{"id":16478,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16478"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"tenho-uma-missao-qual-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tenho-uma-missao-qual-e\/","title":{"rendered":"&#8220;Tenho uma miss\u00e3o. Qual \u00e9?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Baptismo de Jesus <!--more--> A Palavra deste domingo centra-nos sobre o acontecimento Jesus Cristo no in\u00edcio da sua ac\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica. O baptismo do Senhor marca uma nova etapa na vida de Jesus de Nazar\u00e9. Passara cerca de 30 anos numa vida escondida, aparentemente como qualquer ser humano, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o da sua ida ao templo aos 12 anos (segundo a prescri\u00e7\u00e3o da Lei) preparando-se, assim, para a sua ac\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica. Neste per\u00edodo de tempo, Jesus \u201ccresceu em idade sabedoria e gra\u00e7a\u201d, elaborando todo um processo de incultura\u00e7\u00e3o como homem do tempo e do espa\u00e7o geogr\u00e1fico onde estava enraizado: cultura, religi\u00e3o, costumes, pedagogias, argumenta\u00e7\u00f5es&#8230;, que mais tarde p\u00f4s \u00e0 prova nas suas numerosas par\u00e1bolas e discursos. Os 30 anos eram a idade ideal para um bom judeu ser considerado gente e tomado a s\u00e9rio na sua vida em sociedade. A miss\u00e3o que Jesus agora inicia implica escolhas e exige a hierarquiza\u00e7\u00e3o de valores. Deste modo, deixa atr\u00e1s de si uma vida tranquila de carpinteiro, um lar acolhedor, como era o de Nazar\u00e9, uma terra e uma gente que o vira crescer, e opta por se deixar baptizar no Jord\u00e3o, por Jo\u00e3o Baptista, dando assim in\u00edcio \u00e0 sua miss\u00e3o, aquela que recebera de seu Pai e da qual se apercebera que chegou o momento de a inaugurar. <\/p>\n<p>O baptismo do Senhor, narrado hoje por Mateus, d\u00e1-nos a perspectiva de um homem que acaba de chegar da sua prov\u00edncia (Galileia) e, ao mergulhar nas \u00e1guas do Jord\u00e3o, mergulha tamb\u00e9m profundamente no povo que o Pai lhe confia, com todas as suas consequ\u00eancias.  Para isso necessita da for\u00e7a plena do Esp\u00edrito Santo, que viu descer dos c\u00e9us e pousar sobre Ele, enquanto amorosamente escutava a voz do Pai: \u201cEste \u00e9 o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complac\u00eancia\u201d. Esta cena repetir-se-\u00e1 mais tarde, no momento da transfigura\u00e7\u00e3o, antes do \u201csegundo baptismo\u201d de Jesus, o da sua paix\u00e3o e morte de cruz. <\/p>\n<p>Por esta teofania, Jesus fica, confirmado na sua voca\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica e todo o povo teve uma prova concludente de que este \u00e9 realmente o \u201cenviado de Deus\u201d, o seu Filho muito querido, aquele que foi ungido como Servo do Senhor e Salvador da humanidade. Ele persistir\u00e1 na edifica\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e com uma enorme condescend\u00eancia construir\u00e1 a paz. Ele \u201cn\u00e3o desfalecer\u00e1 nem desistir\u00e1, enquanto n\u00e3o estabelecer a justi\u00e7a na terra, a doutrina que as ilhas long\u00ednquas esperam\u201d, diz-nos a primeira leitura. Doravante \u00e9 necess\u00e1rio escut\u00e1-lo e segui-lo. Como me situo eu face \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz? Transporto-as comigo, no meu modo de ser e agir, ou semeio disc\u00f3rdia e rivalidade? De facto, Jesus percorreu o seu pa\u00eds, desde a Galileia at\u00e9 \u00e0 Judeia, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo mal, porque Deus estava com Ele, anuncia-nos a segunda leitura. Deus n\u00e3o faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas, porque incorpora a todos os que recebem o baptismo na sua grande fam\u00edlia. E eu? Sou elitista? Como estou a desenvolver em mim o sentido fraterno e comunit\u00e1rio?<\/p>\n<p>Celebrar o baptismo de Jesus implica, n\u00e3o s\u00f3 fazer o memorial deste acontecimento da nossa hist\u00f3ria de salva\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m reviv\u00ea-lo em simult\u00e2neo com o nosso baptismo, no qual tamb\u00e9m fomos e nos sentimos ungidos pelo Esp\u00edrito Santo, como filhos e filhas queridas de Deus, e vocacionados a uma miss\u00e3o crist\u00e3, isto \u00e9, ao seguimento de Cristo e da sua mensagem salvadora. Sei a data do meu baptismo e celebro-a? Vivo dele no meu dia a dia renunciando permanentemente ao mal e \u00e0s suas sedu\u00e7\u00f5es, que me v\u00eam do consumismo, da publicidade, da lux\u00faria, da gan\u00e2ncia&#8230; e assumo o compromisso para com Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, ao servi\u00e7o da comunidade? Tenho consci\u00eancia de que a minha vida crist\u00e3 radica na gra\u00e7a do meu baptismo? Costumo interrogar-me sobre o facto de haver tanta gente baptizada e serem t\u00e3o desumanas as nossas rela\u00e7\u00f5es? Empenho-me em viver uma vida crist\u00e3 s\u00e9ria, exigente, ou fico-lhe pela mediocridade? Todos os que se deixam conduzir por uma vida de santidade segundo o modelo de Jesus Cristo usufruem e testemunham uma grande felicidade. Porque \u00e9 que no nosso mundo h\u00e1 tanta gente oprimida pelo mal e tantos doentes f\u00edsica e espiritualmente? <\/p>\n<p>Leituras do Baptismo do Senhor: Is 42,1-4.6-7; Sl 29 (28); Act 10,14-38; Mt 3,13-17<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baptismo de Jesus<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-16478","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16478\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}