{"id":16511,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16511"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"sinais-da-natureza-que-inquietam-e-falam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sinais-da-natureza-que-inquietam-e-falam\/","title":{"rendered":"Sinais da natureza que inquietam e falam"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 de estranhar que os meios de comunica\u00e7\u00e3o social se nos apresentem diariamente sobrecarregados com not\u00edcias do sudeste asi\u00e1tico, deixando-nos, cada vez mais, doridos por dentro, perante a enormidade da trag\u00e9dia e a nossa incapacidade de a perceber e de minimizar os efeitos desta  destrui\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel de pessoas e de bens. N\u00e3o percebo como h\u00e1 gente a querer ser, orgulhosamente grande, no poder e na fama, ao confrontar-se com esta for\u00e7a indom\u00e1vel e inesperada da natureza, que a intelig\u00eancia humana ainda n\u00e3o conseguiu dominar, nem controlar. <\/p>\n<p>Sem que devamos esquecer as capacidades naturais e adquiridas, que nos habitam e s\u00e3o em n\u00f3s uma for\u00e7a construtiva, se as n\u00e3o menosprezarmos nem destruirmos, os sinais da natureza criada, traduzidos tanto na serenidade do decorrer dos diversos tempos, como no desencadear ruidoso das for\u00e7as ocultas que a habitam e, por enquanto incontrol\u00e1veis,  constituem um despertador sens\u00edvel e eloquente que nos faz olhar para a verdade do que somos e para a realidade que nos envolve. Lendo estes sinais, podemos crescer no conhecimento da nossa grandeza e dos nossos limites, na aten\u00e7\u00e3o \u00e0s leis da natureza que devem ser respeitadas e integradas pelo saber humano. Foi o homem que recebeu do Criador a miss\u00e3o de dominar a terra e tirar dela, at\u00e9 ao fim dos tempos, sem a profanar, tudo quanto \u00e9 \u00fatil para o bem e para o servi\u00e7o de todos.<\/p>\n<p>O povo, com a sabedoria nascida da experi\u00eancia de s\u00e9culos, diz que a natureza n\u00e3o respeita quem a n\u00e3o respeita a ela e \u00e0s suas leis. <\/p>\n<p>Vem crescendo, em diversos aspectos, uma sensibilidade que se generaliza e que leva as pessoas a olhar, com respeito e gratid\u00e3o, a natureza criada como a maior riqueza, a respeit\u00e1-la e aproveit\u00e1-la, como bem de todos e com o prop\u00f3sito de n\u00e3o a degradar nem a destruir. Uma sensibilidade necess\u00e1ria que crescer\u00e1 sempre mais, se crescer o empenho educativo, dos mais pequenos at\u00e9 aos mais velhos, em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente natural e aos aspectos ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>O respeito pela natureza implica, tamb\u00e9m, aten\u00e7\u00e3o \u00e0s leis que regem a vida humana na sua integridade, do nascer ao morrer, e que n\u00e3o s\u00e3o cria\u00e7\u00e3o de um homem s\u00e1bio, mas desafio di\u00e1rio \u00e0 verdadeira sabedoria e \u00e0 sensatez de todos,  dos investigadores aos pol\u00edticos, sem excluir o homem da rua.<\/p>\n<p>Quem dera que, ainda sob a carga emotiva da desgra\u00e7a de muitos, nos chegue \u00e0 consci\u00eancia a vontade de continuarmos a ser solid\u00e1rios, pois o que de doloroso toca aos outros, de algum modo nos toca a todos n\u00f3s. A onda de solidariedade desencadeada no mundo, diz que, no cora\u00e7\u00e3o de cada um, h\u00e1 um tesouro a fazer render todos os dias. \u00c9 pena que seja necess\u00e1ria a calamidade para que muitos des\u00e7am ao fundo do seu cora\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 de estranhar que os meios de comunica\u00e7\u00e3o social se nos apresentem diariamente sobrecarregados com not\u00edcias do sudeste asi\u00e1tico, deixando-nos, cada vez mais, doridos por dentro, perante a enormidade da trag\u00e9dia e a nossa incapacidade de a perceber e de minimizar os efeitos desta destrui\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel de pessoas e de bens. 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