{"id":16670,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16670"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"ajudemo-los-com-a-nossa-consciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ajudemo-los-com-a-nossa-consciencia\/","title":{"rendered":"&#8220;Ajudemo-los com a nossa consci\u00eancia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o &#8211; Novo clima pol\u00edtico <!--more--> 1 &#8211; As elei\u00e7\u00f5es est\u00e3o feitas. Ningu\u00e9m tem d\u00favidas de que se inaugurou um novo clima pol\u00edtico: os resultados foram hist\u00f3ricos &#8211; uma maioria absoluta do PS e uma subida geral da esquerda; as derrotas foram assumidas sem rodeios, embora nem todas com igual coragem consequente; a absten\u00e7\u00e3o baixou &#8211; n\u00e3o tanto! &#8211; e isso poder\u00e1 n\u00e3o significar mais elevado n\u00edvel de cidadania activa dos portugueses.<\/p>\n<p>O discurso da vit\u00f3ria, embora n\u00e3o tenha sido arrogante, pareceu algo narcisista &#8211; \u201camigos, camaradas!\u201d&#8230; Ficam d\u00favidas se o compromisso de governar por todos e para todos os portugueses \u00e9 sincero. Por todos, dispensamos; para todos, pode sempre ser contrariado pela sede de voltar aos epis\u00f3dios dos \u201cjobs for the boys\u201d. Resta, pois, a d\u00favida se a maioria absoluta foi um cheque em branco ou se o futuro primeiro ministro conta mesmo com todos os portugueses para vencer o pessimismo. <\/p>\n<p>2 &#8211; A responsabilidade do partido vencedor \u00e9 pesada. A crise, que j\u00e1 vem de longe e que nos ultrapassa, n\u00e3o se supera magicamente; a conjuntura europeia tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel. Muitos ir\u00e3o esperar um para\u00edso, para o qual n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es. H\u00e1 sempre uma multid\u00e3o a engrossar a exig\u00eancia de que haja mais Estado, reclamando as benesses de uma recompensa pela sua quota parte na mudan\u00e7a ou teimando em se aquietar na in\u00e9rcia, confiando num providencialismo esta-tal sem limites. Parece-me, pois, ut\u00f3pico falar propriamente de projectos novos para Portugal. <\/p>\n<p>Com mentalidades novas &#8211; que as h\u00e1, pessoas com outro sentido do bem comum, do servi\u00e7o \u00e0 causa p\u00fablica, os portugueses a arrega\u00e7arem as mangas, em vez de esperarem messianismos alienantes,&#8230; ent\u00e3o, sim, haver\u00e1 futuro. Se bem que uma maioria, um governo, um presidente poder\u00e3o ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de fazer o que os portugueses n\u00e3o escolheram, dando-lhes aquilo de que eles n\u00e3o precisam, em vez de os comprometer, a todos, na constru\u00e7\u00e3o desse futuro.    <\/p>\n<p>3 &#8211; \u201cA democracia \u00e9 o quadro pol\u00edtico da liberdade, mas tamb\u00e9m da responsabilidade. E esta s\u00f3 se exprimir\u00e1 na busca generosa do bem comum. N\u00e3o deixemos o futuro do nosso Pa\u00eds s\u00f3 nas m\u00e3os dos \u2018pol\u00edticos profissionais\u2019. Ajudemo-los com a nossa consci\u00eancia cr\u00edtica\u201d&#8230; &#8211; Estas palavras dos nossos Bispos, que antecederam o acto eleitoral, s\u00e3o plenas de actualidade no futuro desenhado pelos resultados de domingo passado. <\/p>\n<p>Se, ao votar, o Povo responsabiliza e se responsabiliza, que ningu\u00e9m aliene a sua responsabilidade, mas que tamb\u00e9m ningu\u00e9m se assuma por n\u00f3s: motive o Povo a ser protagonista e deixe que seja ele a responsabilizar aqueles que elege, uma vez que h\u00e1 processos ao seu alcance. Est\u00e3o criadas, \u00e9 certo, condi\u00e7\u00f5es de um novo ciclo pol\u00edtico, que n\u00e3o resultar\u00e1 automaticamente da nova composi\u00e7\u00e3o parlamentar; s\u00f3 se construir\u00e1 com a dedica\u00e7\u00e3o e o suor de todos &#8211; uma cultura nova, nem f\u00e1cil de aprender, nem com ambiente de acolhimento favor\u00e1vel; mas poss\u00edvel! O clima \u00e9 novo! <\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o &#8211; Novo clima pol\u00edtico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-16670","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16670","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16670"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16670\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}