{"id":16464,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16464"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"carta-para-meditar-em-lisboa-e-taize","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/carta-para-meditar-em-lisboa-e-taize\/","title":{"rendered":"Carta para meditar em Lisboa e Taiz\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Excertos de &#8220;Um Futuro de Paz&#8221; <!--more--> Oitenta jovens da diocese de Aveiro participam, com outros 40 mil vindos de toda a Europa, na \u201cPeregrina\u00e7\u00e3o de Confian\u00e7a atrav\u00e9s da Terra\u201d. O encontro decorre em Lisboa, de 28 de Dezembro a 1 de Janeiro, e re\u00fane muitos dos que j\u00e1 foram tocados pelo esp\u00edrito de Taiz\u00e9 \u2013 comunidade inter-religiosa fundada no centro de Fran\u00e7a pelo Irm\u00e3o Roger. Para o encontro de Lisboa, o Irm\u00e3o Roger escreveu a carta \u201cUm Futuro de Paz\u201d, que ser\u00e1 tamb\u00e9m meditada ao longo de 2005 em Taiz\u00e9. Deixamos alguns destaques (pode aceder \u00e0 carta na totalidade em www.taize.fr).<\/p>\n<p>Se h\u00e1 quem, tomado pela inquieta\u00e7\u00e3o face a um tempo incerto, se quede ainda imobilizado, h\u00e1 tamb\u00e9m, por todo o mundo, jovens cheios de vigor e de criatividade. Esses jovens n\u00e3o se deixam arrastar por uma espiral de melancolia. Sabem que Deus n\u00e3o nos criou para sermos passivos e que a vida n\u00e3o est\u00e1 submetida aos acasos da fatalidade. Est\u00e3o conscientes disto: o que pode paralisar o ser humano \u00e9 o cepticismo ou o des\u00e2nimo.<\/p>\n<p>Por isso, procuram, com toda a sua alma, preparar um futuro de paz e n\u00e3o de infelicidade. Mais at\u00e9 do que sup\u00f5em, eles conseguem j\u00e1 fazer de suas vidas uma luz que ilumina tudo \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>Em Taiz\u00e9, em certas noites de Ver\u00e3o, sob um c\u00e9u repleto de estrelas, ouvimos os jovens das nossas janelas abertas. Surpreende-nos serem t\u00e3o numerosos. V\u00eam para procurar e para rezar. E pensamos: as suas aspira\u00e7\u00f5es \u00e0 paz e \u00e0 confian\u00e7a s\u00e3o como estas estrelas, pequenas luzes a iluminar a noite.<\/p>\n<p>Vivemos num per\u00edodo em que muitos se interrogam: o que \u00e9 a f\u00e9? A f\u00e9 \u00e9 uma confian\u00e7a muito simples em Deus, um indispens\u00e1vel impulso de confian\u00e7a, permanentemente retomado ao longo da vida.<\/p>\n<p>Em cada um de n\u00f3s, pode haver d\u00favidas. Elas n\u00e3o t\u00eam nada de inquietante. Queremos sobretudo ouvir Cristo murmurar nos nossos cora\u00e7\u00f5es: \u00abTens hesita\u00e7\u00f5es? N\u00e3o te inquietes, pois o Esp\u00edrito Santo permanece em ti.\u00bb<\/p>\n<p>Um cora\u00e7\u00e3o simples n\u00e3o tem a pretens\u00e3o de compreender sozinho tudo o que diz respeito \u00e0 f\u00e9. Mas pensa: aquilo que n\u00e3o entendo bem, outros o compreendem melhor e esses ajudam-me a prosseguir caminho.<\/p>\n<p>Julgamos que para rezar s\u00e3o necess\u00e1rias muitas palavras? N\u00e3o. Na verdade, bastam poucas palavras, por vezes desajeitadas, para entregar tudo a Deus, tanto os nossos medos como as nossas esperan\u00e7as.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos afasta das preocupa\u00e7\u00f5es do mundo. Pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 nada de mais respons\u00e1vel que a ora\u00e7\u00e3o: quanto mais vivermos de uma ora\u00e7\u00e3o muito simples e humilde, mais somos levados a amar e a expressar o amor atrav\u00e9s da nossa vida.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que ao longo da hist\u00f3ria, os crist\u00e3os conheceram m\u00faltiplos abalos: surgiram separa\u00e7\u00f5es entre os que, afinal, se referiam ao mesmo Deus de amor. Restabelecer a comunh\u00e3o \u00e9 hoje urgente, n\u00e3o se pode adiar permanentemente at\u00e9 ao fim dos tempos. Ser\u00e1 que fazemos tudo para que os crist\u00e3os despertem para o esp\u00edrito de comunh\u00e3o? <\/p>\n<p>\u00abComunh\u00e3o\u00bb \u00e9 um dos mais belos nomes que a Igreja tem: nela, n\u00e3o pode haver severidades rec\u00edprocas, mas s\u00f3 transpar\u00eancia, bondade do cora\u00e7\u00e3o, compaix\u00e3o\u2026 e assim se conseguem abrir as portas da santidade.<\/p>\n<p>No Evangelho, podemos descobrir esta realidade surpreendente: Deus n\u00e3o provoca nem medo nem inquieta\u00e7\u00e3o; Deus s\u00f3 pode amar-nos.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito Santo \u00e9 em n\u00f3s o amparo de uma comunh\u00e3o com Deus, n\u00e3o apenas por um instante, mas at\u00e9 \u00e0 vida que n\u00e3o tem fim.<\/p>\n<p>Ir Roger de Taiz\u00e9<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Excertos de &#8220;Um Futuro de Paz&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-16464","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jovens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16464","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16464"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16464\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}