{"id":16532,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16532"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"e-so-dar-o-salto-vamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-so-dar-o-salto-vamos\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 s\u00f3 dar o salto! Vamos!&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Mission\u00e1rio uruguaio em Angola incentivou ao voluntariado no CUFC <!--more--> Do pouco se faz muito, do nada se forma o Amor. \u00c9 isto em suma o milagre do que \u00e9 ser mission\u00e1rio<\/p>\n<p>O Pe Martin representa os jeitos, as for\u00e7as, o trabalho de uma Igreja, que em vez de campanhas a pedir fundos ou teologias balofas, p\u00f5e m\u00e3os \u00e0 obra, suja as m\u00e3os de barro e cimento (se o houvesse), percorre trilhos minados e teima em dizer ao mundo que vale a pena ir mais longe, vale a pena subir todas as montanhas por causa de uma coisa que as move: um Senhor, a transbordar de Amor, morreu e ressuscitou&#8230; e isso tem tudo a ver connosco e com as nossas vidas!<\/p>\n<p>Foi essa for\u00e7a, esse riso contagiante do mission\u00e1rio nascido no Uruguai, que proporcionou no CUFC uma noite maravilhosa, no dia 12 de Janeiro. P\u00e1roco de Lwena, o Pe. Martin Lasarte come\u00e7ou por agradecer a grande ajuda prestada pela Diocese de Aveiro \u2013 que tem com a sua par\u00f3quia uma esp\u00e9cie de gemina\u00e7\u00e3o escrita em lado nenhum \u2013, pelo envio de dois contentores com os bens que nos haviam pedido e jovens volunt\u00e1rios! Tudo \u00e9 necess\u00e1rio, desde o brinquedo mais pequenino at\u00e9 ao computador mais avan\u00e7ado, passando pela roupa, materiais de constru\u00e7\u00e3o, sal e tantas outras coisas\u2026 Mesmo os livros, que, como sublinhou o mission\u00e1rio, comp\u00f5em a maior biblioteca de toda a prov\u00edncia do Moxico, um territ\u00f3rio equivalente a Portugal! A maior, porque a \u00fanica&#8230;<\/p>\n<p>Falou-nos ainda do ser africano, do modo feliz de ser das pessoas e do sorriso eterno delas, contra todas as adversidades, como o facto de n\u00e3o serem nada nem ningu\u00e9m para o mundo, de terem sofrido a raiva de uma guerra de que n\u00e3o sabem, nem nunca souberam qual a raz\u00e3o. Viver de cami\u00e3o em cami\u00e3o, de campo de refugiados em campo de refugiados&#8230; sem nada, a n\u00e3o ser a roupa que se tem vestida, o saquito da fuba e talvez um galito que se comer\u00e1 numa ocasi\u00e3o de partilha e, claro, o eterno riso de quem parece viver alheio a isto porque sabe que a vida \u00e9 uma subida e o que conta \u00e9 como se encara o caminho!<\/p>\n<p>As tr\u00eas caracter\u00edsticas dos volunt\u00e1rios<\/p>\n<p>De olhos sonhadores, explicou ele, aos mission\u00e1rios pequeninos que ali estavam, que um volunt\u00e1rio tem de ter tr\u00eas caracter\u00edsticas essenciais:<\/p>\n<p>&#8211; A f\u00e9. \u00c9 preciso acreditar! \u00c1frica re\u00fane em si uma magia infind\u00e1vel, mas \u00e9 tamb\u00e9m um lugar de isolamento, quando escurece, escurece&#8230; quando passa a novidade, o entusiasmo inicial, o que fica \u00e9 a for\u00e7a interior, a f\u00e9, a luta naquilo em que se acredita, e isso tem de vir de dentro, tem de ser intr\u00ednseco e n\u00e3o apenas uma motiva\u00e7\u00e3o exterior. \u00c9 como o p\u00e3o necess\u00e1rio \u00e0 vida, ou o combust\u00edvel de um carro. Ningu\u00e9m anda, se n\u00e3o tiver a for\u00e7a, a f\u00e9, a garra dentro de si, os olhos a brilhar \u00e0 procura do topo da montanha!<\/p>\n<p>&#8211; Outra das caracter\u00edsticas do volunt\u00e1rio \u2013 e o riso foi geral \u2013 \u00e9 ser normal! \u201c\u00c9 dif\u00edcil encontrar pessoas normais\u201d&#8230; E assim, desta maneira simples, falou da necessidade complementar de uma pessoa que \u00e9 serena, que tem a cabe\u00e7a em cima dos ombros e sabe o que diz quando fala, mesmo que o que diga sejam perguntas&#8230; As perguntas pertinentes respondem mais que algumas respostas! \u00c9 esta maturidade que o volunt\u00e1rio tem de ter, tem de ser uma pessoa que procure, insanamente, a felicidade e a encontre na sua d\u00e1diva aos outros! Ser normal \u00e9 ser capaz de ajudar com serenidade e postura, \u00e9 ser capaz de viver no mundo e falar do caminho que se percorre. \u00c9 como subir uma montanha&#8230; \u00c9 t\u00ea-la subido e falar das dificuldades, apontar direc\u00e7\u00f5es para as ultrapassar e, assim, chegar ao topo da mesma. \u00c9 acompanhar os outros que v\u00e3o ajudar e deixar-se ajudar. \u00c9 viver com um sorriso e serenidade de quem se sabe acompanhado pela f\u00e9 que nos sustenta! N\u00e3o \u00e9 o ser-se perfeito; isso s\u00e3o m\u00e1scaras&#8230; \u00c9 o caminhar para l\u00e1! Fazer a escalada, com a calma e o discernimento devido.<\/p>\n<p>&#8211; Finalmente, a \u00faltima caracter\u00edstica que o Pe Martin referiu foi a mais pr\u00e1tica: a forma\u00e7\u00e3o de vida, que est\u00e1 nas anteriores, e a profissional, as habilita\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante que o volunt\u00e1rio saiba fazer alguma coisa. A par disto, muitos dos presentes se indagaram: \u201cO que saberei eu fazer? N\u00e3o sei nada&#8230;\u201d A resposta \u00e9 a de que um sorriso basta. Todos n\u00f3s, num contexto de miss\u00e3o, sabemos fazer alguma coisa que \u00e9 \u00fatil ou importante. Desde cultivar couves, at\u00e9 brincar ou jogar \u00e0 bola com as crian\u00e7as, at\u00e9 dar aulas, assentar tijolo, pintar casas, etc., todos n\u00f3s sabemos fazer alguma coisa. Mas n\u00e3o \u00e9 por n\u00f3s que as sabemos fazer! Podemos n\u00e3o fazer a m\u00ednima ideia do como fazer, mas h\u00e1 tanta coisa para fazer que, na hora da verdade, acreditamos, queremos e procuramos acreditar que h\u00e1 Algu\u00e9m connosco que nos guia e inspira!<\/p>\n<p>\u201cO nosso patr\u00e3o n\u00e3o paga com dinheiro\u201d<\/p>\n<p>A distin\u00e7\u00e3o entre um volunt\u00e1rio crist\u00e3o e um trabalhador ou volunt\u00e1rio de uma ONG \u00e9 esta: o nosso \u201cPatr\u00e3o\u201d n\u00e3o paga com dinheiro, paga com sabedoria e meios para fazer a miss\u00e3o, a nossa e a de cada um, andar para a frente! Mois\u00e9s era gago&#8230; e quando foi preciso falar, falou e f\u00ea-lo bem! Os talentos s\u00e3o bem distribu\u00eddos, \u00e9 necess\u00e1rio cultivar esta capacidade sem limites, de sonhar um mundo \u201cbem lindo\u201d, de lutar e acreditar, carregando dificuldades, mas vencendo-as sempre, numa procura in-cessante de solu\u00e7\u00f5es. Do pouco se faz muito, do nada se forma o Amor. \u00c9 isto em suma o milagre do que \u00e9 ser mission\u00e1rio, do que \u00e9 ser como este homem, normal de metro e oitenta, e sorriso estampado a cativar tudo e todos, que visitou Aveiro incomodando e encantando, dando este alento silencioso que clama: \u201cVamos&#8230; o mundo precisa de ti! Faz-te ao caminho e sorri com os olhos&#8230; \u00e9 s\u00f3 o que \u00e9 preciso! \u00c9 s\u00f3 dar o salto! Vamos, yja, chindeles!!!*\u201d<\/p>\n<p>Pedro Neto, Secretariado da Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria<\/p>\n<p>* Express\u00e3o em chokwe, dialecto de Lwena, e que signiifica \u201csim, Brancos\u201d. Exorta \u00e0 partida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mission\u00e1rio uruguaio em Angola incentivou ao voluntariado no CUFC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-16532","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jovens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16532"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16532\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}