{"id":16636,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16636"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"para-uma-nova-cultura-de-participacao-na-vida-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/para-uma-nova-cultura-de-participacao-na-vida-publica\/","title":{"rendered":"Para uma nova cultura de participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>Momento pol\u00edtico &#8211; acto eleitoral <!--more--> 1 &#8211; As mechas de optimismo que ainda fumegam no meu \u00edntimo n\u00e3o me d\u00e3o motivos de grande satisfa\u00e7\u00e3o. Um dos apelos firmes dos nossos bispos &#8211; \u201c\u00c9 urgente criar uma onda de fundo de entusiasmo por Portugal, em que as leg\u00edtimas diferen\u00e7as se transformem em riqueza e n\u00e3o em obst\u00e1culo.\u201d &#8211; caiu em saco roto. At\u00e9 os \u201cs\u00e1bios\u201d da pol\u00edtica ajudaram a criar intriga, beneficiando a trama de interesses, gerando a confus\u00e3o no povo, dando suporte a veleidades de propaganda e a falsas promessas. E ainda nos querem alijar com as culpas da eventual cat\u00e1strofe!<\/p>\n<p>2 \u2013 Um outro apelo se nos escapou das m\u00e3os &#8211; \u201cForcemos os partidos a porem o acento da sua interven\u00e7\u00e3o na qualidade das propostas que nos fazem, na compet\u00eancia e dignidade das pessoas e n\u00e3o apenas nos discursos que o ambiente de campanha habitualmente inflama.\u201d A maioria  de n\u00f3s s\u00f3 tem h\u00e1bitos de reagir; falta-nos capacidade estruturante de agir. N\u00e3o temos org\u00e2nica de sociedade civil que \u201cponha em sentido\u201d as \u201cm\u00e1quinas partid\u00e1rias\u201d, nem processo eleitoral que responsabilize directamente os candidatos. <\/p>\n<p>3 &#8211; Esbo\u00e7aram-se alguns movimentos, com propostas s\u00e9rias; al-guns sectores promoveram esclarecimentos; emitiram-se boas declara\u00e7\u00f5es. Mas faltou o \u201ctiming\u201d, a convic\u00e7\u00e3o na luta, a sinergia de iniciativa. E o processo eleitoral n\u00e3o d\u00e1 a possibilidade de entrar numa din\u00e2mica que confronte os partidos e os candidatos. Fizeram-se encontros&#8230; E os aparelhos partid\u00e1rios aproveitam ou rejeitam o que se disse ou sugeriu sempre na l\u00f3gica do seu pr\u00f3prio interesse ou das clientelas, e n\u00e3o do bem comum. <\/p>\n<p>Na verdade, o que nos \u00e9 proposto escolher pouco ou nada diz das reais possibilidades do pa\u00eds &#8211; que as tem, dos compromissos dos agentes capazes de movimentar a sociedade, dos projectos objectivos em mat\u00e9ria de defesa da vida, da dignidade humana, da fam\u00edlia, do bem comum, de uma economia social&#8230;<\/p>\n<p>S\u00f3 haver\u00e1 menos Estado com: descentraliza\u00e7\u00e3o, iniciativa privada e cooperativa, supera\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito de subs\u00eddios para tudo, subida da fasquia da vontade de trabalhar, eleva\u00e7\u00e3o cultural&#8230; E quem tem unhas que toque guitarra, isto \u00e9, quem tem dotes que os ponha, mes-mo com risco, ao servi\u00e7o da comunidade. Solidariedade n\u00e3o \u00e9 colectivismo! Liberdade n\u00e3o \u00e9 liberalismo! Temos muito caminho a percorrer!<\/p>\n<p>4 &#8211; Neste contexto, e uma vez que \u201cvotar \u00e9 escolher caminhos\u201d, s\u00f3 nos resta, perante a consci\u00eancia perplexa, escolher o que nos pare\u00e7a o mal menor. S\u00f3 que isso tem de levar consigo o esfor\u00e7o de uma nova cultura de participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica, do exerc\u00edcio activo da cidadania; reclama comprometer-se no questionamento aos eleitos; sobretudo, imp\u00f5e o compromisso da verdade na pol\u00edtica, do amor fraterno e do servi\u00e7o, da honestidade e generosidade, na procura do bem comum.<\/p>\n<p>Nada vai mudar, mesmo que mude a cor pol\u00edtica! Mas estou esperan\u00e7ado que, de facto, mude o ciclo pol\u00edtico, por que anseio e que j\u00e1 vislumbro: o esp\u00edrito empreendedor de muita gente, a iniciativa local, a garra de grupos e movimentos, que n\u00e3o deixem em paz os sequiosos do poder! <\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Momento pol\u00edtico &#8211; acto eleitoral<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-16636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}