{"id":16456,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16456"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"familia-torna-te-o-que-es","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/familia-torna-te-o-que-es\/","title":{"rendered":"&#8220;Fam\u00edlia, torna-te o que \u00e9s&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Sagrada Fam\u00edlia &#8211; Ano A <!--more--> A Palavra da liturgia deste domingo p\u00f5e \u00e0 nossa contempla\u00e7\u00e3o a fam\u00edlia de Nazar\u00e9 e apresenta-no-la como modelo das nossas fam\u00edlias e das nossas comunidades crist\u00e3s. As tr\u00eas leituras d\u00e3o-nos orienta\u00e7\u00f5es muito pr\u00e1ticas para nos ajudar a construir fam\u00edlias felizes, com projectos de comunh\u00e3o e de crescimento m\u00fatuo, lugares do encontro, da partilha, da fraternidade e do perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje come\u00e7amos pelo evangelho. O texto coloca-nos diante de uma cena familiar, a fam\u00edlia de Jesus, Maria e Jos\u00e9. Nesta cena podemos encontrar duas caracter\u00edsticas fundamentais: o amor verdadeiro que circula entre os membros da fam\u00edlia e uma esmerada aten\u00e7\u00e3o a Deus, que aponta o caminho, e que esta fam\u00edlia segue, em inteira obedi\u00eancia e com muita confian\u00e7a. \u201cToma o Menino e sua M\u00e3e e foge para o Egipto\u201d, foi a ordem que o anjo de Deus deu a Jos\u00e9, porque Herodes procurava matar o Menino. Esta \u00e9 tamb\u00e9m a ordem que \u201crecebem\u201d  muitos pais e m\u00e3es do nosso tempo, quando, sitiados pela guerra e amea\u00e7ados de morte, tentam escapar \u00e0s m\u00e3os mort\u00edferas dos \u201cHerodes\u201d contempor\u00e2neos. Tal como Maria, Jos\u00e9 e o Menino, hoje s\u00e3o multid\u00f5es os que se deslocam das suas terras e se refugiam onde melhor sorte julgam ter. Mas, nos nossos tempos, h\u00e1 mais e diversificados atentados \u00e0 integridade da fam\u00edlia: a publicidade, as leis permissivas, a falta de fidelidade generalizada, o mau exemplo, a incapacidade de di\u00e1logo de muitos, os atentados  internos e externos, sob todas as suas for\u00e7as. A Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9 conseguiu superar com dignidade os obst\u00e1culos que encontrou, porque, nesta fam\u00edlia, encontramos os membros unidos, em sintonia, respeitando-se mutuamente e vivendo solid\u00e1rios. \u00c9 assim a nossa fam\u00edlia? Na fam\u00edlia de Nazar\u00e9 tamb\u00e9m se escutava a Palavra de Deus, se aprendia a ler os seus sinais e se obedecia aos seus projectos, os quais asseguraram a esta fam\u00edlia um futuro feliz, o progresso e a paz. A nossa fam\u00edlia escuta a Palavra de Deus, aceita com serenidade os seus projectos e a sua l\u00f3gica e percorre, com confian\u00e7a, os caminhos que Deus lhe aponta?<\/p>\n<p>Na segunda leitura Paulo salienta a dimens\u00e3o do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem \u201cem Cristo\u201d e aceitaram ser \u201cNova Criatura\u201d, e considera a fam\u00edlia como uma c\u00e9lula do Corpo de Cristo, a Igreja. Por isso, a paz e a harmonia que a caracterizam, devem tamb\u00e9m existir na \u201cigreja dom\u00e9stica\u201d, que \u00e9 a fam\u00edlia. Assim, o Ap\u00f3stolo recomenda-nos que nos revista-mos de sentimentos de miseric\u00f3r-dia, bondade, humildade, mansid\u00e3o e paci\u00eancia. Que nos apoiemos uns aos outros e nos perdoemos. Que a paz de Cristo reine nos nossos cora\u00e7\u00f5es. E termina com orienta\u00e7\u00f5es muito concretas para cada um dos membros da fam\u00edlia: \u201cEsposas, cooperai com os vossos maridos; maridos, amai as vossas esposas e n\u00e3o as trateis com aspereza; filhos, obedecei em tudo a vossos pais; pais, n\u00e3o irriteis os vossos filhos\u201d. \u00c9 este o quadro em que se desenvolvem as nossas rela\u00e7\u00f5es familiares? Traduzimos o amor m\u00fatuo em gestos de carinho e de ternura e no respeito pela liberdade e pelo espa\u00e7o de cada um? <\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta, de forma muito pr\u00e1tica, algumas atitudes que os filhos e filhas devem ter para com os pais e m\u00e3es. \u00c9 um modo de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura. Nesta, Ben-Sir\u00e1, comunica-nos uma mensagem, que contraria as dolorosas situa\u00e7\u00f5es com que hoje nos deparamos. O texto come\u00e7a por afirmar: \u201cDeus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da m\u00e3e\u201d. Mais adiante exorta assim: \u201cFilho, ampara a velhice de teu pai; n\u00e3o o desgostes durante a sua vida&#8230; porque a tua caridade para com teu pai nunca ser\u00e1 esquecida e converter-se-\u00e1 em desconto dos teus pecados\u201d. Sentimo-nos gratos aos nossos pais, porque eles aceitaram cooperar com Deus criador? Costumamos manifestar-lhes o nosso afecto e gratid\u00e3o? Face \u00e0 persistente incurs\u00e3o de contravalores, que p\u00f5em em causa a nossa identidade cultural e religiosa, e at\u00e9 mesmo a nossa humanidade, o que significam os valores que recebemos dos nossos pais e m\u00e3es? Apreciamos com maturidade a continua\u00e7\u00e3o desses valores, ou preferimos abjur\u00e1-los diante do que consideramos \u201cvalores modernos\u201d?<\/p>\n<p>Leituras da Sagrada Fam\u00edlia \u2013 Ano A<\/p>\n<p>Sir 3,3-7.14-17a; Sl 128 (127); Col 3,12-21; Mt 2, 13-15.19-23<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sagrada Fam\u00edlia &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-16456","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16456"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16456\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}