{"id":16597,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16597"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"voto-consciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/voto-consciente\/","title":{"rendered":"Voto consciente!"},"content":{"rendered":"<p>A legitimidade do poder nem sempre legitima todas as decis\u00f5es. Na situa\u00e7\u00e3o presente, muitos se perguntam se a decis\u00e3o presidencial foi consequ\u00eancia de uma degrada\u00e7\u00e3o governativa ou se abriu um precedente grave de estabilidade governativa, uma vez que, de futuro, qualquer maioria \u00e9 suscept\u00edvel de ser dissolvida, se o Presidente da Rep\u00fablica o entender. Podemos estar no limiar de uma subvers\u00e3o da democracia!<\/p>\n<p>Entretanto, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a que \u00e9! Embora correndo o risco da repeti\u00e7\u00e3o,  a gravidade do momento justifica-o. O poss\u00edvel \u201cpluralismo dos cat\u00f3licos n\u00e3o pode ser confundido com relativismo moral.\u201d A diversidade de vozes ajuda-nos a despertar. O apelo, agora, \u00e9 de um conjunto de personalidades cat\u00f3licas: o voto dos portugueses n\u00e3o pode ser distra\u00eddo! As escolhas n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis; mas votar \u00e9 um direito a exercer, um dever a cumprir, uma escolha a esclarecer.<\/p>\n<p>Para que o crist\u00e3o &#8211; e o cidad\u00e3o aut\u00eantico &#8211; fa\u00e7a uma escolha coerente, algumas propostas s\u00e3o fundamentais. O horizonte \u00faltimo \u00e9 a dignidade da pessoa humana. Da\u00ed decorrentes: a vida humana &#8211; a sua indisponibilidade, o seu valor, a sua defesa, a sua promo\u00e7\u00e3o, a sua cultura, da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 morte<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a fam\u00edlia &#8211; a sua natural estrutura hetero-sexual e monog\u00e2mica, o est\u00edmulo \u00e0 sua unidade, \u00e0 sua harmonia, \u00e0 sua fecundidade, \u00e0 sua responsabiliza\u00e7\u00e3o social, a considera\u00e7\u00e3o do seu car\u00e1cter de c\u00e9lula b\u00e1sica da sociedade, o seu enquadramento fiscal justo, a protec\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade.<\/p>\n<p>Algo de fundamental \u00e9 tamb\u00e9m a liberdade de projecto educativo, dando prioridade ao direito fundamental da pessoa \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sobre o direito social \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. O quadro de valores que plasmem a matriz educativa da pessoa \u00e9 direito de escolha dos pais ou do pr\u00f3prio. O Estado \u00e9 servidor da sociedade civil, cuidando o bem comum. \u00c9 o garante das iniciativas educativas; n\u00e3o \u00e9 o protagonista, nem muito menos o mentor da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O bem comum exige abnega\u00e7\u00e3o, ren\u00fancia a interesses individualistas, ren\u00fancia a favorecimento de grupos e a mentalidades corporativistas. Reclama uma sensibilidade profunda de justi\u00e7a social, que oriente o uso dos bens e a produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de riqueza. Essas poder\u00e3o ser as bases s\u00f3lidas de uma orienta\u00e7\u00e3o da economia, de um servi\u00e7o de solidariedade e seguran\u00e7a social.<\/p>\n<p>H\u00e1, pois, que ler muito nas entrelinhas. \u201cA democracia \u00e9 o quadro pol\u00edtico da liberdade, mas tamb\u00e9m da responsabilidade.\u201d Tal leitura n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil; n\u00e3o o ser\u00e1 tamb\u00e9m uma escolha. Mas \u00e9 imperioso que cada portugu\u00eas d\u00ea esse contributo necess\u00e1rio ao futuro do pa\u00eds: uma decis\u00e3o esclarecida e consciente, ao mesmo tempo disposi\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o ao desempenho dos eleitos e compromisso, entusiasta e generoso, em ser tamb\u00e9m parceiro da constru\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A legitimidade do poder nem sempre legitima todas as decis\u00f5es. Na situa\u00e7\u00e3o presente, muitos se perguntam se a decis\u00e3o presidencial foi consequ\u00eancia de uma degrada\u00e7\u00e3o governativa ou se abriu um precedente grave de estabilidade governativa, uma vez que, de futuro, qualquer maioria \u00e9 suscept\u00edvel de ser dissolvida, se o Presidente da Rep\u00fablica o entender. Podemos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-16597","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16597\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}