7\u00f5es e protestos, dado que a pol\u00edtica, como a entende, se deve considerar uma actividade necess\u00e1ria e, por isso mesmo, indispens\u00e1vel e nas m\u00e3os de gente digna, com valores e princ\u00edpios. <\/p>\n<p>O que se pede \u00e9 que todos contribuam para a dignifica\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, estimulando o empenhamento dos que a podem realizar, com dedica\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia, olhando o bem de todos e denunciando os que, dentro ou  fora, contribuem para a sua degrada\u00e7\u00e3o H\u00e1 que agir, por isso, ponderadamente, na hora da escolha dos candidatos e intervenientes, provocando debate sobre as pessoas e as coisas essenciais, n\u00e3o se quedando a ver o que acontece, mas contribuindo para que aconte\u00e7a o melhor. Melhor ser\u00e1 sempre o que tiver no horizonte das preocupa\u00e7\u00f5es e das decis\u00f5es o bem de todos, traduzido na promo\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o dos direitos humanos fundamentais; no respeito pela dignidade da pessoa, da fam\u00edlia e da natureza criada; no reconhecimento dos valores \u00e9ticos e morais; na estima  pela cultura e pela leg\u00edtima e s\u00e3 tradi\u00e7\u00e3o; na defesa activa da vida humana, da sa\u00fade, da liberdade, da justi\u00e7a, da paz e da igualdade de direitos e deveres; no respeito pela democracia, suas exig\u00eancias e constru\u00e7\u00e3o harm\u00f3nica e pelas leg\u00edtimas e poss\u00edveis aspira\u00e7\u00f5es das pessoas e das popula\u00e7\u00f5es; no di\u00e1logo sereno e aberto com todos; na liberdade interior, em rela\u00e7\u00e3o a pessoas e grupos, que permita decidir e agir a favor do bem comum, sem pris\u00e3o a interesses nem press\u00f5es de clientelas. <\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel expressar tudo isto, com seriedade e sem demagogias, em projectos pol\u00edticos concretos, e realiz\u00e1-lo, com tempo e persist\u00eancia, de modo programado e sem atropelos evit\u00e1veis.<\/p>\n<p>O povo, se tem o dever de n\u00e3o se omitir na participa\u00e7\u00e3o que lhe compete, tem tamb\u00e9m direito a que se lhe fale claro, sem subterf\u00fagios nem palavras que emocionam, mas pouco ou nada esclarecem. <\/p>\n<p>\u201cForcemos os partidos a porem o acento da sua interven\u00e7\u00e3o na qualidade das propostas, na compet\u00eancia e dignidade das pessoas e n\u00e3o apenas nos discursos que o ambiente de campanha habitualmente inflama\u201d, assim dizem os bispos portugueses. \u00c9 esta uma palavra respons\u00e1vel que pode, desde agora, ajudar a dignificar a pol\u00edtica j\u00e1 na pr\u00f3xima campanha eleitoral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ouve-se, a torto e a direito, que a pol\u00edtica entre n\u00f3s est\u00e1 pelas ruas da amargura. 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