{"id":16651,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16651"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-que-e-o-credo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-que-e-o-credo-ii\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 o Credo (II)"},"content":{"rendered":"<p>O leitor pergunta <!--more--> (continua\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>6 &#8211; Os credos declarativos do itiner\u00e1rio catecumenal desenvolvem o esquema interrogativo do rito do baptismo. Aparecem como \u201cregras de f\u00e9\u201d das Igrejas locais, como resumos a fazer conhecer aos candidatos \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. N\u00e3o s\u00e3o exposi\u00e7\u00f5es completas; s\u00e3o o cora\u00e7\u00e3o do Evangelho. De uma s\u00e9rie de credos declarativos das Igrejas do Ocidente &#8211; s\u00e9cs. IV a VI &#8211; surge o Credo dos Ap\u00f3stolos, ligeiramente diferente do vetus Romanum. <\/p>\n<p>7 &#8211; Este conte\u00fado de f\u00e9 vem a tomar o nome de S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos &#8211; \u00e9 o resumo do n\u00facleo da prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica. O s\u00edmbolo \u00e9 como que um puzzle de duas pe\u00e7as. Cada pe\u00e7a \u00e9 essencial para que se entenda a outra e o conjunto. Aquele que adere a Jesus Cristo e, nEle, \u00e0 Igreja, apresenta uma pe\u00e7a do puzzle, ao dizer o S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos: manifesta-se como fiel que \u00e9. E, por outro lado, entende-se como disc\u00edpulo de Jesus Cristo na refer\u00eancia a uma Comunidade &#8211; a outra pe\u00e7a do puzzle &#8211; que proclama a mesma f\u00e9. Assim, a proclama\u00e7\u00e3o da f\u00e9 identifica-nos como disc\u00edpulos de Jesus Cristo e mem-bros da mesma Igreja. O S\u00edmbolo \u00e9, pois, a refer\u00eancia de perten\u00e7a. O \u201ccreio\u201d \u00e9 reconhecimento e express\u00e3o, por cada um,  da pessoa comum que \u00e9 a Igreja!  <\/p>\n<p>8 &#8211; O Credo de Niceia (ano de 325) alterou, de algum modo, a fun\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o de f\u00e9. Apresenta-se como um desenvolvi-mento teol\u00f3gico, para toda a Igreja, como \u201cregra de f\u00e9\u201d, que exclua certos erros. Passa a ser mais uma express\u00e3o de ortodoxia colegial, manifesta\u00e7\u00e3o da fidelidade dos bispos, do que express\u00e3o de f\u00e9 pessoal e refer\u00eancia de perten\u00e7a. E acabou por se tornar crit\u00e9rio de comunh\u00e3o das Igrejas e ponto de partida para posteriores precis\u00f5es dogm\u00e1ticas. Tem, pois, um ineg\u00e1vel valor de coes\u00e3o doutrinal.<\/p>\n<p>9 &#8211; Este Credo passou \u00e0 Eucaristia, durante largo tempo dito em latim, e em detrimento do S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos.  A sua estrutura e linguagem n\u00e3o s\u00e3o, de modo algum, de f\u00e1cil compreens\u00e3o, para o comum dos fi\u00e9is. Entre n\u00f3s tornou-se objecto de estudo no 5\u00ba ano do Ramo Nacional de Catequese.<\/p>\n<p>A reforma lit\u00fargica do Vaticano II rep\u00f4s a possibilidade do uso do S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos; e pode usar-se tamb\u00e9m a forma baptismal interrogativa, em circunst\u00e2ncias que o aconselhem. Todavia, o facto de n\u00e3o vir em primeiro lugar, deixa o S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos meio esquecido.<\/p>\n<p>Recomendam-se ao leitor os n\u00fameros 185 a 197 do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica; e os voc\u00e1bulos \u201ccredo\u201d, \u201cs\u00edmbolos da f\u00e9\u201d, na recente Enciclop\u00e9dia Cat\u00f3lica Popular, de D. Manuel Franco Falc\u00e3o.<\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-16651","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16651","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16651\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}