{"id":16616,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16616"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"tela-de-domingos-rebelo-no-museu-maritimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tela-de-domingos-rebelo-no-museu-maritimo\/","title":{"rendered":"Tela de Domingos Rebelo no Museu Mar\u00edtimo"},"content":{"rendered":"<p>\u00cdLHAVO &#8211; Cedida pelo Minist\u00e9rio da Agricultura <!--more--> O Minist\u00e9rio da Agricultura, Pescas e Florestas cedeu ao Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo, a t\u00edtulo de dep\u00f3sito, a tela \u201cFam\u00edlia Piscat\u00f3ria\u201d, pintada em 1955 pelo artista Domingos Rebelo, tela alusiva \u00e0s comunidades piscat\u00f3rias e \u00e0 pesca do bacalhau.<\/p>\n<p>Sobre esta tela, \u00c1lvaro Garrido, director do museu ilhavense, refere que \u201cal\u00e9m da sua exuber\u00e2ncia est\u00e9tica e impon\u00eancia de tons realistas\u201d, a tela \u00e9 a \u201cmais forte representa\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica do per\u00edodo salazarista sobre um mundo mar\u00edtimo harmonioso e protegido pela obra de assist\u00eancia que o Estado ter\u00e1 proporcionado \u00e0s comunidades piscat\u00f3rias. Numa express\u00e3o pict\u00f3rica cromatizada, Domingos Rebelo sintetiza a obra de \u00abressurgimento\u00bb das pescas conduzida por Salazar e Tenreiro\u00bb.<\/p>\n<p>Para \u00c1lvaro Garrido, um investigador com v\u00e1rios trabalhos publicados sobre a pesca do bacalhau, \u201cn\u00e3o \u00e9 por acaso que este quadro foi o principal \u00edcone da propaganda sobre a organiza\u00e7\u00e3o corporativa das pescas, em Portugal e no estrangeiro\u201d. Por isso, \u201ca sua integra\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o no Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo permite enriquecer a colec\u00e7\u00e3o da Faina Maior e acrescentar ao actual discurso expositivo elementos de interpreta\u00e7\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o interessada do Estado Novo com a pesca do bacalhau\u201d.<\/p>\n<p>Domingos Maria Xavier Rebelo nasceu em Ponta Delgada (A\u00e7ores), no dia 3 de Dezembro de 1891, e faleceu em Lisboa, no dia 11 de Janeiro de 1975. Foi disc\u00edpulo de Jean-Paul Laurens, de Albert Laurens e de Naudin, tendo dedicado parte importante da sua obra a temas populares e religiosos, com destaque para os trabalhos \u201cNatal\u201d, \u201cS. Francisco de Assis\u201d, \u201cFam\u00edlia Piscat\u00f3ria\u201d, \u201cEmigrantes\u201d e o painel da capela do navio hospital da frota bacalhoeira \u201cGil Eanes\u201d, para al\u00e9m de ter pintado os murais e frescos que decoram o sal\u00e3o nobre do Pal\u00e1cio de S. Bento.<\/p>\n<p>\u201cNos anos cinquenta e sessenta, a obra de Domingos Rebelo \u00e9 marcadamente realista, de ostensiva monumentalidade no tra\u00e7o e no modo como retrata tipos humanos e sociais representativos de uma certa \u00abidentidade nacional\u00bb, anco-rada na hist\u00f3ria\u201d, sublinha \u00c1lvaro Garrido, para quem a tela \u201cFam\u00edlia Piscat\u00f3ria\u201d constitui \u201cexemplo maior\u201d da sua faceta de \u201cpintor de regime, que afei\u00e7oou a iconografia da sua obra ao discurso ideol\u00f3gico do Estado Novo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdLHAVO &#8211; Cedida pelo Minist\u00e9rio da Agricultura<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-16616","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16616","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16616"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16616\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}