{"id":16494,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16494"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"votar-e-escolher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/votar-e-escolher\/","title":{"rendered":"Votar \u00e9 escolher&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A prop\u00f3sito das Elei\u00e7\u00f5es Legislativas no dia 20 de Fevereiro <!--more--> A Igreja louva e aprecia a actividade daqueles que se dedicam ao bem da coisa p\u00fablica no servi\u00e7o dos homens e aceitam o peso de tal cargo. Os deputados est\u00e3o  inclu\u00eddos neste n\u00famero. N\u00e3o tem outra raz\u00e3o de ser a sua exist\u00eancia, que n\u00e3o seja o servi\u00e7o do bem p\u00fablico. E, por isso, ao confrontarmo-nos com a proximidade de uma escolha, n\u00e3o podemos deixar de nos questionar sobre alguns problemas de fundo.<\/p>\n<p>1. Os partidos<\/p>\n<p>A comunidade pol\u00edtica existe por causa do bem co-mum, no qual est\u00e1 a sua plena justifica\u00e7\u00e3o e sentido e do qual deriva o seu direito origin\u00e1rio e pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>\u00c9 plenamente conforme com a natureza humana que se encontrem estruturas jur\u00eddico-pol\u00edticas que ofere\u00e7am a todos os cidad\u00e3os, sem discrimina\u00e7\u00e3o alguma e cada vez mais, a possibilidade efectiva de participar livre e activamente&#8230; <\/p>\n<p>Os partidos s\u00f3 t\u00eam cabi-mento como express\u00e3o das sensibilidades diversas ao mesmo bem comum, favorecendo um enriquecimento da comunidade pol\u00edtica e estimulando os cidad\u00e3os a uma interven\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e consciente na vida social. Perguntamo-nos se os r\u00edgidos aparelhos partid\u00e1rios, a sua tendente transforma\u00e7\u00e3o em presun\u00e7osas elites, em plataforma de favores a clientelas \u00e1vidas de \u201csubir\u201d&#8230; t\u00eam em vista o bem comum e favorecem a livre e activa participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. As pessoas <\/p>\n<p>A vida pol\u00edtica desenha-se com os grupos, movimentos ou partidos&#8230; Todavia, eles tomam rosto nas pessoas que os integram, nos nomes que prop\u00f5em os valores, projectos e programas, que assumem a responsabilidade de executar. <\/p>\n<p>O perfil dos candidatos, a sua compet\u00eancia, a sua dedica\u00e7\u00e3o, as provas dadas de viver o bem comum, o padr\u00e3o de valores que professam, a sua capacidade de serem cr\u00edticos no interior das organiza\u00e7\u00f5es, de se manterem fi\u00e9is aos eleitores, n\u00e3o s\u00e3o coisas de somenos import\u00e2ncia.  <\/p>\n<p>Os cidad\u00e3os, por seu lado, quer individualmente quer associados, tenham o cuidado de n\u00e3o atribuir excessivo poder \u00e0 autoridade p\u00fablica, nem exijam dela inoportunamente aux\u00edlios e vantagens tais, que diminuam a responsabilidade das pessoas, das fam\u00edlias dos grupos sociais.<\/p>\n<p>Votar n\u00e3o \u00e9 delegar para se omitir. Os eleitores t\u00eam de permanecer vigilantes. O que acontece \u00e9 que, no sistema em que vivemos, nos escapa qualquer esp\u00e9cie de possibilidade de \u201cpedir contas\u201d que n\u00e3o seja um outro acto eleitoral&#8230; E n\u00e3o podemos fazer elei\u00e7\u00f5es todos os dias. <\/p>\n<p>3. Os valores<\/p>\n<p>O mundo de hoje est\u00e1 cada vez mais consciente de que a solu\u00e7\u00e3o dos graves problemas nacionais e internacionais n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica ou de uma organiza\u00e7\u00e3o jur\u00eddica ou social, mas requer valores \u00e9tico-religiosos espec\u00edficos&#8230; <\/p>\n<p>Uma democracia sem valores \u00e9tico-religiosos \u00e9 o caminho de uma ditadura. Ali\u00e1s, experimentamo-lo claramente, quando uma institucional mentalidade laica n\u00e3o permite sequer que algu\u00e9m que ouse confessar os seus valores morais tome lugar em estruturas de gest\u00e3o do bem comum.<\/p>\n<p>Caso para perguntarmos se o futuro do nosso Pa\u00eds se resolve sem devolvermos uma \u201calma moral\u201d \u00e0 vida p\u00fablica, sem acolhermos as vis\u00f5es religiosas do mundo, da pessoa, da vida, como elementos integrantes da constru\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Votar \u00e9 um dever! Votar conscientemente \u00e9 um imperativo! Votar \u00e9 escolher&#8230; O qu\u00ea? Quem? Que valores?&#8230; Ser\u00e1 miss\u00e3o imposs\u00edvel?!<\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prop\u00f3sito das Elei\u00e7\u00f5es Legislativas no dia 20 de Fevereiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-16494","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16494\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}