{"id":16609,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16609"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"credo-e-simbolo-dos-apostolos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/credo-e-simbolo-dos-apostolos\/","title":{"rendered":"Credo e s\u00edmbolo dos ap\u00f3stolos"},"content":{"rendered":"<p>O leitor pergunta &#8211; O que \u00e9 o Credo? O que \u00e9 o s\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos? <!--more--> 1 &#8211; O Credo (creio) \u00e9 o acto de profiss\u00e3o de f\u00e9. Por iner\u00eancia, entende-se tamb\u00e9m o que constitui objecto dessa mesma f\u00e9. Desde as origens da Igreja, a ades\u00e3o a Jesus Cristo, o ingresso na Comunidade Crist\u00e3, pressupunha acolher e professar determinados conte\u00fados de f\u00e9, que modelariam atitudes e formas de vida coerentes. Ali\u00e1s, na sequ\u00eancia de h\u00e1bitos judaicos, pois o Antigo Testamento continha uma profiss\u00e3o de f\u00e9 narrativa, hist\u00f3rica, reconhecendo a rela\u00e7\u00e3o estreita e libertadora de Deus com o Povo Hebreu. <\/p>\n<p>2 &#8211; H\u00e1 breves textos de profiss\u00e3o de f\u00e9, concisos, no Novo Testamento. Modos iniciais de professar a f\u00e9 em Jesus Cristo eram, por exemplo: declarar \u201cJesus \u00e9 o Senhor!\u201d &#8211; 1Cor.12,3; \u201cconfessar com a tua boca que Jesus \u00e9 o Senhor e crer com o teu cora\u00e7\u00e3o que Deus o ressuscitou dos mortos\u201d &#8211; Rm.10,9. Ou a confiss\u00e3o central de que Jesus \u00e9, de modo \u00fanico, \u201cFilho de Deus\u201d &#8211; Mt.16,16.<\/p>\n<p>3 &#8211; A profiss\u00e3o de f\u00e9 est\u00e1 ligada \u00e0 recep\u00e7\u00e3o do baptismo. Desde o s\u00e9c. I, o baptismo de um novo disc\u00edpulo \u00e9 uma consagra\u00e7\u00e3o solene \u201cem nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d &#8211; Mt.28,19. Um s\u00e9culo mais tarde, no norte de \u00c1frica, Tertuliano faz-nos saber: quem era apresentado(a) ao baptismo, primeiro renunciava a Satan\u00e1s, depois fazia a tr\u00edplice profiss\u00e3o de f\u00e9 em Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>4 &#8211; Hip\u00f3lito, cerca de 215, apresenta o relato do baptismo na Igreja de Roma. Antes da imers\u00e3o, o catec\u00fameno respondia a tr\u00eas quest\u00f5es: \u201cCr\u00eas em Deus, Pai todo-poderoso? Cr\u00eas em Jesus Cristo, Filho de Deus, que nasceu por obra do Esp\u00edrito Santo de Maria virgem, foi crucificado sob P\u00f4ncio Pilatos, e morreu e foi sepultado, e ao terceiro dia ressuscitou vivo de entre os mortos, subiu aos c\u00e9us, est\u00e1 sentado \u00e0 direita do Paie h\u00e1-de vir julgar os vivos e os mortos? Cr\u00eas no Esp\u00edrito Santo, na santa Igreja, na ressurrei\u00e7\u00e3o da carne?\u201d &#8211; quase textualmente o S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos. <\/p>\n<p>5 \u2013 A profiss\u00e3o de f\u00e9 das origens tinha, pois, estrutura dial\u00f3gica: um ministro da Igreja interrogava; o baptizando respondia. O processo catecumenal depressa levou a formas declarativas, como o vetus Romanum. Entregava-se previamente ao catec\u00fameno, recitando-o (traditio), o conte\u00fado do s\u00edmbolo; devia decor\u00e1-lo e sobre ele ser catequizado pelo bispo. Antes de ser baptizado, fazia a sua proclama\u00e7\u00e3o (redditio) diante da assembleia dos fi\u00e9is. Santo Agostinho relata este ritual, em Roma, no ano 355.  <\/p>\n<p>(Continua no pr\u00f3ximo n\u00famero)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leitor pergunta &#8211; O que \u00e9 o Credo? 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