{"id":16524,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16524"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"jesus-cristo-referencia-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/jesus-cristo-referencia-fundamental\/","title":{"rendered":"&#8220;Jesus Cristo, refer\u00eancia fundamental&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>3\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A liturgia da palavra deste domingo fala-nos do plano de Deus para o mundo e para os homens e mulheres: a im-lementa\u00e7\u00e3o do seu \u201cReino\u201d. Na primeira leitura, o profeta Isa\u00edas anuncia-nos que Deus ir\u00e1 fazer brilhar uma luz por cima do caminho do mar, a Galileia dos gentios, e que por\u00e1 fim \u00e0s trevas que inundam todos aqueles que est\u00e3o prisioneiros da morte, da injusti\u00e7a, do sofrimento, do desespero. Na verdade, esta profecia messi\u00e2nica de Isa\u00edas encontra o sem sentido pleno em Jesus, pois \u00e9 Ele que ilumina o mundo com uma aurora de esperan\u00e7a. Ele \u00e9 a luz que se levantou para vencer as cegueiras que ocultavam a esperan\u00e7a e para inaugurar o novo mundo da justi\u00e7a, da verdade, da paz, da fraternidade. A luz de Jesus \u00e9, hoje, percept\u00edvel como uma realidade viva, actuante na hist\u00f3ria humana? De que modo? Acolher Jesus \u00e9 aceitar o plano de Deus, efectivando aqui e agora o seu \u201cReino\u201d. Como me posiciono diante das situa\u00e7\u00f5es de desigualdade social, de oculta\u00e7\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o dos mais fracos, de guerra, de divis\u00e3o? Sinto-me respons\u00e1vel pela instaura\u00e7\u00e3o deste \u201cReino de Deus\u201d no tempo e local em que me \u00e9 dado existir e actuar? Isa\u00edas sugere-nos que s\u00f3 podemos confiar em Deus e na sua decis\u00e3o de vir ao nosso encontro para nos apresentar uma proposta de vida e de paz. E eu, em qu\u00ea ou em quem coloco a minha esperan\u00e7a e a minha seguran\u00e7a: nos pol\u00edticos que me prometem tudo e se servem da minha credulidade para fins impr\u00f3prios? Nos bens materiais que se desvalorizam e que n\u00e3o servem para alcan\u00e7ar a paz do cora\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>O evangelho descreve a realiza\u00e7\u00e3o da promessa: Jesus \u00e9 a luz que come\u00e7a a brilhar na Galileia e prop\u00f5e aos homens e mulheres, de toda a terra e de todos os tempos, a Boa Nova da chegada do \u201cReino\u201d. \u00c0 chamada de Jesus, respondem logo os primeiros disc\u00edpulos. Eles ser\u00e3o tamb\u00e9m os primeiros receptores da sua proposta e as testemunhas encarregadas de levar o \u201cReino\u201d a toda a terra, isto \u00e9, a Boa Nova de que na Pessoa e na Mensagem de Jesus come\u00e7a a construir-se o \u201cReino de Deus\u201d. O que \u00e9 que nas estruturas da nossa sociedade ainda impede a efectiva\u00e7\u00e3o do \u201cReino\u201d? O que \u00e9 que nas minhas op\u00e7\u00f5es e comportamentos \u00e9 obst\u00e1culo \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o deste \u201cReino\u201d? A hist\u00f3ria do compromisso de Pedro e Andr\u00e9, Tiago e Jo\u00e3o, com Jesus e com o \u201cReino\u201d, \u00e9 uma hist\u00f3ria que define os tra\u00e7os essenciais da caminhada de qualquer disc\u00edpulo\/a. A resposta pronta e decidida destes disc\u00edpulos de Jesus faz-me pensar, comparativamente e por oposi\u00e7\u00e3o, na lentid\u00e3o das nossas respostas a Deus, quando nos chama a segui-lo de mais perto, na dedica\u00e7\u00e3o total das nossas vidas a Jesus e ao seu Reino, ou quando nos pede uma maior entrega ao servi\u00e7o dos irm\u00e3os e irm\u00e3s, nas mais diversificadas tarefas, ao servi\u00e7o da comunidade humana e crist\u00e3. Porque \u00e9 que n\u00e3o sou mais pronto\/a e radical na minha entrega a Jesus? Convenhamos que, hoje, \u00e9 mais dif\u00edcil arrumar os nossos instrumentos de trabalho e desprendermo-nos das nossas coisas. A vida \u00e9 muito mais complicada, argumentamos. Contudo, o Mestre \u00e9 o mesmo e as necessidades do povo, que continua nas trevas, v\u00e3o aumentando. Ent\u00e3o, porque n\u00e3o me decido?<\/p>\n<p>A segunda leitura apresenta-nos as rivalidades dos disc\u00edpulos de uma comunidade crist\u00e3 de Corinto, que se esqueceram de Jesus e da sua mensagem. Paulo exorta-os insistentemente a redescobrirem os alicerces da sua f\u00e9 e das promessas assumidas no seu baptismo. O texto lembra-nos que a experi\u00eancia crist\u00e3 \u00e9, basicamente, um pessoal encontro com Jesus Cristo, pois \u00e9 s\u00f3 nele e dele que nos vem a salva\u00e7\u00e3o. A viv\u00eancia da nossa f\u00e9 n\u00e3o pode, pois, estar dependente do carisma de tal pessoa, ou estar ligada \u00e0 celebridade deste ou daquele padre que preside \u00e0 nossa comunidade. \u00c9 a Jesus Cristo que o nosso compromisso baptismal nos liga. Cristo \u00e9, de facto, a minha refer\u00eancia fundamental? \u00c9 \u00e0 volta dele e da sua mensagem que a minha experi\u00eancia de f\u00e9 se constr\u00f3i?<\/p>\n<p>Leituras do 3\u00ba. Domingo do Tempo Comum<\/p>\n<p>Is 8,23b\u20139,3; Sl 27 (26); 1 Cor 1,10-13.17; Mt 4,12-23<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>3\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-16524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}