{"id":16698,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16698"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"que-sucesso-aos-1012-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/que-sucesso-aos-1012-anos\/","title":{"rendered":"Que sucesso aos 10\/12 anos?"},"content":{"rendered":"<p>Educar&#8230;hoje <!--more--> Talvez, e estamos no campo das suposi\u00e7\u00f5es, os pais daquele mi\u00fado se tenham perguntado v\u00e1rias vezes o que ele iria fazer no futuro, ou talvez n\u00e3o se tenham preocupado muito. O certo \u00e9 que, a acreditar numa breve biografia que li, aquele mi\u00fado exasperava os professores com a falta de sucesso nos estudos. <\/p>\n<p>Nascido em 1879, Pr\u00e9mio Nobel da F\u00edsica em 1921, imigrante nos EUA desde 1933, fugindo \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es na Alemanha contra os judeus, atormentado por ter aconselhado a Roosevelt o fabrico de bombas at\u00f3micas, falecido em 1955, h\u00e1 precisamente 40 anos (a 18 de Abril), este mi\u00fado surge como exemplo, quando se analisam comportamentos e sucessos escolares.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o gostaria que o seu filho fosse autor de uma teoria importante para toda a Humanidade? Quem n\u00e3o gostaria que o seu filho fosse (um) Einstein? Mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil! Nem para os pais e os professores, nem para os filhos. <\/p>\n<p>Hoje em dia, muitos alunos, preocupados desde os 10 \/ 12 anos com as suas carreiras profissionais, come\u00e7am a lutar por notas \u2013 e n\u00e3o propriamente pelo conhecimento \u2013 que lhes permitir\u00e3o entrar em determinado curso superior. Se n\u00e3o for em Portugal, que seja na vizinha Espanha. Assim, muitos antecipam o futuro, imposs\u00edvel de conhecer, vivendo numa \u00e2nsia proibitiva a uma aprendizagem e crescimento saud\u00e1veis. <\/p>\n<p>H\u00e1 muitos sinais dessa ansiedade, a que agora damos o nome de \u201cstress\u201d. Percebe-se facilmente quando uma crian\u00e7a \u00e9 afectada pelas cr\u00edticas dos colegas, dos pais e dos professores. E quanto mais novas, mais facilmente deixam entender o seu sentimento de frustra\u00e7\u00e3o, com a l\u00e1grima ao canto dos olho, com as l\u00e1grimas a escorrer cara abaixo. Um exemplo concreto: quando um colega acerta numa resposta antes dos outros, se ele for \u201crotulado\u201d de \u201cbom aluno\u201d, est\u00e1 tudo bem. Mas se for o \u201cbom aluno\u201d a n\u00e3o encontrar a resposta pronta, fica zangado consigo pr\u00f3prio. Isto \u00e9 bom, se conseguir perceber que ainda n\u00e3o sabe tudo, e que est\u00e1 numa espiral de aprendizagem. N\u00e3o \u00e9 bom, quando n\u00e3o consegue realizar uma prova de avalia\u00e7\u00e3o, porque percebe que n\u00e3o vai tirar 100 por cento. Afinal, quem p\u00f5e \u201cr\u00f3tulos\u201d de \u201cbom\u201d ou de \u201cmau aluno\u201d? Porqu\u00ea? Para qu\u00ea?!<\/p>\n<p>\u00c9 importante aprender a lidar com o insucesso, nas aulas, nos intervalos, em casa. H\u00e1 uns tempos, ouvi um psic\u00f3logo afirmar que, na escola, o melhor espa\u00e7o de aprendizagem \u00e9 o recreio. A\u00ed, fomentam-se as rela\u00e7\u00f5es sociais, desenvolvem-se atitudes e afectos. O recreio \u00e9, talvez a seguir \u00e0 Fam\u00edlia, a c\u00e9lula onde se aprende a viver em sociedade. Mas o primeiro espa\u00e7o \u00e9 sempre o da Fam\u00edlia, onde se comentam as notas que o aluno leva para casa; onde se comenta a pol\u00edtica e a economia do pa\u00eds; onde se fala de Religi\u00e3o; onde se l\u00eaem livros sobre Homens e Mulheres que transformaram o Mundo, sobre a Hist\u00f3ria de Portugal, a Hist\u00f3ria Mundial, sobre a Ecologia e outros assuntos.<\/p>\n<p>Talvez, e estamos no campo das suposi\u00e7\u00f5es, os professores e os pais destes mi\u00fados lhes perguntem v\u00e1rias vezes o que v\u00e3o fazer no futuro, apesar de ainda terem apenas 10 ou 12 anos (ou porque j\u00e1 t\u00eam 10 ou 12 anos?!!!). Mas que o fa\u00e7am sem os exasperar pela falta de sucesso nos estudos, ou pelos 90 por cento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educar&#8230;hoje<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-16698","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16698\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}