{"id":16664,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16664"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"donos-ou-servidores-da-patria-e-do-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/donos-ou-servidores-da-patria-e-do-povo\/","title":{"rendered":"Donos ou servidores da p\u00e1tria e do povo?"},"content":{"rendered":"<p>Todos sabemos que a linguagem de muitos pol\u00edticos nas campanhas eleitorais e, tamb\u00e9m, um pouco de alguns governantes no poder, \u00e9 uma linguagem empolada, exagerada e pouco contida. Por vezes, denuncia mesmo um esp\u00edrito que parece n\u00e3o ter entendido ainda que governar ou querer governar \u00e9, sempre e s\u00f3, querer servir dedicadamente a comunidade.<\/p>\n<p>\u00c9 leg\u00edtimo esperar de quem det\u00e9m ou pretende deter o poder, que fa\u00e7a das suas interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas um contributo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 verdade, \u00e0 raz\u00e3o, \u00e0 justi\u00e7a, \u00e0 objectividade, ao respeito m\u00fatuo, \u00e0 ordem e \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o das pessoas e dos grupos, para que o possa ser \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do bem comum e do desenvolvimento e progresso do pa\u00eds.<\/p>\n<p>   O bem de cada um est\u00e1 relacionado com o bem comum, acess\u00edvel a todos, em p\u00e9 de igualdade. Assim o exige a natureza social de cada pessoa. Por isso, ele implica o respeito pela pessoa como tal, o bem estar social e o desenvolvimento harm\u00f3nico da sociedade e de cada comunidade, a paz, entendida como perman\u00eancia e seguran\u00e7a de uma ordem justa.<\/p>\n<p>Os poderes p\u00fablicos t\u00eam por obriga\u00e7\u00e3o serem os primeiros a respeitar, promover e defender, os direitos fundamentais e inalien\u00e1veis de cada pessoa  ou de cada cidad\u00e3o, para que estes se sintam alertados, a cada momento, para o cumprimento do seus deveres e para a qualifica\u00e7\u00e3o do seus comportamentos.<\/p>\n<p>O clima que se vive, n\u00e3o apenas por altura das elei\u00e7\u00f5es, mas no dia&#8211;a-dia, n\u00e3o \u00e9, frequentemente, um est\u00edmulo \u00e0 s\u00e3 conviv\u00eancia e ao assumir dos deveres normais. H\u00e1 agressividades, insinua\u00e7\u00f5es e afirma\u00e7\u00f5es para esquecer. H\u00e1 vocacionados a mais para donos e senhores da p\u00e1tria e do povo, mesmo que n\u00e3o se extravase a casa de fam\u00edlia, o lugar de trabalho ou de conviv\u00eancia, a comunidade local. N\u00e3o abunda por a\u00ed fora a alegria e a disponibilidade para o servi\u00e7o, entendido no seu verdadeiro sentido e na sua dimens\u00e3o social. Esta pobreza interior vem, frequentemente, ao de cima, tanto na conquista do poder, como no seu normal exerc\u00edcio. <\/p>\n<p>A linguagem das promessas em que tudo se d\u00e1 sem nada se possuir, se apaga o que vem detr\u00e1s sem se apreciar com objectividade, \u00e9 uma pobreza e uma falta de seriedade que pressagia tempos menos auspiciosos.<\/p>\n<p>Os governantes e os pretendentes ao poder devem saber \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o donos  nem da p\u00e1tria, nem do povo, para lhes falarem de um pedestal, lhes dizerem s\u00f3 o que a si mesmos conv\u00e9m, deles disporem a seu belo prazer,  denegrindo os advers\u00e1rios, considerados como inimigos.<\/p>\n<p>Quando \u00e9 que pol\u00edticos se disp\u00f5em a aprender a nobre arte da pol\u00edtica? Quando percebem que ter posi\u00e7\u00f5es diferentes n\u00e3o d\u00e1 direito a ser menos educado? Quando \u00e9 que o povo se disp\u00f5e a apreciar, com crit\u00e9rios v\u00e1lidos, os pol\u00edticos que o servem ou querem servir? <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos sabemos que a linguagem de muitos pol\u00edticos nas campanhas eleitorais e, tamb\u00e9m, um pouco de alguns governantes no poder, \u00e9 uma linguagem empolada, exagerada e pouco contida. 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