{"id":1660,"date":"2010-05-26T15:22:00","date_gmt":"2010-05-26T15:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1660"},"modified":"2010-05-26T15:22:00","modified_gmt":"2010-05-26T15:22:00","slug":"um-religioso-soberbo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-religioso-soberbo\/","title":{"rendered":"Um religioso soberbo"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 34 <!--more--> Algu\u00e9m disse numa confer\u00eancia que \u00e9 mais dif\u00edcil a convers\u00e3o de uma pessoa religiosa e at\u00e9 praticante, mas soberba, do que a de um ateu ou chamado grande pecador. <\/p>\n<p>O assunto da convers\u00e3o \u00e9 o assunto evang\u00e9lico que d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 prega\u00e7\u00e3o de Jesus, e esteve na base do sentido do Baptismo de Jo\u00e3o Baptista. Em F\u00e1tima, Nossa Senhora falou muito da convers\u00e3o pessoal e tamb\u00e9m da convers\u00e3o dos pecadores, como proposta de apostolado \u00e0 luz da comunh\u00e3o dos santos e do Corpo M\u00edstico de Cristo. Para tal, existe um Advento e uma Quaresma.<\/p>\n<p>O Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o \u2013 ou Confiss\u00e3o \u2013 \u00e9 um convite e um dom permanente para esta convers\u00e3o ser poss\u00edvel. A Eucaristia come\u00e7a com o reconhecimento da nossa condi\u00e7\u00e3o de pecadores. A nossa consci\u00eancia \u00e9 a voz de Deus que nos mostra que e quando erramos. Toda a Sagrada Escritura nos fala do pecado, das suas consequ\u00eancias e da realidade do inferno, que Nossa Senhora mostrou aos Pastorinhos em 13 de Julho de 1917. Como S. Paulo, gememos por n\u00e3o fazermos o bem que dever\u00edamos fazer e por fazermos o mal que n\u00e3o devemos.<\/p>\n<p>A convers\u00e3o \u00e9 tarefa e leva-nos a deixar Deus restaurar a Sua imagem, obscurecida pelo pecado em n\u00f3s. No fundo, converter-se \u00e9 regressar \u00e0 inoc\u00eancia original, perdida no pecado original. Por isso, estamos sempre em posi\u00e7\u00e3o apta para nos convertermos\u2026 Mas s\u00f3 se quisermos.<\/p>\n<p>O problema p\u00f5e-se quando eu me sinto demasiado perfeito diante de Deus e do mundo e acho que esse assunto da convers\u00e3o \u00e9 para os grandes pecadores. Esquecemo-nos de que\u2026<\/p>\n<p>\u2026o povo diz que \u201cningu\u00e9m pode afirmar que desta \u00e1gua n\u00e3o beberei\u201d,<\/p>\n<p>\u2026se n\u00e3o estou no mundo da marginalidade ou da delinqu\u00eancia, \u00e9 porque minha vida se orientou noutra linha, enquanto outros n\u00e3o tiveram essa sorte,<\/p>\n<p>\u2026tamb\u00e9m sou capaz de grandes crimes e, como diz S. Paulo, se estou de p\u00e9 devo ter o cuidado necess\u00e1rio para n\u00e3o cair.<\/p>\n<p>Podemos ser seja o que for na Igreja, at\u00e9 padres ou prelados, que ningu\u00e9m muda a natureza por ter sido elevado a um grau superior na hierarquia, que para nada mais \u00e9 sen\u00e3o para servir melhor e mais. Se nos julgamos perfeitos, ent\u00e3o julgamos o pr\u00f3ximo. Marginalizamos o \u00f3rf\u00e3o, a vi\u00fava, o drogado, o homossexual, a prostituta, o pobre, o deficiente, o de outra ra\u00e7a ou religi\u00e3o. E quando julgamos, j\u00e1 come\u00e7amos a escalada do pecado da soberba. Este pecado, quando n\u00e3o \u00e9 reconhecido e quando \u00e9 alimentado pela nossa presun\u00e7\u00e3o e rebeldia interior, ainda que sejamos chamados grandes ap\u00f3stolos da Igreja, por ser vis\u00edvel o muito que fazemos, arrasta-nos para baixo, sentando-nos na mesa dos pecadores. Se nos arrependemos, damos a Deus a possibilidade de fazer algo connosco. Se n\u00e3o, a nossa ideia de sermos perfeitos fecha-nos a Deus, \u00e0 igreja de hoje, \u00e0 comunidade paroquial, ao magist\u00e9rio, \u00e0 correc\u00e7\u00e3o fraterna, aos irm\u00e3os\u2026 E Deus nada pode fazer connosco. Nisto consiste o pecado contra o Esp\u00edrito Santo, que Jesus refere na B\u00edblia, que nos faz r\u00e9us de morte: n\u00e3o querermos a convers\u00e3o e n\u00e3o deixarmos Deus actuar em n\u00f3s. Temos caminho para andar. Coragem\u2026 Ele conhece as nossas debilidades e sabe compadecer-se.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 34<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-1660","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1660\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}