{"id":16562,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16562"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"quando-a-arte-esta-entre-o-misterio-e-o-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quando-a-arte-esta-entre-o-misterio-e-o-povo\/","title":{"rendered":"Quando a arte est\u00e1 entre o mist\u00e9rio e o povo"},"content":{"rendered":"<p>Livro do Mons. Jo\u00e3o Gaspar &#8220;Arte Religiosa e Patrim\u00f3nio Cultural. Orienta\u00e7\u00f5es&#8221; <!--more--> O objectivo da arte sacra \u00e9 \u201cexprimir adequadamente o mist\u00e9rio lido na plenitude da f\u00e9 da Igreja\u201d, afirma o Papa, citado por Mons. Jo\u00e3o Gaspar no livro que acaba de publicar em edi\u00e7\u00e3o revista e ampliada, \u201cArte Religiosa e Patrim\u00f3nio Cultural. Orienta\u00e7\u00f5es\u201d. Para atingir tal objectivo \u00e9 necess\u00e1rio que o destinat\u00e1rio do mist\u00e9rio divino \u2013 o ser humano \u2013 se sinta acolhido por essa arte. Toca-se, assim, nos dois pontos de tens\u00e3o da arte sacra: mist\u00e9rio divino e destinat\u00e1rio humano, o que leva a concluir que a arte sacra tem de ser muito funcional. Se nas outras artes um artista pode dar livre express\u00e3o aos seus sentimentos, na arte sacra essa express\u00e3o, ainda que se fa\u00e7a sentir, nunca pode perder de vista que \u00e9 uma arte para as pessoas, da\u00ed que sejam necess\u00e1rias \u201cOrienta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u201cArte\u201d e \u201cOrienta\u00e7\u00f5es\u201d, noutro \u00e2mbito art\u00edstico, seria qualquer coisa de inconceb\u00edvel, uma contradi\u00e7\u00e3o. \u201cComo \u00e9 que a arte pode ter orienta\u00e7\u00f5es? A arte \u00e9 ca\u00f3tica, livre, n\u00e3o-orient\u00e1vel\u201d \u2013 diriam os artistas. Mas n\u00e3o \u00e9 isso que acontece com a arte sacra, que sendo a mais sublime (lida com o mist\u00e9rio) \u00e9 a mais funcional (\u00e9 verdadeiramente para o povo).<\/p>\n<p>Mons. Jo\u00e3o Gaspar, vig\u00e1rio geral da diocese, historiador e presidente da Comiss\u00e3o Diocesana de Arte Sacra, ao longo dos anos tem desenvolvido um trabalho not\u00e1vel nesta \u00e1rea. \u201c\u00c9 mais uma benemer\u00eancia que a Diocese lhe fica a dever\u201d, afirma D. Ant\u00f3nio Marcelino na introdu\u00e7\u00e3o ao livro.<\/p>\n<p>Estas \u201cOrienta\u00e7\u00f5es\u201d, que em grande parte se dedicam \u00e0 igreja-casa, \u201ct\u00eam a mera finalidade \u2013 diz o Monsenhor \u2013 de serem um modesto instrumento, que poder\u00e1 ser \u00fatil nas m\u00e3os de respons\u00e1veis da arte crist\u00e3, sejam arquitectos, sacerdotes, elementos de Conselhos Econ\u00f3micos e Pastorais, ou outras pessoas influentes nas Par\u00f3quias. S\u00f3 isto e nada mais\u201d (p\u00e1g. 10). Tendo em conta que as igrejas s\u00e3o edif\u00edcios p\u00fablicos no sentido mais abrangente da palavra (s\u00e3o frequentados pelo povo e marcam obrigatoriamente o espa\u00e7o exterior em que se encontram), temos de acrescentar que este livro de 48 p\u00e1ginas de orienta\u00e7\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m um instrumento \u00fatil para qualquer crist\u00e3o entender os espa\u00e7os que frequenta: a disposi\u00e7\u00e3o do templo e sua finalidade, o lugar dos fi\u00e9is, o grupo coral, o amb\u00e3o, a fonte baptismal, a reserva eucar\u00edstica, o espa\u00e7o penitencial, imagens, etc. (estes s\u00e3o alguns dos temas abordados).<\/p>\n<p>A enriquecer esta edi\u00e7\u00e3o surgem gravuras de algumas boas constru\u00e7\u00f5es ou remodela\u00e7\u00f5es de igrejas, como seja o caso da Igreja de Aguada de Cima (remodelada) ou de Nossa Senhora de F\u00e1tima, Aveiro (nova).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro do Mons. 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